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Nossa Sra. das Vocações

Nossa Sra. das Vocações
Senhor que dissestes "a messe é grande e poucos são os operários", nós vos pedimos que envieis muitas e santas vocações sacerdotais e religiosas para nossa Diocese. Necessitamos de sacerdotes que nos dêem o pão da Eucaristia e o Pão da Palavra e assim possamos viver a vossa vida. Virgem Santíssima, Mãe dos sacerdotes, intercedei junto a vossa Divino Filho pela perseverança e santidade de nossos sacerdotes e seminaristas. Amém. Nossa Senhora das Vocações, rogai por nós!

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Guarulhos, São Paulo, Brazil
Somos irmãos no Discernimento Vocacional da Diocese de Guarulhos ( Marcelo, Nilton, Ricardo, Robson, Ítalo e o Bruno ) que, movidos pelo Espírito Santo tivemos a idéia de montar esse blog inspirado nos emails que trocamos. Com um único objetivo: transmitir mensagens de fortalecimento da fé, partilhar de nossa caminhada. Publicar tudo o que é suscitado em nossos corações. As tribulações, as vitórias e as alegrias que alcançamos dia-a-dia com Jesus e Maria. Seguindo a ordem nos dada pelo mestre dos mestres: " Ide pelo mundo e pregai o evangelho a toda criatura" Venha fazer parte conosco dessa missão confiada à todos nós!

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EM MARIA, DEUS TEM ESPAÇO PARA OPERAR MARAVILHAS


"Grande sinal apareceu no céu: uma mulher que tem o sol por manto, a lua sob os pés, e uma coroa de doze estrelas na cabeça" (cf. Ap 12,1).


 

    Meus queridos irmãos,

    Admirável alegria a festa que neste domingo, exatamente o domingo dia 15 de agosto, estamos celebrando: A ASSUNÇÃO DA BEM-AVENTURADA VIRGEM MARIA, NOSSA MÃE E SENHORA.

    Nesta festividade se recorda a presença admirável da Virgem Maria na vida dos fiéis católicos, que em Nossa Senhora veem, ao mesmo tempo, a glória da Santa Igreja e a prefiguração de sua própria glorificação. A festa tem uma íntima dimensão de solidariedade dos fiéis com aquela que é a primeira e a Mãe dos fiéis cristãos. Daí a facilidade com que se aplica a Santíssima Virgem o texto de Apocalipse 12, conforme nos exorta a Primeira Leitura, originariamente uma descrição do povo de Deus, que deu à luz o Salvador e depois refugiou-se no deserto (a Igreja perseguida do primeiro século) até a vitória final do Cristo. Assim o Livro do Apocalipse (cf. Ap 11,19a;12,1-6a.10ab) nos apresenta o sinal da Mulher – Aparece no céu a Mulher que gera o Messias; as doze estrelas indicam quem ela é: o povo das doze tribos, Israel, mas não só o Israel antigo, do qual nasce Jesus; é também o novo Israel, a Igreja, que deve esconder-se da perseguição, no primeiro século depois de Cristo, até que, no fim glorioso, Cristo Ressuscitado possa revelar-se em plenitude. Maria assunta ao Céu sintetiza em si, por assim dizer, todas as qualidades deste povo prenhe de Deus, aguardando a revelação de Sua glória.

    O momento da Anunciação de Nossa Senhora, que significa para nós católicos que a Virgem Maria é conduzida por Deus, de corpo e alma, para junto de seu Filho amantíssimo, na glória celeste, é cantado e celebrado com grandes galas pelo povo cristão, sendo para nós um santo mistério, o mistério da Encarnação de Deus.
 
    Esta festa é considerada festa da nova criação. Isso porque, com a vinda do Filho de Deus em carne humana, Jesus se tornou a primeira de todas as criaturas, a cabeça de todos os seres vivos e n'Ele todas as criaturas foram regeneradas. A primeira criação ficou marcada pela desobediência. A segunda criação, por conseguinte, ficou marcada por um forte "sim" obediencial.
 
    A morte nos veio por Eva, e a vida nos veio pela Santíssima Virgem Maria. Sim, a Anunciação celebra o início da nova criação, da nova vida, vida que ultrapassa o tempo da velha criação e jorra para dentro da eternidade de Deus.
 
    O Altíssimo pediu a Maria o seu consentimento para que concebesse o Seu Filho Jesus. Nossa Senhora, assim, com seu FIAT, com o seu SIM, se tornou a Mãe do Doador da Vida, Aquele que é a Vida, e não apenas uma vida temporal, mas a vida eterna, as alegrias sem fim.
 
    E a Virgem Maria deu o seu decidido "sim", tornando-se não só um instrumento passivo de Deus, mas também cooperadora do mistério da salvação. Maria Santíssima, a servidora, que sob seu Filho e com seu Filho, de toda a nova humanidade, é chamada à comunhão eterna com Deus.
 
    Em Maria, o Todo-poderoso tem espaço para operar maravilhas. Em compensação, os que estão cheios de si mesmo não O deixam agir e, por isso, são despedidos de mãos vazias, pelo menos no que diz respeito às coisas d'Ele. O Filho de Maria coloca na sombra os poderosos deste mundo, pois enquanto estes oprimem, ela salva de verdade.
    (*) Texto adaptado da homilia do autor

Padre Wagner Augusto Portugal
Vigário Judicial da Diocese da Campanha (MG)



Adalberto Lima
Vocacionado Diocesano

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A principal condição para o bom êxito da comunidade cristã é o perdão sem limites. Pedro se acha generoso, sugerindo ele próprio o número sete como resposta à sua pergunta sobre a frequência com que se deve perdoar: “Até sete vezes?”

Entre os judeus costumava-se perdoar de duas a três vezes ao homem que tinha pecado contra alguém. Pedro, por sua vez, procura se apresentar muito misericordioso para Jesus e faz uma média dizendo que quer se propor a perdoar o dobro de vezes do costume vivido; mais ainda: atrás do número sete do apóstolo encontra-se no coração dele o seguinte desejo, dito em outras palavras a Jesus: “Mestre, quero perdoar de forma perfeita – pois o sete indica perfeição.”

Cristo surpreende o apóstolo ao responder: “Não te digo até sente vezes – o dobro; de forma perfeita – mas setenta vezes sete.” Ou seja, o que Jesus diz a Pedro? Quero que perdoe “perfeitamente vezes perfeitamente”; “infinitamente vezes infinitamente.” Este é o perdão que Jesus quer de Pedro e de cada um de nós.

Agora, na realidade prática da vida, como entender isso? Primeiramente devemos entender que perdão não é fruto de sentimentos, mas de decisão. Para dizer que o dia em que eu sentir vontade de perdoar alguém, devo ter a certeza de que não preciso mais perdoá-lo, pois já lhe perdoei. Perdão é fruto de uma decisão!

Como conseguirei me decidir pelo perdão? Quando eu entender que devo perdoar não porque a pessoa que me ofendeu e me machucou merece ou precisa de meu perdão. Não, perdoo porque eu preciso perdoar, porque eu preciso me libertar dessas amarras e correntes que me prendem quando não perdoo as pessoas.

Quantas pessoas dizem: “Padre, nunca perdoei nem vou perdoar, pois não esqueci e não vou esquecer do que me fizeram.” Ótimo, graças a Deus! Por quê? Porque esquecimento não é fruto de perdão, é fruto de uma doença chamada “Mal de Alzheimer!”

Agora, não basta simplesmente tomar a decisão; tomar a decisão é a realidade fundamental para chegarmos ao perdão completo e verdadeiro, pois se ficássemos somente na decisão, quando viessem as lembranças, logo a decisão seria submergida pela dor da ofensa sofrida; a decisão é um passo – o primeiro – fundamental, para que eu comece a me abrir aos sentimentos de Cristo, ou seja, de compaixão e de misericórdia – especialmente neste caso – tomará o seu devido lugar em meu coração e me curará, quando eu me abrir a esta compaixão e misericórdia, para que possa ser compassivo e ser misericordioso com meu irmão. Aliás, só é compassivo e misericordioso com os outros aquele que saboreou da compaixão e da misericórdia de Jesus Cristo. A decisão de perdoar me abre ao fato de mergulhar no Coração misericordioso e compassivo de Nosso Senhor Jesus Cristo. Tomado e abraçado por esta compaixão e misericórdia, passo a ter as devidas condições de perdoar de forma plena e total; justamente porque conseguirei proporcionar ao outro aquilo que um dia recebi. Ninguém dá aquilo que não tem. Por isso podemos entender aquele homem que não teve misericórdia do seu devedor; ele foi perdoado, devendo muitíssimo mais, mas não teve a coragem de perdoar aquele que pouco lhe devia. Por quê? Porque não tomou a decisão de perdoar; não foi abraçado pela compaixão e misericórdia; e porque não foi tomado pela compaixão e misericórdia, não teve condições de perdoar.

Padre Pacheco - Comunidade Canção Nova



Adalberto Lima
Vocacionado Diocesano

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Não perca, chame seus amigos e venha
no local e data que mais lhe agradar...

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Em uma pesquisa foi encontrada uma definição para Padre, muito bonita, vejam:

"O Padre entende o chamado para ser um servo de Deus, um sacerdote, um pai (padre) à semelhança de Cristo que amou e deu sua vida ao povo pobre, simples e marginalizado. Nunca hesita. Tudo aceita, confia e acredita em Deus e na sua Providência, e caminha seguro para missão que lhe é designada.
É o padre, que através do Evangelho, leva os homens a Deus, pela conversão da fé em Cristo. Por isso, são pessoas que nascem com esse dom e logo cedo ou no momento oportuno, ouvem o chamado de Deus para se consagrarem a servir à comunidade, nos assuntos que se referem a Ele."

Acho que dispensa qualquer tipo de comentário, mas olha essa outra:

Quem é o Padre?
É alguém escolhido por Deus, dentro de uma comunidade, no seio de uma família, para ser o continuador da obra salvadora de Jesus. Ele assume a missão de construir a comunidade.
Por graça e vocação, o padre age em nome de Jesus: ele perdoa os pecados, ele reconcilia seus irmãos com Deus e entre si; ele trás a bênção de Deus para todos.
O padre é aquele que celebra a vida de Deus na vida da comunidade. Na Celebração Eucarística , ele trás Jesus para as comunidades. A Eucaristia é a razão primeira do sacerdócio.
O padre alimenta seus fiéis por esse sacramento, pela sua pregação e pelo seu testemunho.
Padre é o modelo por excelência de Jesus Cristo, o bom Pastor. Por esse motivo ele deve ser como o Cristo Pastor. O Padre deve ser o pastor atencioso de seu rebanho.
Deve guiar por bons caminhos, orientando nas dificuldades e prevenindo quando necessário. Deve defender seus irmãos dos lobos modernos que devoram os menos esclarecidas e dos ladrões que atacam, que confundem e dispersam o único rebanho do Senhor.
Padre é o homem de Deus que deve estar no meio do povo: nas Paróquias, nas Pastorais, nos Seminários, nos Hospitais, nas Escolas e Faculdades, nos Meios de Comunicação Social, nas Comunidades Inseridas e entre os mais pobres e marginalizados... É um sinal de que o Reino de Deus existe entre nós."

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Padre Cléber Leandro de Oliveira, nós do Grupo de Vocacionados 2010, queremos parabenizá-lo primeiramente ao senhor pelo seu primeiro ano de Presbitério e por sua dedicação com nosso grupo, através desta convivência nosso desejo de servir a Deus e a Igreja só tem aumentado. Muito obrigado pelo acompanhamento nesse processo de discernimento, Deus o abençoe e ilumine sempre.
Queremos também parabenizar a todos os Padres de nossa Diocese pelo "Dia do Padre", dizer também que somos muito gratos á Deus pela vida de cada um, pois o acompanhamento de nossos Párocos tem sido de suma importância em nossa caminhada vocacional.
Deus os abençoe, ilumine e dê sempre mais forças para que a cada ano renovem seus votos com Deus e com a Igreja.
Adalberto Lima
Vocacionado Diocesano

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    Minha avó paterna sempre contava que meu pai, quando pequeno, queria ser padre. Chegando o dia da despedida dois cavalos esperavam o vocacionado de malas prontas, para ir ao seminário. As vizinhas se reuniram para ajudar no que fosse necessário.

    Meu pai ficou apavorado com as preocupações das mulheres: Se o menino adoecer, quem será por ele? E se ficar com saudades, poderá voltar para casa? No Seminário, quem vai fazer de pai e de mãe? Não vai viver sozinho, como cachorro sem dono? Será que se acostuma à comida feita em grande quantidade, como aos soldados no quartel? E assim por diante.

    Quando chegou a hora de partir, meu pai já estava escondido no mato e só voltou para casa na escuridão da noite. Assim não ficou padre. Mas sempre se dedicou à comunidade e às vocações sacerdotais e religiosas.

    Aliás, vocação naquele tempo, era sinônimo de padre, irmã religiosa e irmão religioso. Foi o Concílio Ecumênico Vaticano II que mudou a mentalidade. Meu pai ficaria admirado se lesse a orientação sobre o “Mês Vocacional”, no Diretório da Liturgia de 2010. O mês de agosto, conforme o costume da Igreja no Brasil, é dedicado à oração, reflexão e ação nas comunidades sobre o tema das vocações. Por isso, lembra-se:

1ª semana: vocação para ministério ordenado: diáconos, padres e bispos;
2ª semana: vocação para a vida em família (atenção especial aos pais);
3ª semana: vocação para a vida consagrada: religiosos(as) e consagrados(as) seculares;
4ª semana: vocação para os ministérios e serviços na comunidade.



    Muito oportuna a admoestação do apóstolo Pedro a todas as vocações: “Por isso, irmãos, esforçai-vos por consolidar vossa vocação e eleição. Se agirdes assim, não tropeçareis” (2 Pd 1, 10).

    E o apóstolo Paulo, depois de chamar a atenção de que “cada um de nós recebeu a graça na medida do dom de Cristo, explica: “A uns nomeou apóstolos, a outros profetas, evangelistas, pastores e mestres para a formação dos consagrados na obra confiada, para construir o corpo de Cristo” (Ef 4, 11-12).

    Aproveitemos o “Mês Vocacional” para refletir sobre as diversas vocações na Igreja, apoiar as pessoas vocacionadas e orar pela sua perseverança.



Dom Aloísio Sinésio Bohn


Adalberto Lima
Vocacionado Diocesano

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“Jesus chamou os doze e começou a envia-los dois a dois” (Mc 6,7).

    Jesus é o missionário do Pai. Ele é o bom pastor que não se cansa de sair ao encontro das pessoas, pois veio “para reunir os filhos de Deus dispersos” (Jo 11,52). Ele é o Verbo encarnado que “assumiu as nossas dores e carregou as nossas enfermidades” (Mt 8,17) e nos indica como contemplar a ação de Deus na vida das pessoas e na realidade do mundo.

    Diante do centurião de Cafarnaum (Mt 8,10); do paralítico que é colocado na sua presença (Mt 9,2); da mulher com hemorragias que tocou no seu manto (Mt 9,18); da mulher Cananéia que pede por sua filha (Mt 15,28); dos dois cegos em Jericó que gritam pedindo compaixão (Mt 20,29-34), Jesus sempre vê a força da fé, ressalta a ação de Deus.

    Chamando e formando seus discípulos, Jesus os educa para que, na profunda comunhão com ele, encontrem sempre os sinais da ação de Deus e vejam nos pobres os sinais de sua presença viva: “todas as vezes que fizestes isso a um destes mais pequenos, que são meus irmãos, foi a mim que o fizestes!” (Mt 25,40).

    O discípulo missionário, e em especial o ministro ordenado presbítero, guarda sempre no coração a palavra de Jesus: “sem mim, nada podeis fazer” (Jo 15,5) e está convencido de que necessita recomeçar sempre a partir de Jesus Cristo missionário servo, identificado com os pobres.

    O Evangelho nos mostra que tanto o chamado quanto a missão nascem do próprio Jesus Cristo. A iniciativa é sempre dele. Pela força do seu Espírito, ele nos concede a graça de respondermos sim ao seu chamado. Essa resposta vai acontecendo à medida em que nos encontramos com ele. Esse encontro nos faz mergulhar na experiência da presença do Verbo Encarnado, nos dá o motivo para segui-lo, sendo discípulos dele, fazendo parte de sua família, isto é, da comunidade, e sendo marcados por seu estilo de vida e suas motivações.

    Essa convicção perpassa a vida de cada presbítero, dando-lhe a marca fundamental para sua vida e missão. São muitos os presbíteros que, no dia de sua vida nas grandes cidades, nas periferias, no interior, no sertão do nordeste ou na Amazônia, se dedicam ao trabalho de evangelização e encontram nesse mesmo trabalho uma fonte de graça, pois cada atividade se torna oportunidade para o encontro com Jesus Cristo. Desse modo, o exercício do ministério não pode ser visto somente como desgaste; pois ele fortalece a vida e a missão do ministro ordenado à medida em que descobre e contempla a ação do Espírito de Deus nas pessoas, nos fatos, nas várias atividades, na realidade como um todo. A experiência nos diz que “um olhar contemplativo sobre a vida, constantemente avivado e purificado na oração, é uma fonte de conhecimento de Jesus Cristo e de dinamismo missionário”.

    Lembro-me de Renato, adolescente da comunidade de Nova Esperança, Km 50 da BR Santarém-Cuiabá. Era quarta-feira santa deste ano de 2010 e fui presidir a santa eucaristia nessa comunidade. Após o Evangelho que falava sobre a traição de Judas, perguntei a Renato: Judas traiu Jesus por 30 moedas de prata. Você o trairia por cem moedas? Ele respondeu: Não. Outra vez lhe perguntei: e se lhe oferecessem 200 moedas de prata? Ele, taxativamente, respondeu: Não. E, pela terceira vez, lhe dirigi a pergunta: E se lhe oferecessem quinhentas moedas de prata? Sem duvidar, Renato falou: Não trairia Jesus mesmo se me oferecessem mil moedas de prata ou de ouro. A minha curiosidade aumentou e me dirigi ao adolescente: Renato, por que você não trairia Jesus? Ele respondeu, de modo inspirado: “Não trairia jamais, porque amo Jesus!”.

    Eu fiquei muito surpreso com a resposta! Agradeci muito a Deus pelo testemunho de Renato. E, me perguntei: O que Deus me diz através desse testemunho? Voltei para Santarém com aquela pergunta no coração, procurando iluminar aquela experiência com a Palavra de Deus e fazendo a ligação com o tema do ano sacerdotal: Fidelidade de Cristo, fidelidade do sacerdote!

    A partir desta e de outras tantas experiências, vemos que tem um sentido profundo o que, a esse respeito, diz o Vaticano II: “Os presbíteros atingem a santidade pelo próprio exercício do seu ministério, realizado sincera e infatigavelmente no espírito de Cristo” (PO 13). Esse modo de viver o ministério traz esperança e torna-se sinal de esperança que aponta sempre para Jesus Cristo que assumiu nossa natureza humana e, ressuscitado, envia seus discípulos missionários, garantindo-lhes: “Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos” (Mt 28,20).

    Para beber nessa fonte, não posso, de nenhum modo, viver o ministério como uma função que se esgota em si mesma. Sou chamado a ser um contemplativo na ação, a fim de que possa acolher o que o Espírito de Deus me diz em cada encontro, em cada atividade e em cada etapa do processo de evangelização. Essa contemplação certamente poderá se torna mais profunda se o discernimento das “sementes do Verbo” for feito em equipe. A ajuda de outros irmãos é de grande importância, mesmo que para isso necessite percorrer algumas horas em barco, ônibus ou carro! É a partir de Cristo – Palavra e Pão da Vida, missionário identificado com os pobres - que as experiências partilhadas ganham um alcance maior: podem tornar-se fonte espiritual para vivência do próprio ministério ordenado, caminho de santidade.

    O papa João Paulo II escreveu: “O missionário deve ser “um contemplativo na ação”. Encontra resposta aos problemas, na luz da palavra de Deus e na oração pessoal e comunitária. O contato com os representantes das tradições espirituais não-cristãs, e, em particular as da Ásia, persuadiu-me de que o fruto da missão depende, em grande parte, da contemplação. O missionário, se não é contemplativo, não pode anunciar Cristo de modo crível. Ele é uma testemunha da experiência de Deus e deve poder dizer como os apóstolos: “O que nós contemplamos, ou seja, o Verbo da vida (...), nós vo-lo anunciamos” (1Jo 1,1-3)” (RM 91).

    Na verdade, “Conhecer Jesus Cristo pela fé é nossa alegria; segui-lo é uma graça, e transmitir este tesouro aos demais é uma tarefa que o Senhor nos confiou ao nos chamar e nos escolher” (DAp 18).

    Deus abençoe cada presbítero, em especial os diocesanos, e conceda aos que trabalham nos seminários com os seus formandos, bem como aos demais que doam sua vida em outras áreas da missão a pedido da Igreja, a graça de acolher e viver o seguimento a Jesus Cristo missionário hoje!

Parabéns pelo dia do Presbítero!



D. Esmeraldo Farias
Bispo Diocesano de Santarém - PA


Adalberto Lima
Vocacionado Diocesano

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