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Nossa Sra. das Vocações

Nossa Sra. das Vocações
Senhor que dissestes "a messe é grande e poucos são os operários", nós vos pedimos que envieis muitas e santas vocações sacerdotais e religiosas para nossa Diocese. Necessitamos de sacerdotes que nos dêem o pão da Eucaristia e o Pão da Palavra e assim possamos viver a vossa vida. Virgem Santíssima, Mãe dos sacerdotes, intercedei junto a vossa Divino Filho pela perseverança e santidade de nossos sacerdotes e seminaristas. Amém. Nossa Senhora das Vocações, rogai por nós!

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Guarulhos, São Paulo, Brazil
Somos irmãos no Discernimento Vocacional da Diocese de Guarulhos ( Marcelo, Nilton, Ricardo, Robson, Ítalo e o Bruno ) que, movidos pelo Espírito Santo tivemos a idéia de montar esse blog inspirado nos emails que trocamos. Com um único objetivo: transmitir mensagens de fortalecimento da fé, partilhar de nossa caminhada. Publicar tudo o que é suscitado em nossos corações. As tribulações, as vitórias e as alegrias que alcançamos dia-a-dia com Jesus e Maria. Seguindo a ordem nos dada pelo mestre dos mestres: " Ide pelo mundo e pregai o evangelho a toda criatura" Venha fazer parte conosco dessa missão confiada à todos nós!

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Queridos irmãos e irmãs!
iniciamos hoje, Quarta-feira de cinzas, o caminho quaresmal: um caminho que se desenrola por quarenta dias e que nos leva à alegria da Páscoa do Senhor. Neste itinerário espiritual não estamos sozinhos, porque a Igreja nos acompanha e nos apoia desde o início com a Palavra de Deus, que inclui um programa de vida espiritual e empenho penitencial, e com a graça dos Sacramentos.
São as palavras do apóstolo Paulo que nos apresentam uma entrega necessária: "Exortamo-vos a que não recebais a graça de Deus em vão. [...] Agora é o tempo favorável, agora é o dia da salvação!" (II Cor 6, 1-2). Com efeito, na visão cristã da vida, todos os momentos devem ser favoráveis e todo o dia deve ser dia de salvação, mas a liturgia da Igreja refere esta palavra de um modo todo particular neste tempo da Quaresma. E que os quarenta dias de preparação para a Páscoa são um tempo favorável e de graça o podemos realmente compreender no apelo que o austero rito de imposição das cinzas nos dirige e que se expressa com duas fórmulas: "Convertei-vos e crede no evangelho!", "Lembra-te que és pó e ao pó voltarás".
O primeiro convite é à conversão, palavra que deve ser compreendida em sua extraordinária seriedade, colhendo a surpreendente novidade que expressa. O apelo à conversão, de fato, expõe e denuncia a superficialidade fácil que muitas vezes caracteriza o nosso viver. Converter-se significa mudar a direção no caminho da vida: não, porém, com um pequeno ajuste, mas com uma verdadeira e real inversão de marcha. A conversão é ir contra a corrente, onde a "corrente" é o estilo de vida superficial, incoerente e ilusório, que muitas vezes nos arrasta, nos domina e nos torna escravos do mal ou como que prisioneiros da mediocridade moral. Com a conversão, ao contrário, se aponta para a medida alta da vida cristã, nos confiamos ao Evangelho vivo e pessoal, que é Cristo Jesus. É a Sua pessoa o objetivo final e o significado profundo da conversão, é Ele o caminho ao qual todos somos chamados a caminhar na vida, deixando-se iluminar pela sua luz e sustentar pela sua força que move os nossos passos. Desse modo, a conversão manifesta a sua face mais esplêndida e fascinante: não é apenas uma simples decisão moral, que corrige os nossos modos de vida, mas é uma escolha de fé, que nos atrai inteiramente na comunhão íntima com a pessoa viva e concreta de Jesus. Converter-se e crer no Evangelho não são duas coisas distintas ou, de qualquer modo, justapostas entre si, mas expressam a mesma realidade. A conversão é o "sim" total de quem entrega a própria existência ao Evangelho, respondendo livremente a Cristo que por primeiro se oferece ao homem como caminho, verdade e vida, como aquele que o livra e salva. Exatamente esse é o significado das primeiras palavras com que, segundo o evangelista Marcos, Jesus abre a pregação do "Evangelho de Deus": ""Completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo; fazei penitência e crede no Evangelho" (Mc 1, 15).
O "convertei-vos e crede no evangelho" não está apenas ao início da vida cristã, mas acompanha todos os seus passos, ainda que se renovando e difundindo ramos em todas as suas expressões. Cada dia é um momento favorável e de graça, porque todos os dias nos solicitam uma entrega a Jesus, a ter confiança n'Ele, a permanecer n'Ele, a compartilhar de Seu estilo de vida, a aprender d'Ele o amor verdadeiro, a segui-Lo no cumprimento cotidiano da vontade do Pai, a única grande lei da vida. Todos os dias, também lá nas dificuldades e fadigas, nos cansaços e nas quedas, mesmo quando somos tentados a abandonar o caminho do seguimento de Cristo e fechar-mo-nos em nós mesmos, no nosso egoísmo, sem dar-se conta da necessidade que temos de nos abrir ao amor de Deus em Cristo, para viver a mesma lógica da justiça e do amor. Na recente Mensagem para a Quaresma, desejei recordar que "é necessário humildade para aceitar que se precisa que um Outro me liberte do 'meu' para me dar gratuitamente o 'seu'. Isto acontece particularmente nos sacramentos da Penitência e da Eucaristia. Graças à ação de Cristo, nós podemos entrar na justiça 'maior', que é aquela do amor (cf. Rom 13,8-10), a justiça de quem se sente, em todo o caso, sempre mais devedor do que credor, porque recebeu mais do que aquilo que poderia esperar".
O momento favorável e de graça da Quaresma mostra-nos o seu próprio significado espiritual através da antiga fórmula: Recorda-te que és pó e ao pó voltarás, que o sacerdote pronuncia quando impõe sobre a nossa cabeça um pouco de cinzas. Somos, assim, reportados ao início da história humana, quando o Senhor disse a Adão depois do pecado original: "Comerás o teu pão com o suor do teu rosto, até que voltes à terra de que foste tirado; porque és pó, e pó te hás de tornar" (Gn 3, 19). Aqui, a palavra de Deus nos recorda de nossa fragilidade, também de nossa morte, que é a sua forma mais extrema. Frente ao medo inato do fim, e ainda mais no contexto de uma cultura que, de diversos modos, tende a censurar a realidade e a experiência humana de morrer, a liturgia quaresmal, por um lado, nos lembra da morte e nos convida ao realismo e à sabedoria, mas, por outro lado, exorta-nos sobretudo a compreender e a viver na novidade inesperada que a fé cristã irradia na realidade da própria morte.

O homem é pó e ao pó retornará, mas é pó precioso aos olhos de Deus, porque Deus criou o homem destinando-o à imortalidade. Assim, a fórmula litúrgica "Lembra-te que és pó e ao pó voltarás" encontra a plenitude de seu significado em referência ao novo Adão, Cristo. Também o Senhor Jesus quis livremente compartilhar com todos os homens o destino da fragilidade, especialmente através de sua morte na cruz; mas é esta morte, cheia do Seu amor pelo Pai e pela humanidade, que se torna caminho para a gloriosa ressurreição, através do qual Cristo se tornou uma fonte de graça dada àqueles que crêem n'Ele e se tornam participantes de sua própria vida divina. Esta vida que não terá fim já está em curso na fase terrena da existência, mas será levada a termo após "a ressurreição da carne". O pequeno gesto de imposição das cinzas nos revela a extraordinária riqueza de seu significado: é um convite à percorrer o Tempo Quaresmal como uma imersão mais conciente e intensa no mistério pascal de Jesus, em sua morte e ressurreição, através da participação na Eucaristia e da vida de caridade, que nasce da Eucaristia e na qual encontra sua realização. Com a imposição das cinzas, renovamos o nosso compromisso de seguir Jesus, de nos deixar ser transformado por seu mistério pascal, para vencer o mal e fazer o bem, para fazer morrer o nosso "homem velho" ligado ao pecado e fazer nascer o "homem novo" transformado pela graça de Deus.
Queridos amigos! Enquanto nos preparamos para percorrer o austero itinerário quaresmal, queremos invocar com particular confiança a proteção e a ajuda da Virgem Maria. Seja Ela, a primeira crente em Cristo, a acompanhar-nos nestes quarenta dias de intensa oração e de sincera penitência, a fim de celebrar, purificados e totalmente renovados na mente e no espírito, o grande mistério da Páscoa de Seu Filho.



Fonte: Vatican Information Service, com tradução de CN Notícias



Nilton de Carvalho


"NÃO COBIÇARÁS ... COISA ALGUMA QUE PERTENÇA AO TEU PRÓXIMO"


(Ex 20, 17)



O décimo mandamento se refere e proíbe a cobiça dos bens dos outros, raiz do roubo, da rapina e da fraude, que o sétimo mandamento proíbe.
Quando desejamos obter as coisas dos outros, mas de modo justo, não violamos este mandamento. Aqui temos as características das pessoas que mais devem lutar contra as suas concuspiscências:

A inveja é um vício capital (grave). Designa a tristeza sentida diante do bem do outro e do desejo desmedido de sua apropriação. Ao desejar um mal grande ao outro, cometemos um pecado mortal. Santo Agostinho via na inveja "o pecado diabólico por excelência". Dela nascem o ódio, maledicência, calúnia, alegria causa com a desgraça do outro e o desprazer causado pela sua prosperidade. A Inveja é contrária a caridade. O Batizado deve lutar contra ela mediante a benevolência.


"Os desejos do espírito"

É na Lei e na graça que somos instruídos pelo Espírito Santo ao Sumo-Bem; é nele que saciamos o nosso coração. O Deus das promessas sempre nos advertiu contra aquilo que, desde sempre, parece como "bom ao apetite, agradável aos olhos, desejável para adquirir ciência" (Gn 3, 6).


"A pobreza de coração"

Ser "pobre em espírito" é dedicar-se totalmente a uma humildade voluntária de espírito e sua renúncia. Infelizmente o orgulhoso procura o poder terreno, ao passo que o pobre em espírito busca o Reino dos Céus. O abandono nas mãos da providência do Pai do Céu, nos liberta da preocupação do amanhã. A confiança em Deus pré dispõe para a bem aventurança dos pobres. Eles verão a Deus.


"Querer ver a Deus"

O desejo da felicidade verdadeira liberta o homem do apego desmedido aos bens terrenos, que se realizará na visão e na bem-aventurança de Deus. A promessa de ver a Deus ultrapassa todas as bem- aventuranças, na Escritura ver é possuir. Aquele que vê Deus obteve todos os bens que se pode imaginar.

Para possuir e contemplar a Deus, os fiéis de Jesus Cristo devem mortificar (dar morte) a sua concuspicência e superar, com a graça de Deus, as seduções do gozo e do poder.

Ricardo teixeira
Vocacionado-Diocese de Guarulhos


"NÃO COBIÇARÁS A CASA DO TEU PRÓXIMO, NEM DESEJARÁS SUA MULHER,NEM SEU SERVO, NEM SUA SERVA, NEM SEU BOI, NEM SEU JUMENTO, NEM COISA ALGUMA QUE PERTENÇA A TEU PRÓXIMO"

(Ex 20,17)

Há três formas de cobiça ou concuspiscências: a cobiça da carne, a cobiça dos olhos e a soberba da vida. Conforme a tradição católica catequética; o nono mandamento proíbe a cobiça da carne e o décimo proíbe a cobiça dos bens alheios.

I - "A purificação do coração"
É no coração onde residem as más intenções como o adultério, roubos, prostituições, difamações, etc (Mt 15,19).
A luta contra a cobiça da carne passa pela purificação do coração e pela prática da temperança.
Lembremos da sexta Bem-aventurança: "Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus" (Mt 5,8).
Ser "puro de coração" significa entregar o coração e a inteligência às exigências da santidade de Deus, especialmente nos campos da caridade, na castidade ou retidão sexual, do amor à verdade da tradição da fé.


II - "A luta pela pureza"
O Batismo nos concede a graça da purificação dos pecados, mas ainda temos que continuar a lutar contra a cobiça da carne e as cobiças desordenadas. Com a graça de Deus, alcançaremos a pureza de coração:
- Pela virtude e o Dom da castidade, que nos permite amar com um coração reto e indiviso;
- Pela pureza de intenção, que consiste em Ter em vista o fim verdadeiro do homem;
- Pela pureza do olhar, exterior e interior;
- Pela disciplina dos sentimentos e da imaginação;
- Pela recusa de toda a cobiça dos pensamentos impuros, "A vista desperta a paixão dos insensatos" (Sb 15, 5);
- Pela oração

A pureza de coração exige o pudor e paciência, modéstia e discrição. Ele preserva a intimidade da pessoa. Orienta os olhares e gestos das pessoas. Inspira o modo de vestir.
A pureza de coração nos liberta do erotismo tão difundido. E nos afasta dos espetáculos que favorecem o voyeurismo (observação) e ilusão.

Ricardo Teixeira
Vocacionado-Diocese de Guarulhos


"NÃO LEVANTARÁS FALSO TESTEMUNHO CONTRA TEU PRÓXIMO".
(Ex 20,16)

I - Viver na verdade:

Temos no Antigo Testamento que Deus é fonte de toda verdade. Sua Palavra é verdade. Sua Lei é verdade. "Sua fidelidade continua de geração em geração" (Sl 119,90). Foi em Jesus Cristo que a verdade se manifestou plenamente. "Cheio de graça e verdade", Ele é a "luz do mundo" (Jo 8,12), a Verdade. O verdadeiro discípulo de Jesus em sua "permanece em sua palavra" para conhecer a "verdade que liberta" (Jo 8,32) e santifica. Jesus nos ensinou o amor incondicional da verdade: "Seja o vosso 'sim, sim e o vosso 'não', não. (Mt 5,37).
Criado à imagem e semelhança de Deus, o homem exprime a verdade de sua relação com Ele através das manifestações artísticas. A arte é uma riqueza interior da humanidade dada gratuitamente por Deus em abundância. Ela une conhecimento e perícia, para dar forma à verdade de uma realidade acessível à vista e ao ouvido. A arte é parecida com a obra da criação, quando é inspirada na verdade e no amor das criaturas.
A arte sacra tem como função evocar e glorificar, na fé e na adoração, o mistério transcendente de Deus, beleza excelsa e invisível de verdade e amor, revelada em Cristo, "resplendor de Sua glória, expressão de seu Ser" (Hb 1,3), "em que habita toda a plenitude da divindade" (CL 2, 9).

Fonte do site catequisar

Ricardo Teixeira
Vocacionado-Diocese de Guarulhos


“NÃO ROUBARÁS”
(Ex 20,15)

Este mandamento nos proíbe de tomar ou lesar injustamente os bens do próximo, de qualquer modo. Diz respeito aos bens terrestres e aos frutos do trabalho dos homens. Exige em favor do bem comum, o respeito à destinação universal dos bens e ao direito da propriedade privada.

"O respeito às pessoas e aos seus bens"
Devemos Ter respeito à dignidade do ser humano e para isso devemos praticar a virtude da temperança, para não nos apegarmos aos bens deste mundo; a virtude da justiça, para preservar os direitos do próximo e a solidariedade.


"Justiça e solidariedade entre as nações"
Hoje observamos uma desigualdade social em todo o mundo. De um lado, estão aqueles que detêm grande poder econômico e, de outro, os que acumulam as dívidas. O correto seria que nações onde a solidariedade entre essas nações onde a questão social esta cada vez maior. Também temos que aceitar que os sistemas econômicos abusivos devem se abolidos totalmente.

"O amor aos pobres"
Podemos dizer que este é um dos pontos principais, depois do amor a Deus, em nosso estudo aos dez Mandamentos. Citemos algumas passagens que podem esclarecer, melhor do que muitas explicações, este ponto, importantíssimo:

“Da ao que pede e não voltes as costas aos que te pede emprestado” (Mt 5,42); “De graça recebestes, de graça dai” (Mt 10, 8); Jesus reconhecerá seus eleitos pelo que tiverem feito as pobres. O amor aos pobres é também um dos motivos de trabalharmos porque assim teremos o que partilhar com quem tem necessidade. Isso deve se estender também à pobreza cultural e religiosa.

O amor aos pobres é incompatível com o amor desmedido pelas riquezas e seu uso egoísta:
“Nunca deixará de haver pobres na terra; por isso que eu te ordeno: abre a mão em favor do teu irmão que é humilhado e pobre em tua Terra” (Dt 15,11). Jesus faz suas essas palavras: “Sempre tereis pobres convosco; mas a mim nem sempre tereis” (Jo 12, 8).

A mãe de Santa Rosa de Lima a repreendeu por manter pobres em sua casa. A resposta foi a seguinte: “Quando servimos aos pobres e doentes, servimos a Jesus. Não devemos cansar de ajudar o próximo, porque neles é a Jesus que servimos”.

Fonte: site catequisar

Ricardo Teixeira
Vocacionado-Diocese de Guarulhos


Estas reflexões estão fundamentadas em G. Chapman, no livro “O Amor como Estilo de Vida”. Ser amado, deixar-se amar, crer no Amor de Deus constituem a alegria de viver. Só os amados mudam. O amor é uma força transformadora e propulsora. Nosso sucesso está em amar os outros. O amor não é só uma emoção, mas, decisão, atitude, ação. Portanto, decidimos amar, escolhemos amar, optamos por amar. É preciso esforço para sermos pessoas capazes de amar.

Eis as sete faces do amor:

1. A gentileza. É a alegria de ajudar os outros, ou ainda, é reconhecer e acolher com afeto as necessidades dos outros. A gentileza transforma encontros em relacionamentos. A pessoa gentil quer servir o próximo porque o valoriza e o respeito como pessoa.Gentileza é gesto de amor altruísta e por isso transforma as pessoas. As palavras gentis têm grande poder de cativar e até de curar porque expressa reconhecimento, respeito, atenção pelo outro, são palavras construtivas, cativantes, salvadoras. A gentileza faz bem para nós e para os outros, causa-nos alegria e dá importância aos outros.

Gentileza é cortesia, generosidade, respeito, amabilidade. Os gestos mais comuns da gentileza são: agradecer, ajudar, saudar, informar, sorrir, atender, elogiar, pedir desculpas.

2. A paciência. Consiste em compreender e aceitar as imperfeições dos outros. É permitir a alguém ser imperfeito. É entender o que se passa dentro do outro, acolher seus sentimentos e os motivos de suas atitudes. Paciência não é concordar, é compreender; não julgar e não condenar. Nossa paciência permite ao outro crescer, mudar, ter nova chance para melhorar.

Quem tem consciência das próprias imperfeições e cultiva um espírito positivo, tem condições de ser paciente. A humildade nos torna pessoas dotadas de paciência, porque saímos de nós mesmos, sofremos com a situação dos outros e os acolhemos.

3. O perdão. Perdoar não é fácil mas é atitude sábia e saudável. Quem perdoa oferece ao ofensor a chance de ele melhorar. O perdão nos livra de doenças, insônias, vinganças, ódios que são sentimentos destrutivos, e possibilita a convivência, a saúde e a felicidade. Perdoar é reencontrar a alegria, a paz interior e social.

Perdoar é ter amor de mãe, amor sem medidas, amor de misericórdia que reata amizades e relacionamentos. Quem perdoa faz bem a si mesmo, compreende as limitações alheias e constrói a reconciliação e a paz social.

4. A cortesia. Significa tratar os outros como amigos porque toda pessoa é digna, original, única, valiosa. A cortesia no trânsito, no ônibus, nas filas, no relacionamento com os vizinhos, no dedicar tempo aos outros, no receber bem os que chegam, no saber agradecer, prestrar atenção, pedir desculpas, são inestimáveis gestos de amor.

No cotidiano podemos praticar a cortesia através de uma conversa; pedir licença, ajudar idosos ou alguém em dificuldades, aceitar as incompreensões dos outros.

5. A humildade. É saber reconhecer os próprios valores e imperfeições e acolher os valores e fraquezas dos outros. Humildade é autenticidade, verdade, e realismo. A palavra humildade vem de húmus (barro, terra) que é a raiz da palavra “homem”. Somos todos de barro. A humildade está nesta igualdade de dignidade, na irmandade que formamos a partir do barro, do pó e até da lama.

Aceitar a ajuda dos outros, reconhecer os erros, afirmar os valores dos outros, alegrar-se com o sucesso dos outros e de seu bem-estar, é humildade.

6. A generosidade. Define-se pela doação aos outros, é o amor que se doa, que sabe servir, dedicar tempo aos outros, ter a coragem do desapego de si e das coisas para partilhar. A generosidade é gêmea da solidariedade, da dádiva, do dom.

Há mais alegria em doar-se que em receber. A pessoa generosa é capaz de renuncias e de sacrifícios pelo bem alheio.

7. A honestidade. É dizer a verdade com amor, não inventar desculpas para justificar os próprios erros, falar os próprios sentimentos e emoções, aceitar as limitações pessoais, como também os dons, as qualidades, os sucessos.

A integridade da pessoa honesta está na veracidade das palavras, na transparência das atitudes, no compromisso com a verdade.

Dom Orlando Brandes

Fonte: CNBB

Ricardo Teixeira
Vocacionado-Diocese de Guarulhos


A sexualidade afeta os aspectos da união entre o corpo e a alma. É a capacidade de amar, a afetividade e procriação e, em geral, a aptidão de criar vínculos de união com os outros. Cada um deve aceitar e reconhecer a sua sexualidade. É muito importante para um casal a maneira como se vivem, como se doam mutuamente, como se apoiam mutuamente, como se completam.


“O homem deixa seu pai e sua mãe, se une à sua mulher, e eles se tornam uma só carne” (Gn 2,24)

II – "A vocação à Castidade"

A castidade consiste em aprender, a dominar a si mesmo, sendo uma alternativa bem clara : ou o homem comanda suas paixões e obtém a paz, ou se deixa dominar por elas e se torna infeliz.

O domínio de si mesmo é um processo muito demorado e que requer muita força de vontade. Deve ser retomado em todas as idades da vida. Isso deve ser ensinado desde cedo. Nas fases da infância e da adolescência esse processo se torna mais difícil exigindo um maior esforço da pessoa.
A castidade é uma virtude moral e um Dom de Deus. O Espírito Santo nos concede o Dom de imitar a pureza de Cristo, através do Batismo.

OFENSAS À CASTIDADE:

Luxúria : É um desejo desenfreado do prazer sexual quando é buscado para outras finalidades que não sejam a procriação e a união.

Masturbação : É excitação voluntária dos órgãos sexuais a fim de conseguir prazer sexual. É um ato extremamente egoísta e desordenado. Tal ato fere a ordem moral que se realiza num contexto de amor verdadeiro, o sentido integral da doação mútua e procriação humana.

Fornicação: É o ato sexual ou a sexualidade entre as pessoas fora do casamento (adultério), E é gravemente contrário à castidade das pessoas. É um escândalo grave quando há corrupção de jovens.

Pornografia : É a utilização de cenas de sexo (reais ou simuladas), da intimidade dos parceiros, para exibi-los a terceiros. A pornografia denigre o ato conjugal. Atenta gravemente contra a dignidade dos que o praticam, porque cada um se torna para o outro um objeto de prazer rudimentar.

Prostituição : Vai contra a dignidade da pessoa que se prostitui, que fica reduzida ao um objeto de prazer sexual, que dela se obtêm. Aquele que paga peca gravemente contra si mesmo, mancha seu corpo, Templo do Espírito Santo. A prostituição é um ato pecaminoso, porém o estado de miséria e a chantagem podem atenuar a falta.

Estupro: É a penetração à força na intimidade sexual de uma pessoa. Fere gravemente a justiça e a caridade. Provoca um dano que pode marcar a vítima por toda a vida. É um ato extremamente mal. O que torna o estupro mais grave é o estupro cometido pelos pais.



CASTIDADE E HOMOSSESUALIDADE:

A homossexualidade é a atração sexual entre indivíduos do mesmo sexo. É um ato contrário à lei natural. Fecham o ato sexual ao Dom da vida (= gerar filhos).

Pessoas que nascem com a tendência ao homossexualismo têm pela frente uma grande provação. Devem ser acolhidos com respeito, compaixão e sem discriminação. Tais pessoas também são chamadas a realizar a vontade de Deus e se forem cristãos devem unir ao sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades que podem encontrar por causa de sua condição.

Fonte tirada do site catequisar

Ricardo Teixeira
Vocacionado- Diocese de Guarulhos



Honrar pai e mãe
Não é apenas respeitá-los
Não é uma visita cordial
Não é uma palavra formal
Não é um simples afago
Não é um abraço
Não é um beijo
Não é medo
Não é desprezo
Não é um cumprimento
Não é nenhum sofrimento
Não é nenhuma dor
Não é favor
Não é caridade
Não é saudade

Honrar pai e mãe
É ama-los na profundidade da alma
É o gesto amável que acalma
É o amor incondicional
É a entrega total
É assisti-los nas suas necessidades
É ampara-los nas suas fragilidades
É dar-lhes o repouso na velhice
É cerca-los de cuidados precisos
É se dispor a qualquer hora
É sorrir a cada melhora
É senti-se feliz com sua presença
É revesti-los de benevolência
Assim como nos fizeram
Por toda nossa existência

AUTOR - JOSE AUGUSTO CAVALCANTE

Ricardo Teixeira
Vocacionado-Diocese de Guarulhos


"HONRA TEU PAI E TUA MÃE, PARA QUE SE PROLONGEM OS SEUS DIAS NA TERRA, QUE O SENHOR TEU DEUS, TE DÁ"
(Ex 20.12)

Deus quis, depois dele mesmo, que honrássemos nossos pais a quem devemos nossa vida e quem nos transmitiram o conhecimento de Deus. Esse mandamento é dirigido aos filhos em relação aos pais, porque é a relação mais universal.

I - "A família no plano de Deus"
A família cristã é chamada de "igreja doméstica", porque é uma comunidade de fé, esperança e caridade. Ela tem um papel muito importante na Igreja, como se vê no Novo Testamento.

II - "A família e a sociedade"
A família também deve ensinar os membros a cuidar dos jovens e dos mais velhos, dos pobres, doentes e deficientes. "A religião pura e sem macula diante de Deus o nosso Pai consiste, nisto: visitar os órfãos e a viúvas em suas tribulações e guardar-se livre da corrupção do mundo. (Tg 1,27)

Fonte retirada do site Catequisar

Ricardo Teixeira
Vocacionado-Diocese de Guarulhos



"LEMBRA-TE DO DIA DO SÁBADO PARA SANTIFICÁ-LO"
(Ex 20,8-10)

I - "O dia de Sábado"
O terceiro mandamento nos ensina a guardar o dia do Sábado, pois é o dia do Senhor Deus. Isto porque Ele em sua infinita sabedoria, fez o céu e a terra, o mar e tudo que eles contém em seis dias, mas repousou no sétimo. Eis ai o motivo pelo qual Deus o santificou.
No Evangelho Jesus Cristo nos ensina a autêntica e verdadeira interpretação da Lei do Sábado: "O Sábado foi feito para servir o homem e não o homem para servir o Sábado" (Mc 2,27). Por compaixão ao homem, Jesus nos ensinou a preferir fazer o Bem ao mal e a salvar vidas a matar no dia de Sábado.

II - "O Domingo"
É, para os cristãos, o primeiro dia de todos porque Jesus Cristo ressuscitou no Domingo, o que simboliza a primeira criação. Com a ressurreição relembramos a Nova Criação iniciado por Cristo. É a plenitude do Sábado porque nos anuncia o repouso Eterno em Deus.
A celebração do Domingo é um culto prestado em honra ao Senhor e é visível, público e nos recorda a Antiga Aliança que Deus fez com seu povo.

Comentários Finais
Como podemos observar, vimos que os três primeiros mandamentos têm uma intima relação entre Deus e o homem. A partir daí, temos a base primordial para nos apoiarmos e o modelo corretíssimo a ser seguido.
Esperamos que estas explicações sejam bastante úteis a todos vocês. Queremos deixar bem claro mais uma vez, que tais explicações foram extraídas do livro "Catecismo na Igreja Católica" e que não temos a intenção de espalharmos a nossa verdade. Queremos apenas expôr o que a Santa Igreja já divulga através da Santa Eucaristia.

Estamos muito agradecidos e sem mais demoras, comecemos o estudo dos outros 7 mandamentos. Mandamentos que, como foi mencionado antes, estabelecem a relação entre o homem e seu próximo.

Fonte tirada do site catequisar

Ricardo Teixeira
Vocacionado-Diocese de Guarulhos

"NÃO PRONUNCIARÁS O NOME DO SENHOR, TEU DEUS, EM VÃO"
(Ex 20,7)






I - "O Santo nome do Senhor"


O segundo mandamento regula o uso que fazemos do Santo nome de Deus. Assim sendo, não devemos proferi-lo abusadamente. Deus revela o seu Santo nome só àqueles que crêem nele. Com isso Ele estabelece uma relação de confiança e intimidade com seu povo.

O uso indevido do nome de Deus é proibido pelo segundo mandamento e também o nome de Jesus Cristo, da virgem Maria, dos santos, etc.... As promessas feitas em nome do Senhor mostram a fidelidade, a veracidade e a honra contida nessas promessas. Devemos pois, ser fiéis a elas e não cumpri-las é o mesmo que dizer que Deus é mentiroso.

II - "Não pronunciar o nome do Senhor em vão"
O juramento é a invocação de Deus para ser testemunha daquilo que afirmamos. O cristão não pode fazer um juramento falso porque é contrário ao segundo mandamento. Fazendo isso ele está invocando a Deus para ser testemunha de sua mentira.
Jesus Cristo, no Sermão da Montanha, expõe o segundo mandamento: "Vocês ouviram também o que foi dito aos antigos: 'Não jure falso, mas cumpra seus juramentos para com o Senhor'. Eu, porém, lhes digo: 'Não jurem de modo algum: nem pelo Céu porque é o trono de Deus; ... diga apenas 'Sim' guando é 'Sim' e 'Não' quando é 'Não'. O que você disser alem disso vem do maligno" (Mt 5,33-34.37).

III - "Nome Cristão"
No Batismo recebemos o nosso nome que nos é conferido em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Isso porque o nome do Senhor nos santifica. É na Igreja que recebemos o nosso "nome de Batismo".
"Ao vencedor... Darei também uma pedrinha branca a cada um. Nela está escrito um nome novo, que ninguém conhece, só quem a recebeu" (Ap 2,17).

Fonte tirada do site catequisar



Ricardo Teixeira

Vocacionado - Diocese de Guarulhos

Caríssimos irmãos,
Sempre com o intuito de evangelizar a todo o mundo, o Idepelomundo começa, a patir de hoje, com uma série de matérias semanais acerca dos Dez Mandamentos da Lei de Deus.
Segue abaixo nossa primeira matéria:





1° Mandamento:




"AMARÁS O SENHOR, TEU DEUS, DE
TODO O TEU CORAÇÃO, DE TODA A
TUA ALMA E DE TODO O ENTENDIMENTO"
(Mt 22,37)



I - “Adorarás o Senhor, teu Deus, e o servirás”

Deus se fez conhecer por sua ação todo-poderosa, benigna e libertadora. A primeira palavra contém o primeiro mandamento: “Adorarás o Senhor, teu Deus, e o servirás. (...) Não seguireis outros deuses" (Dt 6,13-14).
O primeiro apelo de Deus ao homem é que ele o sirva e o adore. Este primeiro preceito abrange a fé, a caridade e a esperança.

A FÉ :
Nosso dever em relação a Deus é crer nele e dar testemunho dele. O primeiro mandamento também nos ensina a ser vigilantes em nossa fé e a rejeitar tudo que a contraria.
Quando Deus chama e se revela para o homem, este não pode responder plenamente ao chamado por suas próprias forças. O homem deve esperar que Deus lhe dê a capacidade de corresponder a este chamado. É o aguardar confiante da benção divina e da visão que produz a felicidade de Deus; é também o temor de ofender o amor a Deus e de provocar o castigo.

II - "Só a Ele prestarás culto"
Adoração: é aceitar Deus como nosso Criador e Salvador, Senhor do mundo e tudo o que nele existe. "Amarás o Senhor, teu Deus, é só a Ele prestaras culto" (Lc 4, 8).

III - "Não terá outros deuses diante de mim"
Não podemos ter "ídolos" de ouro, nem prata, nem obras feitas pelos homens, nem o próprio homem. Esse ídolos são vãos e nos podem tornar vãos como eles.
Idolatria é o ato de divinizar o que não é Deus. E isso infelizmente, ocorre quando o homem adora e venera uma criatura no lugar de Deus, quer sejam deuses ou demônios (como no satanismo), do poder, do prazer, da raça, dos antepassados, do dinheiro, etc.

IV "Não farás para ti imagem esculpida de nada"
Pode-se encontrar a explicação no livro do Deuteronômio (Dt 4,15-16). Mas e as imagens dos santos e santas que vemos na Igreja? Como entender isso?
As imagens devem servir como um símbolo para nos lembrar a quem devemos prestar respeito. Apenas isso.

O primeiro mandamento proíbe os ÍDOLOS. "A honra prestada às imagens se dirige ao santo que representa tal imagem" Queremos deixar bem claro que a honra prestada às santas imagens é uma "VENERAÇÃO RESPEITOSA" que é diferente de ADORAÇÃO.

Fonte tirada do site catequisar

Ricardo Teixeira
Vocacionado - Diocese de Guarulhos

Em razão do mês de Setembro ser dedicado a Bíblia, o Idepelomundo homenageia a palavra de DEUS com um artigo completo de como foi composta a Bíblia pela Santa Madre Igreja:

Como a Bíblia foi composta
pela Igreja?

Os textos da Bíblia começaram a ser escritos desde os tempos anteriores a Moisés (1200 aC). Escrever era uma arte rara e cara, pois se escrevia em tábuas de madeira, papiro, pergaminho (couro de carneiro). Moisés foi o primeiro codificador das leis e tradições orais e escritas de Israel. Essas tradições foram crescendo aos poucos por outros escritores no decorrer dos séculos, sem que houvesse uma catalogação rigorosa das mesmas. Assim foi se formando a literatura sagrada de Israel. Até o século XVIII dC, admitia´se que Moisés tinha escrito o Pentateuco (Gen, Ex, Lev, Nm, Dt); mas, nos últimos séculos, os estudos mais apurados mostrou que não deve ter sido Moisés o autor de toda esta obra. A teoria que a Igreja Católica aceita é a seguinte: O povo de Israel, desde que Deus chamou Abrão de Ur na Caldéia, foi formando a sua tradição histórica e jurídica. Moisés deve ter sido quem fez a primeira codificação das Leis de Israel, por ordem de Deus, no séc. XIII aC. Após Moisés, o bloco de tradições foi enriquecido com novas leis devido às mudanças históricas e sociais de Israel. A partir de Salomão (972´932), passou a existir na corte dos reis, tanto de Judá quanto da Samaria (reino cismático desde 930 aC) um grupo de escritores que zelavam pelas tradições de Israel, era os escribas e sacerdotes. Do seu trabalho surgiram quatro coleções de narrativas históricas que deram origem ao Pentateuco:

1. Coleção ou código Javista (J), onde predomina o nome Javé. Tem estilo simbolista, dramático e vivo; mostra Deus muito perto do homem. Teve origem no reino de Judá com Salomão (972´932).

1. O código Eloista (E), predomina o nome Elohim (=Deus). Foi redigido entre 850 e 750 aC, no reino cismático da Samaria. Não usa tanto o antropomorfismo (representa Deus à semelhança do homem) do código Javista. Quando houve a queda do reino da Samaria, em 722 para os Assírios, o código E foi levado para o reino de Judá, onde ouve a fusão com o código J, dando origem a um código JE.

2. O código (D) ´ Deuteronômio (= repetição da Lei, em grego). Acredita´se que teve origem nos santuários do reino cismático da Samaria (Siquém, Betel, Dã,...) repetindo a lei que se obedecia antes da separação das tribos. Após a queda da Samaria (722) este código deve ter sido levado para o reino de Judá, e tudo indica que tenha ficado guardado no Templo até o reinado de Josias (640´609 aC), como se vê em 2Rs 22. O código D sofreu modificações e a sua redação final é do século V aC, quando, então, na íntegra, foi anexado à Torá. No Deuteronômio se observa cinco “deuteronômios” (repetição da lei). A característica forte do Deuteronômio é o estilo forte que lembra as exortações e pregações dos sacerdotes ao povo.

3. O código Sacerdotal (P) – provavelmente o sacerdotes judeus durante o exílio da Babilônia (587´537aC) tenham redigido as tradições de Israel para animar o povo no exílio. Este código contém dados cronológicos e tabelas genealógicas, ligando o povo do exílio aos Patriarcas, para mostrar´lhes que fora o próprio Deus quem escolheu Israel para ser uma nação sacerdotal (Ex 19,5s). O código P enfatiza o Templo, a Arca, o Tabernáculo, o ritual, a Aliança. Tudo indica que no século VaC, um sacerdote, talvez Esdras, tenha fundido os códigos JE e P, colocando como apêndice o código D, formando assim o Pentateuco ou a Torá, como a temos hoje. Se não fosse a Igreja Católica, não existiria a Bíblia como a temos hoje, com os 73 livros canônicos, isto é, inspirados pelo Espírito Santo. Foi num longo processo de discernimento que a Igreja, desde o tempo dos Apóstolos, foi “berçando” a Bíblia, e descobrindo os livros inspirados. Se você acredita no dogma da infalibilidade de Igreja, então pode acreditar na Bíblia como a Palavra de Deus. Mas se você não acredita, então a Bíblia perde a sua inerrância, isto é, ausência de erro. Esta conclusão nos leva a outra também importantíssima, que é a seguinte: se foi a Igreja, que guiada pelo Espírito Santo, compôs a Bíblia, logo, é ela também a única autoridade capaz de a interpretar segundo o que Deus quis nos dizer de fato. Por que a Igreja tem tanta certeza de que ela não erra naquilo que é essencial para levar os seus filhos à salvação? Por causa da grandes promessas que o próprio Senhor lhe fez, garantindo que ela guardaria sem erros o “depósito da fé” que Jesus nos deixou através dos Apóstolos. Demorou alguns séculos para que a Igreja chegasse à forma final da Bíblia. Em vários Concílios, alguns regionais outros universais, a Igreja estudou o cânon da Bíblia; isto é, o seu índice. Alguns desses concílios foram:

Muitos fazem esta pergunta: Por que a Bíblia dos protestantes tem menos livros do que a nossa?

A resposta vem de longe, antes mesmo de Cristo, passando é claro por Martinho Lutero e seus seguidores após a ´revolução´ protestante.

Garante-nos o Catecismo da Igreja e o Concílio Vaticano II que:

Foi a Tradição apostólica que fez a Igreja discernir que escritos deviam ser enumerados na lista dos Livros Sagrados´(DV 8; CIC,120).

Portanto, sem a Tradição da Igreja não teríamos a Bíblia. Santo Agostinho dizia: ´Eu não acreditaria no Evangelho, se a isso não me levasse a autoridade da Igreja Católica´(CIC,119).

Por que a Bíblia católica é diferente da protestante? Esta tem apenas 66 livros porque Lutero e, principalmente os seus seguidores, rejeitaram os livros de Tobias, Judite, Sabedoria, Baruc, Eclesiástico (ou Sirácida), 1 e 2 Macabeus, além de Ester 10,4´16; Daniel 3,24´20; 13´14.

A razão disso vem de longe.

No ano 100 da era cristã os rabinos judeus se reuniram no ´Sínodo de Jâmnia´ (ou Jabnes), no sul da Palestina, a fim de definirem a Bíblia Judaica. Isto porque nesta época começava a surgir o Novo Testamento com os Evangelhos e as cartas dos Apóstolos, que os Judeus não aceitaram.

Nesse Sínodo os rabinos definiram como critérios para aceitar que um livro fizesse parte da Bíblia, o seguinte:

deveria ter sido escrito na Terra Santa;

escrito somente em hebraico, nem aramaico e nem grego;

escrito antes de Esdras (455´428 a.C.);

sem contradição com a Torá ou lei de Moisés.

Esses critérios eram nacionalistas, mais do que religiosos, fruto do retorno do exílio da Babilônia. Por esses critérios não foram aceitos na Bíblia judaica da Palestina os livros que hoje não constam na Bíblia protestante, citados antes.

Acontece que em Alexandria no Egito, cerca de 200 anos antes de Cristo, já havia uma forte colônia de judeus, vivendo em terra estrangeira e falando o grego. Os judeus de Alexandria, através de 70 sábios judeus, traduziram os livros sagrados hebraicos para o grego, entre os anos 250 e 100 a.C, antes do Sínodo de Jâmnia (100 d.C). Surgiu assim a versão grega chamada ´Alexandrina´ ou ´dos Setenta´. E essa versão dos Setenta, incluiu os livros que os judeus de Jâmnia, por critérios nacionalistas, rejeitaram.

Havia então no início do Cristianismo duas Bíblias judaicas: uma da Palestina (restrita) e a Alexandrina (completa – Versão dos LXX).

Os Apóstolos e Evangelistas optaram pela Bíblia completa dos Setenta (Alexandrina), considerando canônicos os livros rejeitados em Jâmnia. Ao escreverem o Novo Testamento usaram o Antigo Testamento, na forma da tradução grega de Alexandria, mesmo quando esta era diferente do texto hebraico. O texto grego, ´dos Setenta´ tornou´se comum entre os cristãos; e portanto, o cânon completo, incluindo os sete livros e os fragmentos de Ester e Daniel, passou para o uso dos cristãos.

Das 350 citações do Antigo Testamento que há no Novo, 300 são tiradas da Versão dos Setenta, o que mostra o uso da Bíblia completa pelos apóstolos.

Verificamos também que nos livros do Novo Testamento há citações dos livros que os judeus nacionalistas da Palestina rejeitaram. Por exemplo: Rom 1,12´32 se refere a Sb 13,1´9; Rom 13,1 a Sb 6,3; Mt 27,43 a Sb 2, 13.18; Tg 1,19 a Ecls 5,11; Mt 11,29s a Ecls 51,23´30; Hb 11,34 a 2 Mac 6,18; 7,42; Ap 8,2 a Tb 12,15.

Nos séculos II a IV houve dúvidas na Igreja sobre os sete livros por causa da dificuldade do diálogo com os judeus. Finalmente a Igreja, ficou com a Bíblia completa da Versão dos Setenta, incluindo os sete livros.

Por outro lado, é importante saber também que muitos outros livros que todos os cristãos têm como canônicos, não são citados nem mesmo implicitamente citados no Novo Testamento. Por exemplo: Eclesiastes, Ester, Cântico dos Cânticos, Esdras, Neemias, Abdias, Naum, Rute.

Outro fato importantíssimo é que nos mais antigos escritos dos santos Padres da Igreja (patrística) os livros rejeitados pelos protestantes (deutero´canônicos) são citados como Sagrada Escritura. Assim, São Clemente de Roma, o quarto Papa da Igreja, no ano de 95 escreveu a Carta aos Coríntios, citando Judite, Sabedoria, fragmentos de Daniel, Tobias e Eclesiástico; livros rejeitados pelos protestantes. Ora, será que o Papa S. Clemente se enganou, e com ele a Igreja? É claro que não. Da mesma forma, o conhecido Pastor de Hermas, no ano 140, faz amplo uso de Eclesiástico, e do 2 Macabeus; Santo Hipólito (†234), comenta o Livro de Daniel com os fragmentos deuterocanônicos rejeitados pelos protestantes, e cita como Sagrada Escritura Sabedoria, Baruc, Tobias, 1 e 2 Macabeus.

Fica assim, muito claro, que a Sagrada Tradição da Igreja e o Sagrado Magistério sempre confirmaram os livros deuterocanônicos como inspirados pelo Espírito Santo.

Vários Concílios confirmaram isto: os Concílios regionais de Hipona (ano 393); Cartago II (397), Cartago IV (419), Trulos (692). Principalmente os Concílios ecumênicos de Florença (1442), Trento (1546) e Vaticano I (1870) confirmaram a escolha.

No século XVI, Martinho Lutero (1483´1546) para contestar a Igreja, e para facilitar a defesa das suas teses, adotou o cânon da Palestina e deixou de lado os sete livros conhecidos, com os fragmentos de Esdras e Daniel.

Sabemos que é o Espírito Santo quem guia a Igreja e fez com que na hesitação dos séculos II a IV a Igreja optasse pela Bíblia completa, a versão dos Setenta de Alexandria, o que vale até hoje para nós católicos.

Lutero, ao traduzir a Bíblia para o alemão, traduziu também os sete livros (deuterocanônicos) na sua edição de 1534, e as Sociedades Biblícas protestantes, até o século XIX incluíam os sete livros nas edições da Bíblia.

Neste fato fundamental para a vida da Igreja (a Bíblia completa) vemos a importância da Tradição da Igreja, que nos legou a Bíblia como a temos hoje. Disse o último Concílio:

´Pela Tradição torna´se conhecido à Igreja o Cânon completo dos livros sagrados e as próprias Sagradas Escrituras são nelas cada vez mais profundamente compreendidas e se fazem sem cessar, atuantes. Assim o Deus que outrora falou, mantém um permanente diálogo com a Esposa de seu dileto Filho, e o Espírito Santo, pelo qual a voz viva do Evangelho ressoa na Igreja e através da Igreja no mundo, leva os fiéis à verdade toda e faz habitar neles copiosamente a Palavra de Cristo´ (DV,8).

Por fim, é preciso compreender que a Bíblia não define, ela mesma, o seu catálogo; isto é, não há um livro da Bíblia que diga qual é o índice dela. Assim, este só pode ter sido feito pela Tradição dos apóstolos, pela tradição oral que de geração em geração chegou até nós.

Se negarmos o valor indispensável da Tradição, negaremos a autenticidade da própria Bíblia.

É interessante notar que o Papa São Dâmaso (366´384), no século IV, pediu a S.Jerônimo que fizesse uma revisão das muitas traduções latinas que havia da Bíblia, o que gerava certas confusões entre os cristãos. São Jerônimo revisou o texto grego do Novo Testamento e traduziu do hebraico o Antigo Testamento, dando origem ao texto latino chamado de ´Vulgata´, usado até hoje.

Professor Felipe Aquino
Artigo retirado do site www.cleofas.com.br


Nilton de Carvalho
Vocacionado - Diocese de Guarulhos

O episódio da transfiguração de Jesus (Mc 9,2-10) deixa a mensagem que São Paulo em plenitude viveu, tendo podido asseverar: "Eu vivo, mas já não sou eu; é Cristo que vive em mim. (Gl 2,20). Trata-se da metamorfose do cristão no modelo divino. Imitação perfeita do Filho de Deus, cujo conhecimento não deve ser meramente especulativo e cujo amor tão pouco não pode ser apenas afetivo. Tanto a ciência cristológica como a dileção ao Redentor necessitam estar unidos às obras nas quais se reflete a personalidade de cada um. Conhecimento prático, amor operativo. Ele é a causa eficiente da regeneração do batizado e a causa exemplar de sua santificação, modelo de todos os que se dizem seus discípulos.

Cristo se fez um modelo acessível e atraente, perfeito e abrangente. Os cristãos podem transfigurar sua vida se identificando com Ele: pobres, ricos, sábios e ignaros e isto em qualquer circunstância dado que Ele a todos resgatou, deu a vida sobrenatural e lhes comunica seus dons celestiais. Ele manifesta uma ética geral e uma disciplina universal de conduta para que se proceda como Ele obrava, para que se viva como Ele vivia, para que se sofra como Ele sofria. Ele quer se fazer presente no mundo através de seus epígonos. O Apóstolo dizia: “Sede meus imitadores como eu o sou de Cristo” (1 Cor 4,16). Deste modo o fiel se torna a imagem viva do seu Senhor.

De tanto ser repetido o lema cunhado na Idade Média “Christianus alter Christus”- o cristão é outro Cristo perdeu a sua força, mas a cena da transfiguração no monte Tabor revigora esta expressão que cumpre seja sempre verídica. Isto foi uma realidade faustosa para os santos de todos os tempos. Tal deveria ser a vida de cada um que se pudesse dele dizer: “Só de o ver pensa-se em Jesus Cristo”! É que na vida toda, interna e externamente, nas relações particulares e públicas, em todo lugar e em todo tempo, o cristão deve ter presente o divino exemplar. Esta foi a ordem do Pai: “Este é o meu Filho amado, escutai o que Ele diz”.

Eis o que falou Jesus: “Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração (Mt 11,29); bem-aventurados os pobres de espírito, os puros, os pacíficos, os misericordioso, os que têm fome e sede de justiça, os perseguidos por causa do reino dos céus (Mt 5,1-10); sede perfeitos como o Pai celeste é perfeito (Mt 5,48). Em síntese, quando reza, estuda, trabalha, se ocupa com qualquer coisa, o cristão precisa tudo fazer por Cristo, com Cristo e para Cristo.Jesus sempre presente nas palavras, nas obras, no coração e na mente de cada um.

Cristo o ideal da vida do batizado, o objeto de suas aspirações, o imã de seus corações. Para isto é cada um se interrogar a cada instante:

1 Que pensaria Jesus neste momento?

2 Como Ele faria esta tarefa?

3 Que quer Ele de mim aqui e agora?

4 Como o posso agradar neste momento?

Dá-se então o vir a ser do fiel no seu Salvador numa total identificação com Ele no gotejar da renúncia de cada minuto. O próprio Cristo afirmou: “Vós sois a luz do mundo” (Mt 4,14). Não somos o fogo que deve arder nesta terra, mas devemos ser os propagadores de sua chama de amor, dado que Ele é a fornalha ardente de caridade e veio para colocar chama na terra (Lc 12,49).Grandeza e responsabilidade do cristão! Depende de cada um fazer da vida uma interrogação, um chamado sempre suscetível de ser ouvido por todos as testemunhas que o vêem. É imponderável ação de uma alma sobre a outra. É se transfigurando em Cristo que o cristão pode tornar os homens melhores. Com seu exemplo, mesmo sem palavras, o verdadeiro seguidor de Cristo já torna seu irmão melhor. Onde uma pessoa boa, submissa a Deus vive, reza, sofre, trabalha há uma lareira de calor sublime que aquece, arrasta nos eflúvios das mensagens celestes.


Não basta estar cristão, é preciso ser cristão transfigurado no modelo divino!

Fonte: Cônego José Geraldo Vidigal de Carvalho



Nilton de Carvalho

Vocacionado - Diocese de Guarulhos


Conforme a popularidade de Jesus crescia, seus inimigos procuravam, desesperadamente, meios para explicar seus maravilhosos poderes. Finalmente, decidiram alegar que ele expulsava demônios pelo poder do próprio Satanás (Mateus 12:22-32; Marcos 3:22-30; Lucas 11:14-23). Jesus respondeu com três argumentos e uma advertência.
Seus argumentos foram os seguintes:

1. Satanás não atacaria a si mesmo, pois ninguém luta contra si mesmo.

2. Se eu expulso demônios por Satanás, como seus filhos os expelem?

3. Para roubar a casa de um homem forte, tem-se primeiro que amarrá-lo.

Expulsando demônios, estou amarrando Satanás, de modo que eu possa cumprir minha missão de resgatar àqueles que Satanás mantém cativos.
Sua advertência foi: "Em verdade vos digo que tudo será perdoado aos filhos dos homens: os pecados e as blasfêmias que proferirem. Mas aquele que blasfemar contra o Espírito Santo não tem perdão para sempre, visto que é réu de pecado eterno." (Marcos 3:28-30).

O que é este pecado imperdoável? Muitos trechos ensinam que é possível ir tão longe de Deus que não se pode retornar. Paulo adverte sobre consciências insensíveis (1 Timóteo 4:2). Hebreus fala de corações endurecidos (capítulo 3) e daqueles que não podem ser trazidos de volta ao arrependi-mento (capítulo 6). João fala daqueles cujos pecados levam à morte, uma vez que eles se recusam a se arrependerem e a confessá-los (1 João 5:16-17). O próprio Jesus fala do solo que foi pisoteado e compactado ao ponto em que nenhuma semente pode germinar (Lucas 8:5). Cada passo que damos afastando-nos de Deus aproxima-nos do ponto sem retorno. Podemos perder o poder moral para mudar e voltar ao Senhor.

O problema, naturalmente, não está na vontade de Deus de perdoar o pecador (Lucas 15; 2 Pedro 3:9). Deus alegremente aceita e perdoa a todos que se arrependem. O problema está em que alguns rejeitam cada tentativa de Deus para motivar o arrependi-mento. Depois que Jesus deixou a terra, o Espírito Santo veio para revelar a mensagem final da salvação. Para aqueles que a recusam e se voltam contra o Espírito Santo, Deus não tem nenhum outro plano.

Não há outro sacrifício pelo pecado (Hebreus 10:26-31). Aqueles cujo estado endurecido faz com que recusem o rogo final de Deus, nunca serão perdoados. Esta é a blasfêmia contra o Espírito Santo. Queira Deus conceder-nos corações tenros para prontamente responder à sua palavra.


Nilton de Carvalho
Vocacionado - Diocese de Guarulhos

Carta Apostólica, Constituição, Bula, Breve, Motu Próprio, Rescrito e Encíclica.

Os documentos pontifícios são designados por diversos nomes: Bula (o mais importante de todos os títulos), Breve (Bula menos longa), Rescrito (resposta a uma pergunta ou solicitação), Motu Próprio (Carta de iniciativa do próprio Papa), Encíclica (Carta Circular que orienta os fiéis).

As definições sobre fé e à Moral (dogmas)são geralmente publicadas sob forma de Bula. Transcrevemos aqui parte do que ensina D. Estevão Bettencourt em um artigo da Revista “Pergunte e Responderemos” (Nº 483 – Ano : 2002 – pág. 344)

Qual a autoridade dos documentos pontifícios ? Os pronunciamentos do Papa, quando exerce o seu magistério, exigem respeito e acatamento. Todos eles são importantes, mas uma Bula tem mais peso do que uma Encíclica. No entanto, para o mesmo efeito pode o Papa usar documentos diferentes; assim Pio IX definiu o dogma da Imaculada Conceição mediante a Bulla Ineffabilis Deus em 1854, ao passo que Pio XII definiu a Assunção de Maria mediante a Carta Apostólica Munificentissimus Deus em 1950;A Lumen Gentium (25) diz o seguinte:“

O magistério supremo (do Papa) seja reverentemente reconhecido, suas sentenças sinceramente acolhidas, sempre de acordo com sua mente e vontade. Esta mente e vontade consta principalmente ou da índole dos documentos ou da freqüente proposição de uma mesma doutrina ou de sua maneira de falar”.

O Código de Direito Canônico distingue entre assentimento de fé e religioso obséquio: “Não assentimento de fé, mas religioso obséquio de inteligência e vontade deve ser prestado à doutrina que o Sumo Pontífice ou o Colégio dos Bispos, ao exercerem o magistério autêntico, enunciam sobre a fé e os costumes, mesmo quando não tenham a intenção de proclamá-la por ato definitivo; portanto os fiéis procurem evitar tudo o que não esteja de acordo com ela” (Cânon 752).

Jesus garantiu a infalibilidade da Igreja em assuntos de fé e de moral. “Estarei convosco até a consumação dos séculos” (Mt 28,20). Como então, a Igreja pode errar o caminho da salvação? Na Última Ceia ele garantiu aos Apóstolos que o Espírito Santo lhes ensinaria “toda a verdade” (Jo 14, 15.25; 16,12-13). Consciente do valor destas palavras, a Igreja inteira – hierarquia e fiéis – crê e professa a verdade revelada.Principais documentos usados pelo Papa:Cartas ApostólicasCarta Apostólica é denominação genérica. Apostólica aqui significa “do Apóstolo Pedro, que fala por seu sucessor”.

As Cartas Apostólicas simplesmente ditas podem tratar de assuntos ligados ao governo da Igreja: nomeação de Bispos, Cardeais, criação de nova diocese, canonização de algum(a) Santo(a), temas doutrinários ou morais, comemoração de alguma data ou de evento importante ...

Constituição é um documento de grande autoridade, que pode ser sobre os mais diversos temas: - Constituição Dogmática (tais são a Lumen Gentium, a Gaudium et Spes, a Sacrosanctum Concillum, a Dei Verbum, do Concílio do Vaticano II, promulgadas pelo Papa Paulo VI)...-

Constituição Apostólica: pode ser relativa ao governo da Igreja; por exemplo: a Const. Regimini Ecclesiae Universae, de Paulo VI, datada de 1967, a Const. Pastor Bonus de João Paulo II, promulgada em 1968 ... Pode versar também sobre a Liturgia; assim a Const. Divini Cultus, de Pio XI, promulgada em 1928.

Sobre estudos e formação doutrinária existe a Const. Deus Scientiarum Dominus, de Pio XI, datada de 1931.

Bula na Roma antiga, “bulla” significava um pequeno globo de metal vazio, que os vencedores de um prémio traziam pendente do pescoço. A partir do século VI os Papas empregaram a bula (portadora do nome do Papa respectivo) a fim de autenticar os seus documentos; Bulla conseqüentemente passou a designar o selo ou sinete do Papa. A partir do século XIII Bula designa não apenas o globo de metal, mas a própria carta à qual ele se prende. – Por Bula o Papa geralmente exprime algo de muito solene, tal foi o caso da Bula Ineffabilis Deus, que em 1854 formulou a definição do dogma da Imaculada Conceição. Por Bula o Papa convoca os participantes de um Concílio geral, cria ou desmembra uma diocese. A Bula começa pelo nome do Papa, dito servus servorum Dei (servo dos servos de Deus), segue-se uma saudação e o conteúdo do documento. Utiliza-se o pergaminho. Outrora a letra era de tipo gótico e apresentava diversas abreviações, que tornavam difícil a leitura do documento. Leão XIII, em 1878, determinou que se utilizasse a escrita comum. Até 1º de janeiro de 1908 as Bulas eram datadas a partir de 25 de março (solenidade da Encarnação) e os dias eram contados segundo a nomenclatura romana (kalendas, idus, nonas); Pio X determinou a contagem dos dias segundo a terminologia corrente na sociedade atual. As Bulas de muito grande importância têm, pendentes de cordões coloridos, um globo de chumbo no qual está gravada a imagem das cabeças de São Pedro e São Paulo.

Breve é um documento normalmente mais curto e menos solene do que uma Bula, que normalmente trata de estões privadas, como dispensa de irregularidades para exercer alguma função na Igreja, dispensa de certos impedimentos do matrimônio, autorização de oratório doméstico com o Santíssimo Sacramento, autorização para vender bens da Igreja, outros benefícios e favores especiais.A Santa Sé pode responder a uma petição mediante um Rescrito; uma breve resposta da à petição. Bula e Breve são asa vezes equivalentes. Por exemplo, mediante um Breve Pio IX em 1850 restaurou a hierarquia episcopal na Inglaterra, mas foi mediante uma Bula que Leão XIII a restabeleceu na Escócia em 1878. A Companhia de Jesus foi reconhecida e aprovada oficialmente por uma Bula de Paulo III em 1540; foi extinta por um Breve de Clemente XIV em 1773 e finalmente restaurada por uma Bula de Pio VII em 1814.Num Breve o nome do Papa é colocado no alto e no centro com o seu número de ordem (assim João Paulo II). O destinatário é designado por um vocativo: Dilecte Fili (Dileto Filho); após o quê há uma saudação: Salutem et Apostolicam Benedictionem, ou a afirmação de perpetuidade: Ad perpetuam rei memoriam. O Breve termina com a indicação da data e a menção do anel do Pescador (Pedro): Datum Romae, apud Sanctum Petrum, sub annulo Piscatoris, die ... O papel utilizado é branco e liso; os caracteres são os da escrita corrente, com acentuação e pontuação.

Motu ProprioMotu Proprio (do latim motivo próprio) é o documento que por iniciativa do próprio Papa, com pleno conhecimento de causa. É um documento cujo conteúdo o Papa quer recomendar com particular empenho. Tal tipo de documento traz sempre em seu título a cláusula Motu Proprio sobre alguns aspectos da celebração do sacramento de Penitência, datado de 7 de abril de 2002 e assinado por João Paulo II. Os primeiros documentos deste tipo apareceram durante o pontificado de Inocêncio VIII (1484-1492). Faziam contraste às Cartas Decretais, que eram sempre a resposta dada a alguma questão levantada e indicavam como o Direito deveria ser aplicado em determinadas circunstâncias. O Motu Proprio, publicado sem nome de destinatário, tinha alcance mais amplo.O Motu Proprio pode abordar temas importantes e introduzir novas disposições legislativas. Assim Paulo VI pelo Motu Proprio de 6 de agosto de 1966 “Ecclesiae Sanctae” modificou alguns traços do Direito Canônico; aos 28 de março de 1971 também por remanejou normas do procedimento que investiga a nulidade de um casamento.

RescritoRescrito vem do latim rescribere, que significa responder por escrito a uma carta ou a uma pergunta escrita.Em Roma chamavam-se rescripta as respostas que davam os imperadores às questões de Direito sobre as quais eram consultados. No Direito Canônico tal palavra teve significados diversos no decorrer dos séculos. O atual Código assim a define:“Por rescrito entende-se o ato administrativo baixado por escrito pela competente autoridade executiva, mediante o qual, por sua própria natureza, se concede privilégio, dispensa ou outra graça, a pedido de alguém” (cânon 59 § 1º).Pode acontecer que no texto do rescrito venha inserida a cláusula motu Proprio, ficando assim enfatizado que o favor é concedido com benevolência particular, sem que se receiem os obstáculos que poderiam entravar a concessão.Tendo em vista a matéria dos rescritos, distinguem-se rescritos de justiça e rescritos de graças; à primeira categoria pertencem todos aqueles que dizem respeito à administração da justiça como aqueles que permitem introduzir uma causa no Tribunal da Santa Sé desde a primeira instância. A Segunda categoria compreende os demais tipos de matéria.Também é de notar que alguns rescritos concedem o favor “de maneira graciosa”, ou seja, diretamente ao beneficiário; outros há que confiam ao Bispo local ou a algum intermediário o encargo de conceder o favor solicitado.

Encíclica é uma Circular. Já nos primeiros séculos da Igreja os Bispos escreviam cartas circulares aos seus irmãos no episcopado a respeito de assuntos doutrinários ou disciplinares; assim fazia S. Atanásio (†373), tendo em mira a heresia ariana que, fazendo do Filho a primeira criatura do Pai, ameaçava a integridade da fé. Ora o que um Bispo efetuava em relação ao seus vizinhos, o Pontífice Romano teve a oportunidade de o fazer em relação à Igreja inteira, ficando o termo (carta) encíclica reservado aos escritos papais, ao passo que os demais Bispos escrevem Cartas Pastorais.Somente no século XVIII, sob o pontificado de Bento XIV (1740-1758), a encíclica passou a ser entendida como em nossos dias, a saber: como a forma mais pessoal e espontânea pela qual o Papa exerce seu ministério de Pastor universal. A partir de Gregório XVI (1831-46), os Papas têm multiplicado as suas encíclicas, de modo que através delas se pode acompanhar a vida da Igreja. Em latim distinguem-se Litterae encyclicae (Carta encíclica) e epistula encyclica (epístula encíclica). Esta última tem destinatários mais restritos e conteúdo menos importante.Geralmente as encíclicas se dirigem aos Patriarcas, Arcebispos, Bispos, Presbíteros, Filhos e Filhas da Igreja; todavia o círculo pode-se alargar para compreender também os homens de boa vontade (ver a enc. Redempto Hominis de João Paulo II), como pode estreitar-se, abrangendo apenas o episcopado e os fiéis de uma nação, usando a língua de tal povo. Foi isto que aconteceu na encíclica de Pio XI Non abbiamo bisogno (20/06/31) sobre o fascismo e na encíclica Mit brennender Sorge do mesmo Papa (21/03/37) sobre o nacional-socialismo. Quando redigida em latim (língua habitual), a encíclica é muitas vezes acompanhada de uma tradução italiana. Pode-se acrescentar que as encíclicas são designadas por suas duas ou três palavras iniciais.As encíclicas não promulgam definições dogmáticas; abordam, sim, algum ponto doutrinário que esteja sendo mal entendido; propõem orientações em situação difícil, exaltam a figura de algum(a) Santo(a), procurando sempre fortalecer a vida cristã do povo de Deus.Embora não contenham definições infalíveis; as encíclicas merecem respeito e submissão, que levam a nada dizer ou escrever em contrário ao ensinamento de alguma encíclica. Afirma Pio XII na enc. Humani generis (12/08/1950):“Não se deve julgar que o que vem proposto nas encíclicas não exige assentimento, sob o pretexto de que os Papas aí não exercem o supremo poder do seu magistério”.“Se os Papas em seus atos proferem um juízo sobre temática até então controvertida, todos hão de compreender que essa matéria, segundo o pensamento e a vontade do Sumo Pontífice, já não deve ser considerada matéria de livre discussão entre os teólogos”.

Profº Felipe Aquino.

Fonte: http://www.cleofas.com.br/


Nilton de Carvalho
Vocacionado - Diocese de Guarulhos


"Quero concluir esta mensagem dirigindo-me especialmente aos jovens católicos, para os exortar a levarem para o mundo digital o testemunho da sua fé.


Caríssimos, senti-vos comprometidos a introduzir na cultura deste novo ambiente comunicador e informativo os valores sobre os quais assenta a vossa vida. Nos primeiros tempos da Igreja, os Apóstolos e os seus discípulos levaram a Boa Nova de Jesus ao mundo greco-romano: como então a evangelização, para ser frutuosa, requereu uma atenta compreensão da cultura e dos costumes daqueles povos pagãos com o intuito de tocar as suas mentes e corações, assim agora o anúncio de Cristo no mundo das novas tecnologias supõe um conhecimento profundo das mesmas para se chegar a uma sua conveniente utilização.

A vós, jovens, que vos encontrais quase espontaneamente em sintonia com estes novos meios de comunicação, compete de modo particular a tarefa da evangelização deste «continente digital». Sabei assumir com entusiasmo o anúncio do Evangelho aos vossos coetâneos! Conheceis os seus medos e as suas esperanças, os seus entusiasmos e as suas desilusões: o dom mais precioso que lhes podeis oferecer é partilhar com eles a «boa nova» de um Deus que Se fez homem, sofreu, morreu e ressuscitou para salvar a humanidade.

O coração humano anseia por um mundo onde reine o amor, onde os dons sejam compartilhados, onde se construa a unidade, onde a liberdade encontre o seu significado na verdade e onde a identidade de cada um se realize numa respeitosa comunhão. A estas expectativas pode dar resposta a fé: sede os seus arautos! Sabei que o Papa vos acompanha com a sua oração e a sua bênção."

S. Santidade, Bento XVI.



Enviado por:

Marcos José
Seminarista Diocesano - 3º ano de Filosofia

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