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Nossa Sra. das Vocações

Nossa Sra. das Vocações
Senhor que dissestes "a messe é grande e poucos são os operários", nós vos pedimos que envieis muitas e santas vocações sacerdotais e religiosas para nossa Diocese. Necessitamos de sacerdotes que nos dêem o pão da Eucaristia e o Pão da Palavra e assim possamos viver a vossa vida. Virgem Santíssima, Mãe dos sacerdotes, intercedei junto a vossa Divino Filho pela perseverança e santidade de nossos sacerdotes e seminaristas. Amém. Nossa Senhora das Vocações, rogai por nós!

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Guarulhos, São Paulo, Brazil
Somos irmãos no Discernimento Vocacional da Diocese de Guarulhos ( Marcelo, Nilton, Ricardo, Robson, Ítalo e o Bruno ) que, movidos pelo Espírito Santo tivemos a idéia de montar esse blog inspirado nos emails que trocamos. Com um único objetivo: transmitir mensagens de fortalecimento da fé, partilhar de nossa caminhada. Publicar tudo o que é suscitado em nossos corações. As tribulações, as vitórias e as alegrias que alcançamos dia-a-dia com Jesus e Maria. Seguindo a ordem nos dada pelo mestre dos mestres: " Ide pelo mundo e pregai o evangelho a toda criatura" Venha fazer parte conosco dessa missão confiada à todos nós!

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Através dos links abaixo acompanhe o que a mídia divulgou sobre a política atual, e onde Guarulhos está envolvido nesta:

http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/10/31/no-altar-padre-critica-pt-e-pastor-pede-voto-em-dilma.jhtm

http://eleicoes.uol.com.br/2010/album/101031_religiao_eleicoes_album.jhtm


Abraços,

Adalberto Lima
Vocacionado Diocesano

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Entendamos que a nossa felicidade passará pelo bom uso dos dons

    Quando nos colocamos em oração - entendendo oração como intimidade e diálogo entre duas pessoas que se amam (o Senhor e eu, eu e o Senhor) –, logo nos deparamos com uma grande dificuldade: o que dizer a Deus? Muitas e muitas vezes, no momento da nossa oração, somos invadidos por pensamentos e lembranças, os quais temos até medo de imaginar que possam existir e vir até nós.

    Quero dizer que tudo aquilo que o Senhor quer nos falar neste diálogo de amor, que é a oração, não é acerca dos dons, talentos e virtudes que venhamos a possuir; quanto a isso, no máximo Ele quer que agradeçamos e coloquemos tudo a serviço dos irmãos, pois tudo é graça d’Ele. O que Deus quer conversar conosco, na oração, é sobre aquilo que não veio d’Ele, ou seja, nossas misérias, infidelidades, pecados e feridas. Por isso Deus quer curar e transformar todos esses males que temos em nós, em carismas, em vida, em dom.

    Contudo, não quero me ater às realidades próprias da nossa oração, mas a tudo aquilo que é dom, virtude, talento, capacidade; realidades que são puro dom, pura graça, pura gratuidade de Deus em nossa vida, para que possamos colocar tudo a serviço dos irmãos. Tudo o que temos, que é presente de Deus, Ele nos deu para que possamos nos santificar, nos tornando canais de santificação para nossos irmãos.

    Um dos maiores pecados existentes é o da omissão; maior não no sentido de materialidade de pecado, mas no sentido dos efeitos que ele nos causa, como a paralisação da capacidade de amar a partir dos talentos que Deus nos deu.

    Onde estamos colocando os dons que Deus nos deu para a nossa santificação e a santificação dos nossos irmãos? Quantas pessoas estão escondendo seus dons e talentos dentro das vasilhas e embaixo das camas do preconceito, da prostituição, da preguiça e da indiferença religiosa!?

    Entendamos que a nossa felicidade passará pelo bom uso dos dons e talentos que Deus nos deu, mas nós reclamamos muito das situações que se encontram em nossa sociedade, no nosso mundo. As dificuldades pelas quais passamos não são porque os maus possuem força, mas porque os cristãos não são melhores, não são santos.

    Santidade é colocar tudo aquilo que temos de melhor a serviço dos irmãos, nos gastando por amor a eles e colocando nossas misérias no coração de Jesus para que Ele nos cure para melhor servirmos aos outros.

Padre Pacheco - Comunidade Canção Nova


Adalberto Lima
Vocacionado Diocesano

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Iae Galera,

Para quem não viu ainda, as fotos dos últimos dois eventos promovidos pela equipe do SAV-PV e Pastoral da Eduação, já estão disponíveis em nosso perfil do Orkut... Não deixe de visitar!!!!

Abraços,

Adalberto Lima
Vocacionado Diocesano

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É necessário priorizar nossas atividades

    O melhor presente é o tempo presente, por isso é preciso aproveitá-lo bem. Há uma ciência para utilizar o tempo. Não se trata de fazer as coisas correndo, mas de não desperdiçá-lo com coisas sem sentido.

    Para viver bem é preciso saber usar o tempo; é nele que construímos a nossa vida. Cada momento de nossa existência tem consequências nesta vida e na eternidade. Por isso, não podemos ficar “matando o tempo”; pois seria o mesmo que estar matando a nossa sua vida aos poucos.

    Na verdade, o presente é a única dádiva que temos, porque o passado já se foi e o futuro a Deus pertence. Viva intensamente o presente e tenha sempre em mente que a pessoa mais importante é essa que está agora na sua frente. O trabalho mais importante é este que você está fazendo agora; o dia mais importante da vida é este que você está vivendo hoje; o tempo mais importante é o agora.

    Alguns me perguntam como consigo fazer tantas coisas; a resposta é simples: se não perder tempo, pode-se para fazer tudo que é importante. É claro que precisamos priorizar as atividades.

    Viver é como escrever um livro, cujas páginas são nossos atos, palavras, intenções e pensamentos.

    As coisas pequenas, mas vividas com amor, assumem um valor elevado; enquanto muitos momentos aparentemente brilhan­tes são comparáveis a bolhas de sabão.

    Abrace com toda força as oportunidades que você tiver para crescer nos estudos e numa profissão. A vida não nos dá muitas chances, e se você não as aproveitar bem, poderá chorar mais tarde.

    Nunca fique sem fazer nada, ainda que você esteja desempregado ou de férias; pois sabemos que “mente vazia e desocupada é oficina do diabo”. Descansar não quer dizer ficar sem fazer nada, é mudar de atividade. Mesmo no campo ou na praia de férias, você pode fazer algo que o descanse e que seja útil.

    Se fizermos as contas, veremos que todas as manhãs são creditados 86.400 segundos para cada um de nós; e todas as noites este saldo é debitado como perda e não nos é permitido acumulá-lo para o dia seguinte. Todas as manhãs a sua conta é reiniciada, e todas as noites as sobras do dia anterior se evaporam.

    Não há volta. Você precisa aplicar, vivendo o presente, o seu depósito diário. Invista, então, no que for melhor, em bens definitivos e não fugazes. Faça o melhor cada dia.

    Para você perceber o valor de um ano, pergunte a um estudante que repetiu de ano. Para perceber o valor de um mês, pergunte para uma mãe que teve o seu bebê prematuramente.

    Para você perceber o valor de uma semana, pergunte a um editor de jornal semanal. Para perceber o valor de uma hora, pergunte aos namorados que estão esperando para se encontrar.

    Para você perceber o valor de um minuto, pergunte a uma pessoa que perdeu o ônibus. Para perceber o valor de um segundo, pergunte a uma pessoa que conseguiu evitar um acidente.

    Para você perceber o valor de um milésimo de segundo, pergunte a alguém que conquistou a medalha de ouro em uma Olimpíada.

    Lembre-se: o tempo não espera por ninguém. O dia de ontem é história, o de amanhã é um mistério, o de hoje é uma dádiva; por isso é chamado Presente!

    Não deixe que o tempo escorra por entre os dedos abertos de suas mãos vazias. Segure-o de qualquer maneira para que ele vire eternidade.

    Por que esperar amanhã para viver?

    O presente está cheio do passado e repleto do futuro. O bom aproveitamento do dia de hoje é a melhor preparação para o dia de amanhã. O tempo é sagrado, porque o evento da salvação se inseriu no seu histórico; mas é preciso ter uma noção correta do uso do tempo. Alguns pensam que “tempo é dinheiro” e não conseguem parar. Não é assim.

    Emmir Nogueira tem uma bela reflexão baseada em Jacques Phillippe, autor de “Liberdade Interior” (Ed. Shalom, 2004), o qual nos ensina que há dois tempos: um exterior (contato pelo relógio) e outro interior (contado pelo amor). Transcrevo aqui uma reflexão desse livro:

    "O tempo exterior é o tempo do fazer, do trabalhar, estudar, produzir, produzir, produzir. É o tempo das horas marcadas, das agendas lotadas, dos compromissos importantes e inadiáveis. É o momento que estressa, envelhece, desgasta e irrita. Período que me fecha em mim mesmo, que me leva a pensar mais em mim do que nos outros, tempo de receber e acumular. Tempo de usura."

    "O tempo interior é o de ser, de trabalhar com gratuidade, estudar com extasiamento, produzir para o bem de todos, ainda que me 'prejudique'. É o momento de esquecer o relógio diante da necessidade do outro. Tempo das agendas, em cujas páginas sempre cabe mais uma horinha, tempo dos importantes e inadiáveis compromissos com a vontade de Deus."

    "Tempo interior é o tempo que pacifica ao ser doado e rejuvenesce, porque tudo espera; tempo que refaz, porque tudo crê; paciente, porque tudo suporta. É quando me abro para o outro e para as boas surpresas de Deus, tempo de dar e partilhar; de gratuidade. É aquele tempo que se chama "paciência histórica", ciente de que Deus tem o comando de tudo; por isso não se apressa em julgar e se recusa a imprimir sentenças."

    "Tempo interior é momento de quem ora, de amor registrado pelos relógios da eternidade, sem ponteiros nem dígitos; tempo que sempre sobra. É o tempo em que Deus vive, quando se partilha com Ele carregado dos seus segredos de amor. Tempo que "guarda tudo em seu coração", submete-se inteiramente à vontade do Senhor. O tempo da eternidade vivido no espaço que se chama hoje."

    Usamos tanto a palavra URGENTE, que ela perdeu sua força. O que é urgente de fato? As nossas correrias? Não. Urgente é saber perguntar: qual o sentido de tudo o que estou fazendo? O mais iminente é saber agradecer a Deus o nascer do Sol que se repete a cada dia, é o relacionamento com os filhos, o abraço na esposa, é saber gastar o tempo com os outros. Urgente é não se esquecer de viver a vida.

    As pessoas não se tornam grandes por fazerem grandes coisas. Fazem grandes coisas por serem grandes pessoas. Para ser grande é preciso, pacientemente, construir-se a cada dia.

  Prof. Felipe Aquino - Canção Nova


Adalberto Lima
Vocacionado Diocesano

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Ninguém é obrigado a fazer o que queremos

    Nem sempre as coisas são como queremos e idealizamos, e é bom que isso seja assim, pois nem sempre o que queremos é o melhor para nós. Toda existência humana é marcada pela “condição de contradição”, ou seja, pela fraqueza, pecado e, conseqüentemente, pela queda.

    Perder faz parte da vida e aceitar a própria condição limitada é sinal de sabedoria. É horrível conviver com alguém que crê ser absoluto e acredita que todos têm o dever de satisfazer suas vontades.

    Há muitos pais que estragam seus filhos, porque não lhes ensinam que o “não” também faz crescer, e que a queda pode também ensinar. Há filhos que não aprendem, em casa, que na vida nós também perdemos. Precisamos aprender a lidar com nossos fracassos. Muitos não suportam os fracassos próprios da vida, porque foram educados somente para ganhar.

    Para superarmos as quedas impostas pela vida precisamos ter a humildade de saber perder.

    As pessoas não são obrigadas a ser e a fazer o que queremos; elas não são obrigadas a corresponder às nossas expectativas.

    A maturidade se expressa quando o coração consegue deixar livre um outro coração que não quis pertencer a ele nem corresponder a seus desejos.

    O fato de sermos contrariados é uma experiência que nos faz mais fortes, pois, compreendemos que nossa maneira de pensar não é a única nem a melhor, e que não estamos sempre certos. Precisamos saber perder e sair de cena quando erramos, quando não estamos com a razão.

    Perfeição cristã não significa ausência de erro, mas capacidade de perdoar e recomeçar sempre. Não temos a obrigação de acertar sempre, mas temos sim o dever de aprender com nossos erros. Quem não sabe perder perde sempre, pois acaba sendo humilhado pelo fato de não aceitar a própria fraqueza; querendo, assim, ser o que não é e fazer o que ainda não é capaz.

    Quem não sabe perder busca sempre levar vantagem sobre tudo e todos, tornando-se alguém insuportável e arrogante.

    A humildade é escola da virtude, e grandeza é aceitar com ternura aquilo que se é.

    A vida não diz sempre "sim", e a alma se torna grande quando é capaz de sorrir também diante do “não”. Aceitar que nem todos nos amam, que não somos bons nem os melhores em tudo, são expressões de um coração que compreendeu verdadeiramente o que significa “viver bem”. A derrota é sempre uma possibilidade de recomeço e crescimento para quem sabe bem aproveitá-la. Que esta não seja para nós motivo de paralisia, mas um trampolim a nos lançar nos braços da vitória.

  Deus o abençoe!

  Adriano Zandoná - Seminarista e Missionário Canção Nova

Adalberto Lima
Vocacionado Diocesano

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    O Evangelho de hoje, reconhecidamente vocacional, nos traz frases chaves, que são essenciais para que a nossa missão tenha êxito: “pedi ao dono da messe”, ou seja, a prática da oração; “eis que vos envio”, porque agimos em nome de Jesus e na sua obra; “não leveis bolsa...” porque os valores materiais não dão garantia do sucesso do trabalho evangelizador; “dizei primeiro: ‘a paz...’”, porque devemos ser anunciadores do Evangelho da paz; “permanecei”, pois se não há comunhão, não pode haver evangelização; “curai os doentes”, ou seja, entregue-se à prática libertadora para que haja vida em abundância; “e dizei ao povo”, para que a Palavra seja anunciada, mas o anúncio seja acompanhado da prática evangélica.

Fonte: Boletim Diário da CNBB, 18 de Outrubro de 2010.


Adalberto Lima
Vocacionado Diocesano

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    Diante da realidade, vejo que não existe só fanático religioso ou de futebol. São muitos e mais graves os fanatismos que nos rodeiam, fazendo de nós objetos de joguetes nas mãos de alheios, escravos das máquinas. O nosso ser gente, pessoa, com coração e sentimentos humanos para humanizar as relações, é substituído pela frieza da técnica cada vez mais ágil e cheia de surpresas.

    A civilização da máquina, dos computadores traz um ingrediente tremendamente perigoso, chamado fanatismo. Os relacionamentos entre pessoas acabam acontecendo online. O Orkut, MSN, Twitter, blogs etc. vem substituindo o contato humano de coração a coração.

    O fanatismo tecnológico acaba com a vida de pessoas que necessitam de afeto, carinho, calor humano. Caminhamos para uma desumanização cada vez maior. O ser humano cercado de botões e automatis mos perde o sentido profundo de ser gente; isso tem sabor de morte.

    Outro fanatismo, não menos pior, é o fanatismo político. As comunidades marcadamente cristãs são levadas a viver, não só durante o pleito eleitoral, mas depois e por muito tempo, as chagas da divisão, do ódio, da inimizade.

    A luta por partidos, a defesa ferrenha de candidatos, por puro fanatismo, como se fosse a única verdade, o único candidato verdadeiro e justo na face da terra, cria e continua criando verdadeiro clima de guerra.

    Pessoas amigas, parentes e vizinhos já não se conhecem mais depois das eleições. Essa é a consequência mais forte e lamentável que fica na sociedade e na Igreja. Por mais cristão que seja, por mais abertura que se tenha, por mais liberdade que se promova, sempre fica a marca diabólica do fanatismo político sem razão e muito menos coração.

    Não de hoje e nem de amanhã, assistimos verdadeiras guerras promovidas pe lo fanatismo religioso. Como entender que pelo fato de eu crer de modo diferente, de cultivar um sentido religioso que foge às convicções de outros, ou até do que é mais sagrado para mim, eu tenha que ser exorcizado da face da terra?

    Como entender hoje que, em nome de Deus, se deve matar ou morrer? No meu pobre entender, não tem outra explicação do que o fanatismo criado pela visão obtusa da verdade para mim. Com que direito, em base a que verdade se justifica a exclusão, o preconceito, o julgamento de quem se salva ou não, e até o direito de matar ou morrer só porque me fechei em uma única e pura verdade para mim?

    Certamente não existem parâmetros para justificar na nossa cultura, que alguém seja tomado pelo poder do fanatismo religioso, e comece a estabelecer aqui na terra o julgamento dos homens e do mundo. Só tem um único e eterno Juiz. Aliás, Ele é a Justiça.

    Diante deste quadro que poderia continuar a ladainha dos fanatismos, quero aqui recordar que fomos criados homens e mulheres à imagem e semelhança de Deus, para sermos livres, a fim de viver a vida na sua dimensão mais humana possível.

    Podemos estabelecer critérios, normas, estilos de vida, jeitos de viver sem ignorar tudo o que existe de mais moderno e técnico.

    Porém, o resgate cada vez mais urgente do valor da pessoa, do humanismo cristão, que tem sua raiz no amor humano, no afeto, no carinho, no sentir o outro como gente, fará com que, na força do amor gratuito e generoso, que vem daquele que é o Amor, se viva a verdadeira vida.

    Assim teremos um mundo onde a cultura da vida triunfará sobre a cultura da morte. Sem fanatismos, com a mente e o coração abertos, podemos começar a amar de verdade.

Dom Anuar Battisti - Acebispo de Maringá


Adalberto Lima
Vocacionado Diocesano

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    Hoje nosso calendário lembra o Dia dos Professores. Nada melhor recordar, ou seja trazer ao coração, aqueles homens e mulheres que marcaram a nossa vida desde a infância até a idade adulta nos bancos escolares. Não por saudosismo e muito menos por dizer que o passado era perfeito, mas sim para agradecer aqueles que no passado, marcaram o rumo de nossas vidas.

    Tempos imemoráveis aqueles, em que rodeados de toda a precariedade, éramos envolvidos em um clima de confiança e bem querer, de um relacionamento onde os professores eram mestres, educadores, amigos, companheiros.

    A autoridade era respeitada. A relação de professor aluno era, em muitas vezes, melhor que a de pai e mãe. Agradeço os puxões de orelhas, os deveres de casa multiplicados, as conversas ao pé de ouvido aconselhando e incentivando a vencer os limites. Tempos que não v oltam mais.

    Penso que ensino e paixão, ensino e vocação, ensino e dedicação, ensino e sacrifícios sempre formam binômios inseparáveis. Ninguém é feliz ao realizar um trabalho por mera recompensa financeira, ou por que não tem outra coisa a fazer.

    A realização pessoal em qualquer setor da vida humana vem de um chamado interior, de um desejo em ser alguém, deixando marcas não em livros, mas nos corações. Isso é vocação. Na prática de cada dia se sente logo quando alguém faz as coisas por vocação ou por uma profissão. Quem tem vocação sempre tem tempo, dedica-se a servir mesmo perdendo-se no tempo.

    O profissional cumpre tarefas, o vocacionado cumpre uma missão.

    Assim entendo a vida dos professores e professoras. Na missão de educar, todos vocês professores e mestres, mais do que nunca são desafiados a resgatar a vossa vocação e continuar cumprindo a vossa missão que é semear valores humanos e cristãos, mesmo tendo a im pressão de perder tempo.

    Acredite: um é que semeia e outro é que colhe. Não cansar jamais de lançar as sementes da educação feita por amor, mesmo em tempos difíceis como os nossos. Para ser um bom educador se deve pensar na paciência de um agricultor. Para ter dias felizes não se pode esperar resultados imediatos. Quantas vezes os pais, ao educar, têm a impressão de semear em terreno árido e sem futuro.

    Não fixem o olhar nos erros e sim nas pessoas. Com a sutileza de quem lança sementes de qualidade vê brotar, aos poucos, belos sinais de personalidade d e pessoa amada e com capacidade de amar.

    O que será do mundo se os desafios e obstáculos que a Escola apresenta hoje vos vencerem pelo medo e pela angustia? Como vamos construir um futuro melhor se, no presente, não plantarmos valores pelos quais vale a pena lutar? Mesmo que tudo possa parecer ruína, ali pode nascer um novo ser humano através da educação feita por amor.

    Certamente não podemos fazer tudo, e nem mesmo ser a solução de tudo. Mas ao menos teremos a consciência tranqüila de termos cumprido o nosso dever. Essa é missão de quem foi chamado a ser operário na construção de um mundo melhor.

    Neste dia elevemos ao Senhor da vida e da história um hino de gratidão por todos vocês, homens e mulheres que incansavelmente dedicam tempo e inteligência para aprimorar as mentes e moldar os corações dos pequenos e dos grandes. Obrigado professores! Deus vos fortaleça nesta missão de educadores, que jamais deixem as salas de aula por medo ou angústia.

    Sejam corajosos. O mundo da educação precisa de vocês. As famílias precisam de vocês. A sociedade precisa de vocês. As igrejas precisam de vocês. Como diz a Palavra de Deus: "Vocês são preciosos aos olhos de Deus". Deus vos abençoe sempre!

Dom Anuar Battisti - Arcebispo de Maringá
 
 
Adalberto Lima
Vocacionado Diocesano

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    A vocação, seja qual for ela, objetivamente é o maior valor que podemos possuir, pois ela é o caminho da plenitude, da felicidade e da realização de cada um de nós. Por meio dela se manifesta o plano do amor de Deus na vida de cada um de nós. No entanto, subjetivamente, a partir de cada um de nós, a vocação terá o valor e a qualidade para cada um, fundamentados naquilo que viemos a deixar, para que pudéssemos viver esta vocação. Explico.

    Objetivamente: a vocação é o grande dom de Deus para nós; é o chamado do Senhor feito a nós, para que, percorrendo um caminho específico, venhamos a nos realizar plenamente em todos os sentidos da nossa vida.

    Subjetivamente, o que deixamos para seguir este caminho frente o convite de chamado do Senhor? Deixamos muitas ou poucas coisas? Isso que deixamos possui um valor incomensurável? Quanto mais valioso é aquilo que deixamos, tanto mais valioso vai se tornar a vocação para nós.

    Nunca me esqueço daquilo que fui convidado a deixar para seguir o caminho do sacerdócio: estava prestes a me casar quando tive de sublimar um relacionamento com uma noiva maravilhosa; um futuro brilhante no exército. Fui para o seminário, deixei o meu pai, que estava canceroso, em casa; tive que deixar a minha família e tantas outras coisas, minhas “riquezas”, para ir em busca do tesouro de maior valor, aquele “terreno” do Evangelho.

    Hoje, percebo que seria muito feliz e realizado se não tivesse dado meu “sim” para Deus e tivesse constituído uma família no Senhor. Todavia, não seria plenamente feliz e realizado; plenamente feliz e realizado estou hoje: como pessoa, como sacerdote, como missionário na Canção Nova, pelo fato de estar na vontade de Deus.

    Muitas vezes, tive vontade de desistir, mas por que não consegui fazê-lo? Porque tudo aquilo que me impulsionava a desistir era infinitamente menor aos valores que deixei, fazendo com que minha vocação se tornasse o maior tesouro, maior até mesmo que tudo o que havia deixado.

    Aquilo que deixamos com amor e de forma generosa, quando fazemos para alegrar o Coração de Deus, é justamente isso que dará valor para nós à vocação a qual o Senhor nos chama. Para dizer que vale a pena deixar nossas preciosidades para adquirirmos a riqueza por excelência: Deus e Sua vontade em nossa vida.

    Quantos resolveram optar pelas suas preciosidades e as deixaram de trocar pelo tesouro maior que é Deus e Sua vontade e, por isso, trazem por toda vida uma decepção profunda de não poder estar no lugar certo, sendo aquilo para o qual o Senhor os chamou. Sim, são felizes. Por isso, não são plenos; sempre trazem consigo a certeza de que se tivessem respondido de forma diferente seriam plenamente felizes.

    Vocação acertada é certeza absoluta de vida plenamente feliz e realizada! Como sabermos se estamos na vocação certa e qual a nossa vocação? Sendo de Deus, íntimos d’Ele! Como consequência desta intimidade acontecerá a manifestação de um Deus que é Pai e que manifesta Seu plano de amor para cada um de nós.
   
    Por que acabo de escrever tudo isso a vós, em relação ao evangelho de hoje? Porque, meus irmãos e irmãs, quando acertamos a nossa vocação, nos tornamos instrumentos de Deus para a salvação das almas e a nossa salvação; do contrário, a exemplo dos escribas, fariseus e doutores da Lei, quando não estamos dentro do chamdo de Deus - vocação - nos tornamos instrumentos de perseguição e morte na vida dos outros; não entramos e não deixamos ninguém entrar no Reino de Deus. Deus nos livre de estarmos fora do chamado de Dele, a exemplo dos fariseus, escribas e doutores da Lei.

  Padre Pacheco - Comunidade Canção Nova


Adalberto Lima
Vocacionado Diocesano

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Não devemos rezar só para nós mesmos

    Rezar não é só falar com Deus. É viver com Ele, por Ele e pelos irmãos. "Rezar é viver uma presença de amor em sua vida e fazer tudo por Deus", explica frei Patrício Sciadini em seu livro "Rezar é". Orar continuamente, sem cessar, foi ordem de Jesus aos Seus discípulos. Rezar é orar e trabalhar para o Reino de Deus, para acudir os pobres, os doentes, trabalhar pela justiça, exercer uma profissão e fazê-lo a serviço do próximo. Trabalhar assim é colocar a oração dentro da vida e fazer a vida uma oração.

    O contato com Deus nos desintoxica da maldade e coloca a oração sempre dentro da vida. Nas palavras de frei Patrício: "Rezar é viver, é amar e deixar-se amar, é evangelizar, abandonar-se em Deus, cantar salmos, olhar os lírios do campo, ouvir os pássaros, desabafar o coração, dizer 'sim' e nunca dizer 'não' a Deus".

    Na vida cristã, o nosso momento de estar a sós com Deus é na oração pessoal, assim como Jesus também o tinha. Mas a oração cristã não é um ato realizado apenas em benefício próprio, e sim, em benefício dos outros; não rezamos só para nós mesmos. Jesus, Maria e os grandes santos da Igreja sempre colocaram em suas orações a preocupação com os homens, pois, para o cristão, orar não é apenas contemplar a Deus, mas também orar pelo próximo, o que gera atitudes concretas de amor.

    A oração é o que nos mantém vivos. Assim como a planta não cresce e não dá frutos se estiver exposta ao sol, também o coração humano não desabrocha para a vida se não tiver Deus. Quem não reza corre o risco de morrer internamente. Mais cedo ou mais tarde sentirá a falta de algo, como se fosse o ar para respirar, o calor para viver, a luz para ver, o alimento para crescer e sustentar-se. É como se lhe faltasse um objetivo para dar sentido à vida.

    Santo Afonso de Liguori, fundador dos Redentoristas, dizia que "quem reza se salva e quem não reza se condena".

    O corpo não vive sem alimento. A alma também não. Mas, na prática, notamos que a maioria dos cristãos parece não conhecer esta verdade. Quem mantém o controle de sua vida sabe como a oração lhe faz falta... bastam alguns dias sem oração para as tentações aumentarem e sair do caminho.

    Para rezar, procure estar em silêncio dentro de si e ao seu redor. Não é sempre fácil criar esse ambiente [o silêncio], mas é no silêncio que Deus se manifesta e podemos ouvi-Lo.

    Quanto mais rezamos, tanto mais temos vontade de rezar e de ajudar aqueles que sofrem. Ao contrário, quando rezamos pouco, menos queremos rezar.

    Quem reza sente os frutos do Espírito que fazem a vida mais bela e mais harmoniosa.

(Artigo extraído do livro "Cristãos de atitude" – O caminho espiritual proposto por Dom Bosco, Editora Canção Nova).

  Padre Mário Bonatti - Comunidade Canção Nova


Adalberto Lima
Vocacionado Diocesano


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    Com muita alegria nós, brasileiros, lembramos e celebramos solenemente o dia da Protetora da Igreja e das famílias brasileiras: Nossa Senhora da Conceição Aparecida.

    A história de Nossa Senhora da Conceição Aparecida tem seu início pelos meados de 1717, quando chegou a notícia de que o Conde de Assumar, D. Pedro de Almeida e Portugal, Governador da Província de São Paulo e Minas Gerais, iria passar pela Vila de Guaratinguetá, a caminho de Vila Rica, hoje cidade de Ouro Preto (MG).

    Convocados pela Câmara de Guaratinguetá, os pescadores Domingos Garcia, Filipe Pedroso e João Alves saíram à procura de peixes no Rio Paraíba. Desceram o rio e nada conseguiram.

    Depois de muitas tentativas sem sucesso, chegaram ao Porto Itaguaçu, onde lançaram as redes e apanharam uma imagem sem a cabeça, logo após, lançaram as redes outra vez e apanharam a cabeça, em seguida lançaram novamente as redes e desta vez abundantes peixes encheram a rede.

    A imagem ficou com Filipe, durante anos, até que presenteou seu filho, o qual usando de amor à Virgem fez um oratório simples, onde passou a se reunir com os familiares e vizinhos, para receber todos os sábados as graças do Senhor por Maria. A fama dos poderes extraordinários de Nossa Senhora foi se espalhando pelas regiões do Brasil.

    Por volta de 1734, o Vigário de Guaratinguetá construiu uma Capela no alto do Morro dos Coqueiros, aberta à visitação pública em 26 de julho de 1745. Mas o número de fiéis aumentava e, em 1834, foi iniciada a construção de uma igreja maior (atual Basílica Velha).

    No ano de 1894, chegou a Aparecida um grupo de padres e irmãos da Congregação dos Missionários Redentoristas, para trabalhar no atendimento aos romeiros que acorriam aos pés da Virgem Maria para rezar com a Senhora "Aparecida" das águas.

    O Papa Pio X em 1904 deu ordem para coroar a imagem de modo solene. No dia 29 de abril de 1908, a igreja recebeu o título de Basílica Menor. Grande acontecimento, e até central para a nossa devoção à Virgem, foi quando em 1929 o Papa Pio XI declarou Nossa Senhora Aparecida Padroeira do Brasil, com estes objetivos: o bem espiritual do povo e o aumento cada vez maior de devotos à Imaculada Mãe de Deus.

    Em 1967, completando-se 250 anos da devoção, o Papa Paulo VI ofereceu ao Santuário de Aparecida a Rosa de Ouro, reconhecendo a importância do Santuário e estimulando o culto à Mãe de Deus.

    Com o passar do tempo, a devoção a Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi crescendo e o número de romeiros foi aumentando cada vez mais. A primeira Basílica tornou-se pequena. Era necessária a construção de outro templo, bem maior, que pudesse acomodar tantos romeiros. Por iniciativa dos missionários Redentoristas e dos Senhores Bispos, teve início, em 11 de novembro de 1955, a construção de uma outra igreja, a atual Basílica Nova. Em 1980, ainda em construção, foi consagrada pelo Papa João Paulo ll e recebeu o título de Basílica Menor. Em 1984, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) declarou oficialmente a Basílica de Aparecida Santuário Nacional, sendo o "maior Santuário Mariano do mundo".

  Nossa Senhora da Conceição Aparecida, rogai por nós!


Adalberto Lima
Vocacionado Diocesano

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     Se Jesus fez com o pão e com o Corpo o que quis, multiplicando os pães e andando sobre as águas, por que não pode fazer do Seu Corpo verdadeira comida e do Seu Sangue verdadeira bebida? Por que Ele não pode fazer do pão e do Seu Corpo o que quiser?

    Quando comungamos recebemos realmente o Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo: o Corpo de uma Pessoa viva, que tem Carne, Sangue, Ossos, Sentimentos e Coração.

    “Os judeus discutiam entre si: 'Como é que ele pode dar a sua carne a comer?'” (Jo 6,52).

    Jesus sabia das dúvidas que viriam e do que haveriam de dizer: que a Eucaristia é apenas um símbolo, que é apenas uma entrega “espiritual” do Senhor à Sua Igreja. Por isso Ele tornou a afirmar: “Pois minha carne é verdadeira comida e meu sangue é verdadeira bebida. Quem se alimenta com a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim, e eu nele.”

    Quem recebe a Eucaristia recebe o Corpo de Cristo. É o Senhor permanecendo em nós, e nós, n'Ele.

 Deus abençoe você!

(Trecho do livro "Eucaristia, nosso tesouro" de monsenhor Jonas Abib)

 
Willian Eduardo
Vocacionado Diocesano

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    Muito mais que seu patrimônio e posição, consagre-se ao Senhor. Você é seu maior patrimônio, seu maior bem.

    Se até hoje você mediu seus valores por aquilo que o mundo oferece, o Senhor não o condena porque esse sempre foi seu padrão de vida: cursos realizados, profissão, cargos, posição, emprego. O que Ele quer é que, agora, sua vida seja colocada a serviço d'Ele.

    Não pense que o Senhor o privará de sua realização. Diferentemente disso, será muito mais gratificante. Você terá a verdadeira alegria e a verdadeira felicidade! Para isso, é preciso que se entregue totalmente nas mãos do Senhor, pois Ele é o Senhor e você, o servo. Isso não significa que você tenha de ser padre, religioso ou religiosa. Em primeiro lugar, consagre-se ao Senhor. Depois, Ele mesmo lhe mostrará de que maneira servi-Lo.

    Qual é o seu instrumento de trabalho? Qual é o seu ganha-pão? Foi o Senhor quem lhe deu. Não diga que a conquista é apenas sua, pois, se não fosse Deus em sua vida, você não teria estudado, não teria esse trabalho. Deus o amou e investiu em você. Não seja tolo em pensar que você é o resultado do seu próprio esforço. Tanto a posição a que você chegou como o cargo que hoje ocupa vieram do Senhor. Não seja injusto!

  Deus te abençoe.

(Trecho do livro "O Espírito sopra onde quer" de monsenhor Jonas Abib)


Willian Eduardo
Vocacionado Diocesano


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Um reflexo da nossa mania de grandeza

    Uma das realidades mais sérias que trazemos em nós, fruto do pecado original, é a mania de grandeza e a sede pelo poder. Como, dentro de nós, grita uma grande vontade de querermos ser os maiores diante dos outros!

    Jesus – muito bem dito isso pelo apóstolo Paulo aos Filipenses – mostrou o itinerário de como sermos grandes, ou seja, o Senhor não se apegou à Sua condição divina, mas assumiu a humanidade de todos nós e esvaziou-se, sendo obediente até a morte e morte de cruz. Este é o caminho.

    Na Igreja de Jesus existe – caso contrário seria anarquia – a disciplina e a autoridade; para Cristo, e consequentemente para a Igreja, a autoridade significa serviço, doação da vida aos outros. O maior é aquele que serve, pois há mais alegria em dar do que em receber.

    Hoje em dia, muitas pessoas se encontram cegas pelo poder, achando que o poder seja capaz de fazê-las felizes. Pura ilusão, pois a felicidade consiste em darmos a vida pelos outros, procurando sempre estar em último lugar, cedendo o melhor para o outro.

    Uma pergunta muito séria é esta, e precisamos respondê-la: estou buscando a autoridade fora de mim, pois dentro do coração nada há pelo fato de eu não estar servindo? Ou minha vida, pela simples atitude de serviço, faz com que eu saboreie a autoridade?

    Pelo batismo recebemos essa autoridade e temos de colocá-la a serviço; caso contrário, precisamos buscar fora a autoridade que está em nós e que, nós, a qualquer custo, se preciso for, destruímos o outro para chegar a nossos objetivos.

    Uma outra coisa muito séria é quanto ao fato de aceitarmos quem pensa diferente de nós. João e Tiago se enfureceram com aqueles que estavam profetizando em nome de Jesus, mas não O seguiam. ( conf. Lucas 9,46Somos, também, filhos do trovão; queremos que tudo esteja dentro do nosso monólogo; no qual pensamos que Deus vai fazer o que nós queremos e do jeito nosso.

    João e Tiago queriam pôr fogo em tudo; na verdade, destruir e terminar sempre foi mais fácil nesta vida; para tudo. Difícil é virmos com novas ideias e projetos e delicadeza de pensamento. Destruir sempre foi mais fácil; difícil é vir com projetos claros.

    Como é difícil conviver e amar aquelas pessoas que pensam diferente de nós, agem de forma diferente, comungam de ideias opostas às nossas! E, muitas vezes, em vez de fazermos dessas diferenças oportunidades de aprendermos e crescermos com elas, nos afastamos delas [pessoas que pensam diferente de nós] pelo preconceito e as rotulamos.

    Que Deus Nosso Senhor nos dê a graça de nos colocarmos a serviço uns dos outros e de aceitarmos aquele que pensa, age e se porta diferente de nós.

  Padre Marcos Pacheco - Comunidade Canção Nova

Adalberto Lima
Vocacionado Diocesano

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Ninguém consegue ser perfeito em todas as coisas

    A limitação é uma realidade profundamente inerente ao humano. Ser gente significa ser essencialmente limitado e marcado pela fragilidade.

    Não existem super-homens – por mais que a sociedade e as circunstâncias atuais façam com que muitos acreditem sê-lo –, toda pessoa humana é marcada por algum tipo de imperfeição, com a qual, em algum momento de sua história, terá que se encontrar.

    Ninguém é bom em tudo, ninguém consegue ser perfeito em todas as dimensões de sua vida: há quem seja bom no trabalho, mas falho nos estudos; assim como há aqueles que são perfeitos em casa como pais e esposos, mas nunca conseguem ascensão profissional; ainda existem aqueles que são ótimos nos esportes e péssimos na dimensão relacional/afetiva; da mesma forma, há os que possuem muitos amigos, mas não conseguem se firmar em um namoro ou relacionamento sério; e assim por diante. Todos portamos algum tipo de imperfeição e limite, com os quais teremos de aprender a “dialogar” em nossa trajetória pela vida.

    A verdadeira virtude consiste em saber, de fato, dialogar com os próprios limites, reconciliando-se constantemente com eles e buscando realmente integrá-los àquilo que somos, visto que somos um “acontecimento” composto por virtude e fraqueza.

    A maturidade só será concebida no coração que soube relacionar seus prós e contras, suas virtudes e limites, integrando-os ao que se é (com consciência da própria verdade) e buscando assim potencializar as virtudes e trabalhar as fraquezas.

    O autoconhecimento é essencial em todo processo de crescimento e maturação enquanto gente, e principalmente, o conhecimento dos próprios limites. Do contrário, a pessoa será eternamente escrava de uma ilusão desencarnada acerca de si, não podendo crescer e experienciar a alegria e a liberdade que brotam do fato de reconciliar-se com os próprios limites.

    Há limites que poderemos vencer, contudo, há aqueles com quais teremos que aprender a conviver… Quem não aceita os próprios limites acabará empregando – inutilmente – uma imensa energia no combate a um inimigo fictício, gerando assim um conflito interior desnecessário, pelo fato de combater uma realidade que deveria, em vez de negada, ser agregada ao todo que o compõe.

    O limite é algo natural e até mesmo pedagógico no processo humano: negá-lo seria negar a própria humanidade e dependência do Eterno.

    Reconciliar-se com os próprios limites: eis um passo de sabedoria que nos faz mais completos e encontrados em nossa verdade. Tenhamos a coragem de assurmir tal postura e atitude, e contemplemos os belíssimos frutos que procederão de semelhante prática e compreensão.

  Adriano Zandoná - Seminarista e Missionário Canção Nova


Adalberto Lima
Vocacionado Diocesano

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    "O chamado à missão não é algo destinado exclusivamente a um restrito grupo de membros da Igreja, mas um imperativo dirigido a cada batizado, um elemento essencial da sua vocação", explicou Bento XVI a um grupo de 18 bispos brasileiros dos Regionais Norte I (Norte do Amazonas e Roraima) e Noroeste (Acre, sul do Amazonas e Rondônia) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

    Os prelados foram recebidos pelo Santo Padre na manhã destas segunda-feira, 4, por ocasião da visita Ad Limina. O território atendido pela Igreja naquela região do Brasil passa dos 2 milhões de km2. O Pontífice reconheceu os esforços "muitas vezes carecendo de meios adequados – para levar a Boa Nova de Jesus a todos os cantos da floresta amazônica".

    O Santo Padre recordou que Deus pode salvar o homem por vias extraordinárias que somente Ele conhece. No entanto, uma vez que Jesus revelou os caminhos ordinários da salvação, o Bispo de Roma propôs uma pergunta aos bispos: "os homens poderão salvar-se por outras vias, graças à misericórdia de Deus, se não lhes anunciar o Evangelho; mas poderei eu salvar-me se por negligência, medo, vergonha ou por seguir idéias falsas, deixar de o anunciar?".

    Nesse contexto, ele também lembrou que propor a mensagem do Evangelho nunca é um atentado à liberdade religiosa. "Propor a essa consciência a verdade evangélica e a salvação em Jesus Cristo, com absoluta clareza e com todo o respeito pelas opções livres que essa consciência fará – e isso, sem pressões coercitivas, sem persuasões desonestas e sem aliciá-la com estímulos menos retos – longe de ser um atentado à liberdade religiosa, é uma homenagem a essa liberdade. […] Esta maneira respeitosa de propor Cristo e o seu Reino, mais do que um direito, é um dever do evangelizador", disse, citando a Exortação apostólica Evangelii nuntiandi, do Papa Paulo VI.

    O Papa indicou que o conceito de missão não pode ser limitado à busca de novas técnicas e formas que tornem a Igreja mais atrativa "e capaz de vencer a concorrência com outros grupos religiosos ou com ideologias relativistas. [...] A missão, portanto, nada mais é que a consequência natural da própria essência da Igreja, um serviço do ministério da união que Cristo quis operar no seu corpo crucificado".


Aparecida e Anchieta

    A figura do Beato José de Anchieta foi proposta pelo Pontífice como modelo capaz de "ajudar as Igrejas particulares a encontrar os caminhos para empreender a formação dos discípulos missionários no espírito da Conferência de Aparecida".

    Acerca de um dos compromissos centrais da V Conferência do Episcopado Latino-Americano e Caribenho - a Missão continental -, Bento XVI explicou que, para que essa "seja realmente eficaz, deve partir da Eucaristia e conduzir para a Eucaristia".

Leonardo Meira - Da Redação Canção Nova


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