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Nossa Sra. das Vocações

Nossa Sra. das Vocações
Senhor que dissestes "a messe é grande e poucos são os operários", nós vos pedimos que envieis muitas e santas vocações sacerdotais e religiosas para nossa Diocese. Necessitamos de sacerdotes que nos dêem o pão da Eucaristia e o Pão da Palavra e assim possamos viver a vossa vida. Virgem Santíssima, Mãe dos sacerdotes, intercedei junto a vossa Divino Filho pela perseverança e santidade de nossos sacerdotes e seminaristas. Amém. Nossa Senhora das Vocações, rogai por nós!

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Guarulhos, São Paulo, Brazil
Somos irmãos no Discernimento Vocacional da Diocese de Guarulhos ( Marcelo, Nilton, Ricardo, Robson, Ítalo e o Bruno ) que, movidos pelo Espírito Santo tivemos a idéia de montar esse blog inspirado nos emails que trocamos. Com um único objetivo: transmitir mensagens de fortalecimento da fé, partilhar de nossa caminhada. Publicar tudo o que é suscitado em nossos corações. As tribulações, as vitórias e as alegrias que alcançamos dia-a-dia com Jesus e Maria. Seguindo a ordem nos dada pelo mestre dos mestres: " Ide pelo mundo e pregai o evangelho a toda criatura" Venha fazer parte conosco dessa missão confiada à todos nós!

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    Era uma vez dois amigos que foram criados juntos. Com o passar do tempo foram se distanciando, como acontece com todos os amigos ao saírem para a vida.

    O primeiro conseguiu descobrir o prazer em aprender. Assim, investia boa parte do seu tempo nessa atividade. Nos estudos e em tudo que fazia se determinava a aprender. Fixava-se em seu propósito, fazendo primeiro o que era preciso e depois o que queria.


    O segundo resolveu que não era preciso dedicar-se com tanto cuidado. Passava na escola, mas estudava pouco. Obedecia sempre a sua voz interior, fazendo primeiro o que queria e, depois, no tempo que lhe sobrava, o que realmente era preciso.

    Certo dia o reinado abriu concurso para prestadores de serviços ao rei. Os dois amigos passaram. A sorte maior apareceu para o primeiro. Foi contratado como conselheiro do rei. Já o segundo conseguiu serviço como remador no navio da realeza.

    Um dia o rei e seus conselheiros embarcaram para uma viagem no mar. Falavam de negócios enquanto aproveitaram a brisa que soprava do mar.


    Enquanto isto, mas próximo da popa, os remadores suavam para fazer o navio seguir adiante. O remador, vendo seu amigo de infância bem à vontade em companhia do rei, ficou abalado, e, quanto mais pensava, mais furioso ficava. Ao anoitecer, já cansado de tanto remar, não se conteve e começou a resmungar para outro amigo remador:

    - Olhe aqueles inúteis. Intitulam-se conselheiros estratégicos, mas ficam à toa, jogando conversa fora. Por que é que temos que suar tanto para levar o navio deles adiante? Isto não é justo! Afinal, não somos filhos de Deus?

    Ao ancorarem o navio para pernoitar, o remador foi acordado no meio da noite por uma mão que lhe sacudia. Era o rei em pessoa, e lhe pediu, falando baixo:


    - Há um barulho esquisito vindo daquela direção – disse, apontando para a terra. – Não consigo dormir, imaginando o que seja. Por favor, vá e descubra o que é.

    O remador pulou do navio e subiu para o alto de um morro. Voltou pouco depois com a informação.

    - Não é nada, Vossa Majestade. São alguns lenhadores cortando árvores, por isso há tanto barulho na floresta.

    - Remador, quantos lenhadores são?

    O remador não tinha se dado ao trabalho de olhar com mais cuidado. Pulou do navio. Nadou até a praia. Correu morro acima. Voltou.


    - Vinte e um, Vossa Majestade.


    - Remador, que tipo de árvore é?

    Ele esqueceu de reparar. Lá voltou e retornou, dizendo:


    - Pinheiros, Vossa Majestade.

    - Remador, por que estão cortando as árvores?

    Lá foi ele de novo...


    - Para vender, Vossa Majestade.


    - Remador, quem é o dono das árvores?

    De novo ele teve que voltar.


    - Disseram que é um homem muito rico, Vossa Majestade.

    - Remador, obrigado. Agora venha comigo, por favor.


    Os dois, o rei e o remador foram até a proa do navio e o rei acordou o amigo da infância do remador.

    - Conselheiro, há um barulho esquisito vindo daquela direção – disse, apontando para a terra. – Não consigo dormir, imaginando o que seja. Por favor, vá e descubra o que é.


    O Conselheiro desapareceu rumo a terra e voltou pouco depois.

    - É uma equipe de lenhadores, Vossa Majestade.

    - Conselheiro, quantos são?

    - Vinte e um, Majestade.

    - Conselheiro, que tipo de árvore é?

    - São pinheiros, Majestade. Excelentes para construir casas.

    - Conselheiro, por que estão cortando as árvores?

    - Para negociar, Majestade. O reflorestamento de pinheiros é do prefeito do vilarejo. Ele realiza o corte a cada dois anos. O corte é autorizado, me mostrou o ofício. Ele pede desculpas pelo barulho e convida Vossa Majestade para o café da manhã, que será preparado especialmente para recebê-lo.


    O rei olhou para o remador:

    -Remador ouviu seus resmungos. Sim, todos nós somos filhos de Deus. Mas todos os filhos de Deus têm seu trabalho para executar. Precisei mandá-lo quatro vezes a terra para obter respostas. Meu conselheiro foi uma vez só. E é por isso que ele é meu conselheiro estratégico, e você fica com os remos do navio.

    Pois é, qualquer semelhança com o mundo corporativo não é mero acaso, encontramos todos os dias uma porção de pessoas que vivem reclamando da sorte, do destino que atribuem seus fracassos aos outros. São estes que vivem tendo iniciativas, mas não tem “acabativas”, prendem se nas regras e normas, falta de tempo e no azar do destino, outros vão e fazem. Esta é a grande diferença... Fazer.
  
Portanto Just do It, ou seja, Faça Já.


Sucesso Sempre!



FONTE: Cláudio Tomanini - 26/08/2010.
 
 
Adalberto Lima
Vocacionado Diocesano

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O afeto das pessoas se conquista com os gestos simples




    No mundo da ciência e da tecnologia, a palavra de ordem que comanda é a "perfeição", a alta definição.

    Acontece que isso não satisfaz às exigências dos seus destinatários, isto é, a realização da felicidade da realidade social. As pessoas não têm sido mais felizes por isso. É sinal de que algo não está totalmente certo e perfeito.

    De outro lado, temos os indicativos precisos da Palavra de Deus. Jesus convida as pessoas para que deixem a arrogância, a autossuficiência, o querer ocupar os primeiros lugares e o ser melhores do que os outros. A forma de ser feliz passa por outros caminhos, pela prática da sabedoria e da gratuidade.

    Não podemos nos conformar com uma cultura de "qualidade total" no seu instrumental de ação deixando na marginalidade os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos e desvalidos de hoje. Um tempo de prosperidade e de desenvolvimento não pode ser excludente a ponto de privilegiar alguns e não levar em conta a maioria da população.

    Um mundo de igualdade, apesar dos direitos individuais adquiridos honestamente, leva a superar as desigualdades e a competição social existente.

    Não é fácil entender e praticar a proposta do Evangelho quando diz que "o primeiro é aquele que serve, o maior é o último". Nestas atitudes estão os autênticos valores para o cristão.

    A sociedade capitalista vive num intercâmbio de favores. Ela negocia com quem é capaz de competir, deixando de lado o valor da gratuidade, do perdão a quem não pode pagar e da realidade do pobre. Esses últimos não têm lugar à mesa da classe abastada e privilegiada na posse de bens materiais.

    O importante é viver com sabedoria, confiante em Deus e na humildade de coração. O afeto das pessoas e de Deus se conquista com os gestos simples de humildade, muito mais do que com presentes valiosos, mas sem a força do amor e da espiritualidade. Isso significa que os mistérios de Deus são revelados aos simples e não aos orgulhosos e autossuficientes.

    Dom Paulo Mendes Peixoto
    Diocese de S. Jose Rio Preto - SP


Adalberto Lima
Vocacionado Diocesano

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Estimados Vocacionados de nossa Diocese de Guarulhos,

Pela graça de Deus nós, Padre Cléber Leandro de Oliveira e Seminarista Marcos José estamos participando do III Congresso Vocacional do Brasil, em Indaiatuba – Itaíci.

Este Congresso tem como finalidade celebrar a caminhada vocacional da Igreja no Brasil, em continuidade dos Congressos anteriores, à luz do Sínodo sobre a Palavra de Deus e acolhendo as orientações da Conferência de Aparecida, com seus referenciais para a vida (discipulado) e para o serviço das vocações (missão).

Como podemos contemplar no Documento preparatório para o Congresso ele “se propõe, e certamente dele se espera, do ponto de vista temático e pastoral, que na animação vocacional e no trabalho de seus agentes, se garanta a centralidade do encontro com a pessoa de Jesus Cristo e a conversão pastoral.”

Durante todo este ano da caminhada deste grupo muito peculiar, estamos buscando sem cessar que cada um de vocês tenham um encontro pessoal com Jesus Cristo, através da história pessoal de cada um, pois somente Ele é que faz o verdadeiro chamado vocacional, gerando felicidade plena ao vocacionado que responde generosamente ao apelo do Senhor.

Estamos aqui pela Igreja e também por vocês que também são Igreja e que têm neste Congresso uma atenção especial. Assim sendo rogamos a cada um de vocês que rezem por nós para que o Espírito Santo nos ilumine, podendo assim levar todos os frutos deste Congresso para toda nossa Igreja de Guarulhos. Que Maria, mãe e rainha das vocações, interceda por todos que respondem à vocação dando sua resposta de amor a Deus e a Igreja.

Deus vos abençoe,

Pe. Cleber Leandro de Oliveira
Assessor Diocesano do SAV-PV

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    É Deus quem fala: “Enviarei um anjo adiante a ti para te guardar no caminho e te fazer entrar no lugar que eu preparei”. Não nos resta nenhuma dúvida: Deus nos preparou o Céu. O caminho, então, não é uma estrada para o sucesso. É muito mais! O anjo está ao nosso lado para nos proteger, amparar e nos conduzir para o lugar que Deus preparou, e este lugar é o Céu; é o próprio Deus.

    Seu anjo sabe de todas essas dificuldades pelas quais você passa, conhece todas as tentações que você enfrenta; por isso, ele está aí; porque você precisa dele. Quando Deus diz: “Presta-lhe atenção e ouve a sua voz. Não deves contrariá-lo. Ele não suportaria a vossa revolta, pois nele está o Meu nome”, quer dizer que a essência do próprio Deus está em seu anjo da guarda. O que Deus é e o que Ele quer para você está nesse companheiro colocado a seu lado, portanto: “se ouvires a sua voz e fizeres o que eu digo, serei o inimigo dos teus inimigos e o adversário dos teus adversários”. Ele sempre estará com você e o conduzirá.

    Deus abençoe você!

 (Trecho do livro "Anjos, companheiros no dia a dia" de monsenhor Jonas Abib)


Willian Eduardo
Vocacionado Diocesano

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Do que vale uma perfeição que sufoca o outro?


    Constatamos claramente que existe na sociedade de hoje uma suposta "cultura do imediatismo", e se analisarmos cuidadosamente nosso proceder encontraremos nele marcas desse imediatismo vigente.

    Queremos tudo pronto, do jeito que idealizamos e na hora em que pensamos. Por isso, o homem contemporâneo se perde cada vez mais em uma profunda superficialidade, pois não consegue experimentar o crescimento e a maturidade que o ato de esperar traz a cada pessoa. Como diz o ditado: "O apressado come cru". É verdade. Basta olhar para os fatos.

    Quantas são as pessoas que se encontram infelizes ou se separaram, partiram, enfim, porque se casaram precipitadamente… Quantos jovens se encontravam ansiosos para casar e, até contrariando a muitos, se casaram antes da hora, e depois como fruto de sua impaciência vivem um verdadeiro inferno conjugal. E o que é pior: chegando até a culpar a Deus pelo seu infortúnio.

    Na hora de fazer algo não se pensa em Deus nem se pergunta para Ele, depois cruelmente Ele se torna o vilão da história… É como o aborto. "Na hora de fazer ninguém pensa", depois que acontece a gravidez surgem as justificativas: "Não tenho condições de criar essa criança". Ou "Não tenho uma boa situação financeira, por isso não poderei dar uma boa educação [para a criança]". Por que não se pensa nisso na hora de concretizar o ato? Por onde andava a "responsabilidade" nesse momento?

    Agir precipitadamente em busca de um prazer imediato muitos querem, mas assumir as consequências de suas ações poucos ou quase ninguém quer… É nossa a responsabilidade pelos nossos atos, ou pelo menos deveria ser.

Saber esperar o tempo certo é sinal de maturidade. Quem é maduro espera, quem não o é inventa motivos ilusórios para fazer sua vontade antes do tempo.

    "A paciência tudo alcança", a espera nos faz crescer. Deus lhe dará o que você pede (se for conforme a vontade d'Ele), mas, antes, Ele o prepara para receber. E saiba que é sempre mais do que foi pedido. Basta apenas confiar e esperar n'Ele.

    Precisamos aprender a não desistir; a não desistir dos outros e, principalmente, de nós mesmos. Tudo tem seu tempo, é necessário dar tempo ao tempo, cada pessoa tem seu tempo de amadurecer e crescer, não temos o direito de desistir das pessoas impulsionados pelo nosso imediatismo.
    Quem é maduro sabe esperar o tempo de cada pessoa, o tempo do amigo, da esposa, do companheiro de trabalho, entre outros. Temos que acreditar nas pessoas, enxergando além de suas fraquezas do hoje, pois o mundo está carente de pessoas que vejam nas outras a virtude que está por vir, o positivo que está escondido por detrás da imperfeição… Já existe muita gente que condena e aponta o erro, precisamos de gente que aja de forma diferente.

    Você também não tem o direito de desistir de você, nem de ninguém. Calma. Aos poucos tudo se encaixa. Tenha paciência consigo, pois, “a conversão é um processo e não uma mágica…”

    Tenho medo de pessoas que se acreditam práticas e resolvidas demais, pessoas que são rápidas e boas em tudo, pois estas, por inúmeras vezes, matam a muitos que precisam ter a oportunidade de ser gente; "gente que não nasce sabendo e que aprende aos poucos".

    Do que vale uma perfeição que sufoca o outro? Jesus nunca nos pediu isso. Ao contrário, Ele nos pede a misericórdia.

"Paciência não se ganha, se conquista, mas, com paciência…". Se você não entendeu alguma coisa, não se preocupe, calma. Aos poucos você vai compreender… Aliás, quem foi que disse que você tem de entender tudo? Quem!?

    Adriano Zandoná - Seminarista e Missionário Canção Nova

 

Adalberto Lima
Vocacionado Diocesano

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    Desde o Concílio Vaticano II, convocado em dezembro de 1961, pelo Papa João XXIII, a Bíblia ocupou espaço privilegiado na família, nos círculos bíblicos, na catequese, nos grupos de reflexão, nas comunidades eclesiais. O mês de setembro se tornou o mês referência para o estudo, a vivência e o testemunho da Palavra de Deus. Tornando-se o Mês da Bíblia.

    Este ano, 2010, será o 39º ano que a Igreja celebra o Mês da Bíblia. A celebração surgiu em 1971, por ocasião do cinquentenário da Arquidiocese de Belo Horizonte (MG), e logo em seguida, a proposta foi lançada e aceita por toda a Igreja no Brasil.

    A Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-catequética, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), juntamente com o Grupo de Reflexão Bíblica Nacional (GREBIN), dando continuidade à 12ª Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos (2008), propôs para o Mês da Bíblia deste ano o estudo do livro de Jonas, com destaque para a evangelização e a missão na cidade.

    “Ele [livro de Jonas] tem como objetivo principal ajudar o povo a cumprir o anseio do último Sínodo (2008) que destacou o mandato missionário de todo cristão como consequência do Batismo. Acrescenta-se a isso o fato do documento de Aparecida também destacar o valor do mandato missionário. Outras motivações contribuíram para a escolha do livro de Jonas: a Campanha da Fraternidade Ecumênica e o Ano Paulino, que refletiram sobre a evangelização do mundo urbano. Através do livro de Jonas, Deus faz o mesmo apelo aos cristãos de hoje: ‘Levanta-te e vai à grande cidade’ (Jn 1,2) para denunciar as injustiças e proclamar a sua misericórdia”, destacou o bispo da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-catequética, Dom Jacinto Bergmann.

    Para a assessora da Comissão Bíblico-catequética, Maria Cecília Rover, responsável pela parte bíblica da Comissão, o Documento de Aparecida trata o caminho de formação dos discípulos missionários, principalmente apontando para o texto escolhido para o Mês da Bíblia 2010. “O Documento de Aparecida nos alerta para as muitas formas de nos aproximarmos da Sagrada Escritura, e destaco a Leitura Orante como a maneira privilegiada. No Livro de Jonas, ele nos ensina a não temermos os grandes desafios, levando o Evangelho a todas as direções que seguirmos. Este é o grande auxílio que vejo com o Mês da Bíblia, ele mobiliza a sociedade em torno de um tema específico, fortalecendo a comunhão social e despertando o ardor missionário de cada cristão”.

    Este ano, a novidade fica por conta do livreto, em forma de leitura orante, confeccionado pelo GREBIN, e nele consta quatro leituras sobre o livro de Jonas. Além do livro, há o cartaz e o texto-base. Os materiais podem ser adquiridos pelas Edições CNBB, no endereço www.edicoescnbb.com.br e o texto-base está disponível gratuitamente na página da Comissão.


    Redação Canção Nova



Adalberto Lima
Vocacionado Diocesano

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    "É isto, queridos amigos, o selo de uma experiência autêntica do Espírito Santo, fonte de todo o carisma: a pessoa depositária de dons sobrenaturais nunca se orgulha, não os ostenta e, sobretudo, mostra total obediência à autoridade eclesial. Todo o dom distribuído pelo Espírito Santo, de fato, é destinado à edificação da Igreja, e a Igreja, através de seus Pastores, reconhece sua autenticidade", disse Bento XVI na Catequese desta quarta-feira, 1º.

    O encontro do Papa com os peregrinos foi dedicado à figura de Santa Hildegarda di Bingen e aconteceu às 10h30min (em Roma – 5h30min em Brasília). Pela primeira vez na história, a audiência aconteceu na praça em frente ao Palácio Apostólico de Castel Gandolfo, e não dentro do edifício.

    "Em 1998, por ocasião do Ano Mariano, o Venerável João Paulo II escreveu uma Carta Apostólica intitulada Mulieris dignitatem, tratando do papel precioso que as mulheres desenvolveram e desenvolvem na vida da Igreja", reconheceu o Santo padre.

    O Pontífice falou sobre os dons sobrenaturais fazendo alusão às experiências místicas de Santa Hildegarda, que viveu na Alemanha, durante a Idade Média. A santa teve visões místicas e "como sempre acontece na vida dos verdadeiros místicos, também Hildegarda desejou submeter-se à autoridade de pessoas sábias para discernir a origem das suas visões, temendo que fossem fruto de ilusões e que não viessem de Deus", explica Bento XVI.

    São Bernardo de Claraval e o Papa Eugenio III foram personagens importantes nessa página da vida de Hildegarda, que ficou conhecida por seus contemporâneos como "profetiza teutônica".

    O Bispo de Roma também destacou o estilo da santa para exercer o ministério da autoridade como exemplar para toda a comunidade religiosa: "Isso suscitava uma santa emulação na prática do bem, tanto que, como é evidente a partir de testemunhos da época, a madre e as filhas competiam no estimar-se e no servir umas às outras".

    "Falarei novamente, na próxima quarta-feira, sobre esta grande mulher 'profetiza', que fala com grande atualidade também hoje a nós, com a sua corajosa capacidade de discernir os sinais dos tempos, com o seu amor pela criação, a sua medicina, a sua poesia, a sua música, que hoje é reconstruída, o seu amor por Cristo e pela Sua Igreja, sofredora também naquele tempo, ferida também naquele tempo pelos pecados dos padres e dos leigos, e tanto mais amada como corpo de Cristo", finalizou.

    Leonardo Meira - Canção Nova
 
 
 
Adalberto Lima
Vocacionado Diocesano

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