Iae Galera,
Para quem não viu ainda, as fotos dos últimos dois eventos promovidos pela equipe do SAV-PV e Pastoral da Eduação, já estão disponíveis em nosso perfil do Orkut... Não deixe de visitar!!!!
Abraços,
Adalberto Lima
Vocacionado Diocesano
É necessário priorizar nossas atividades
O melhor presente é o tempo presente, por isso é preciso aproveitá-lo bem. Há uma ciência para utilizar o tempo. Não se trata de fazer as coisas correndo, mas de não desperdiçá-lo com coisas sem sentido.
Para viver bem é preciso saber usar o tempo; é nele que construímos a nossa vida. Cada momento de nossa existência tem consequências nesta vida e na eternidade. Por isso, não podemos ficar “matando o tempo”; pois seria o mesmo que estar matando a nossa sua vida aos poucos.
Na verdade, o presente é a única dádiva que temos, porque o passado já se foi e o futuro a Deus pertence. Viva intensamente o presente e tenha sempre em mente que a pessoa mais importante é essa que está agora na sua frente. O trabalho mais importante é este que você está fazendo agora; o dia mais importante da vida é este que você está vivendo hoje; o tempo mais importante é o agora.
Alguns me perguntam como consigo fazer tantas coisas; a resposta é simples: se não perder tempo, pode-se para fazer tudo que é importante. É claro que precisamos priorizar as atividades.
Viver é como escrever um livro, cujas páginas são nossos atos, palavras, intenções e pensamentos.
As coisas pequenas, mas vividas com amor, assumem um valor elevado; enquanto muitos momentos aparentemente brilhantes são comparáveis a bolhas de sabão.
Abrace com toda força as oportunidades que você tiver para crescer nos estudos e numa profissão. A vida não nos dá muitas chances, e se você não as aproveitar bem, poderá chorar mais tarde.
Nunca fique sem fazer nada, ainda que você esteja desempregado ou de férias; pois sabemos que “mente vazia e desocupada é oficina do diabo”. Descansar não quer dizer ficar sem fazer nada, é mudar de atividade. Mesmo no campo ou na praia de férias, você pode fazer algo que o descanse e que seja útil.
Se fizermos as contas, veremos que todas as manhãs são creditados 86.400 segundos para cada um de nós; e todas as noites este saldo é debitado como perda e não nos é permitido acumulá-lo para o dia seguinte. Todas as manhãs a sua conta é reiniciada, e todas as noites as sobras do dia anterior se evaporam.
Não há volta. Você precisa aplicar, vivendo o presente, o seu depósito diário. Invista, então, no que for melhor, em bens definitivos e não fugazes. Faça o melhor cada dia.
Para você perceber o valor de um ano, pergunte a um estudante que repetiu de ano. Para perceber o valor de um mês, pergunte para uma mãe que teve o seu bebê prematuramente.
Para você perceber o valor de uma semana, pergunte a um editor de jornal semanal. Para perceber o valor de uma hora, pergunte aos namorados que estão esperando para se encontrar.
Para você perceber o valor de um minuto, pergunte a uma pessoa que perdeu o ônibus. Para perceber o valor de um segundo, pergunte a uma pessoa que conseguiu evitar um acidente.
Para você perceber o valor de um milésimo de segundo, pergunte a alguém que conquistou a medalha de ouro em uma Olimpíada.
Lembre-se: o tempo não espera por ninguém. O dia de ontem é história, o de amanhã é um mistério, o de hoje é uma dádiva; por isso é chamado Presente!
Não deixe que o tempo escorra por entre os dedos abertos de suas mãos vazias. Segure-o de qualquer maneira para que ele vire eternidade.
Por que esperar amanhã para viver?
O presente está cheio do passado e repleto do futuro. O bom aproveitamento do dia de hoje é a melhor preparação para o dia de amanhã. O tempo é sagrado, porque o evento da salvação se inseriu no seu histórico; mas é preciso ter uma noção correta do uso do tempo. Alguns pensam que “tempo é dinheiro” e não conseguem parar. Não é assim.
Emmir Nogueira tem uma bela reflexão baseada em Jacques Phillippe, autor de “Liberdade Interior” (Ed. Shalom, 2004), o qual nos ensina que há dois tempos: um exterior (contato pelo relógio) e outro interior (contado pelo amor). Transcrevo aqui uma reflexão desse livro:
"O tempo exterior é o tempo do fazer, do trabalhar, estudar, produzir, produzir, produzir. É o tempo das horas marcadas, das agendas lotadas, dos compromissos importantes e inadiáveis. É o momento que estressa, envelhece, desgasta e irrita. Período que me fecha em mim mesmo, que me leva a pensar mais em mim do que nos outros, tempo de receber e acumular. Tempo de usura."
"O tempo interior é o de ser, de trabalhar com gratuidade, estudar com extasiamento, produzir para o bem de todos, ainda que me 'prejudique'. É o momento de esquecer o relógio diante da necessidade do outro. Tempo das agendas, em cujas páginas sempre cabe mais uma horinha, tempo dos importantes e inadiáveis compromissos com a vontade de Deus."
"Tempo interior é o tempo que pacifica ao ser doado e rejuvenesce, porque tudo espera; tempo que refaz, porque tudo crê; paciente, porque tudo suporta. É quando me abro para o outro e para as boas surpresas de Deus, tempo de dar e partilhar; de gratuidade. É aquele tempo que se chama "paciência histórica", ciente de que Deus tem o comando de tudo; por isso não se apressa em julgar e se recusa a imprimir sentenças."
"Tempo interior é momento de quem ora, de amor registrado pelos relógios da eternidade, sem ponteiros nem dígitos; tempo que sempre sobra. É o tempo em que Deus vive, quando se partilha com Ele carregado dos seus segredos de amor. Tempo que "guarda tudo em seu coração", submete-se inteiramente à vontade do Senhor. O tempo da eternidade vivido no espaço que se chama hoje."
Usamos tanto a palavra URGENTE, que ela perdeu sua força. O que é urgente de fato? As nossas correrias? Não. Urgente é saber perguntar: qual o sentido de tudo o que estou fazendo? O mais iminente é saber agradecer a Deus o nascer do Sol que se repete a cada dia, é o relacionamento com os filhos, o abraço na esposa, é saber gastar o tempo com os outros. Urgente é não se esquecer de viver a vida.
As pessoas não se tornam grandes por fazerem grandes coisas. Fazem grandes coisas por serem grandes pessoas. Para ser grande é preciso, pacientemente, construir-se a cada dia.
Prof. Felipe Aquino - Canção Nova
Adalberto Lima
Vocacionado Diocesano
Ninguém é obrigado a fazer o que queremos
Nem sempre as coisas são como queremos e idealizamos, e é bom que isso seja assim, pois nem sempre o que queremos é o melhor para nós. Toda existência humana é marcada pela “condição de contradição”, ou seja, pela fraqueza, pecado e, conseqüentemente, pela queda.
Perder faz parte da vida e aceitar a própria condição limitada é sinal de sabedoria. É horrível conviver com alguém que crê ser absoluto e acredita que todos têm o dever de satisfazer suas vontades.
Há muitos pais que estragam seus filhos, porque não lhes ensinam que o “não” também faz crescer, e que a queda pode também ensinar. Há filhos que não aprendem, em casa, que na vida nós também perdemos. Precisamos aprender a lidar com nossos fracassos. Muitos não suportam os fracassos próprios da vida, porque foram educados somente para ganhar.
Para superarmos as quedas impostas pela vida precisamos ter a humildade de saber perder.
As pessoas não são obrigadas a ser e a fazer o que queremos; elas não são obrigadas a corresponder às nossas expectativas.
A maturidade se expressa quando o coração consegue deixar livre um outro coração que não quis pertencer a ele nem corresponder a seus desejos.
O fato de sermos contrariados é uma experiência que nos faz mais fortes, pois, compreendemos que nossa maneira de pensar não é a única nem a melhor, e que não estamos sempre certos. Precisamos saber perder e sair de cena quando erramos, quando não estamos com a razão.
Perfeição cristã não significa ausência de erro, mas capacidade de perdoar e recomeçar sempre. Não temos a obrigação de acertar sempre, mas temos sim o dever de aprender com nossos erros. Quem não sabe perder perde sempre, pois acaba sendo humilhado pelo fato de não aceitar a própria fraqueza; querendo, assim, ser o que não é e fazer o que ainda não é capaz.
Quem não sabe perder busca sempre levar vantagem sobre tudo e todos, tornando-se alguém insuportável e arrogante.
A humildade é escola da virtude, e grandeza é aceitar com ternura aquilo que se é.
A vida não diz sempre "sim", e a alma se torna grande quando é capaz de sorrir também diante do “não”. Aceitar que nem todos nos amam, que não somos bons nem os melhores em tudo, são expressões de um coração que compreendeu verdadeiramente o que significa “viver bem”. A derrota é sempre uma possibilidade de recomeço e crescimento para quem sabe bem aproveitá-la. Que esta não seja para nós motivo de paralisia, mas um trampolim a nos lançar nos braços da vitória.
Deus o abençoe!
Adriano Zandoná - Seminarista e Missionário Canção Nova
Adalberto Lima
Vocacionado Diocesano
O Evangelho de hoje, reconhecidamente vocacional, nos traz frases chaves, que são essenciais para que a nossa missão tenha êxito: “pedi ao dono da messe”, ou seja, a prática da oração; “eis que vos envio”, porque agimos em nome de Jesus e na sua obra; “não leveis bolsa...” porque os valores materiais não dão garantia do sucesso do trabalho evangelizador; “dizei primeiro: ‘a paz...’”, porque devemos ser anunciadores do Evangelho da paz; “permanecei”, pois se não há comunhão, não pode haver evangelização; “curai os doentes”, ou seja, entregue-se à prática libertadora para que haja vida em abundância; “e dizei ao povo”, para que a Palavra seja anunciada, mas o anúncio seja acompanhado da prática evangélica.
Fonte: Boletim Diário da CNBB, 18 de Outrubro de 2010.
Adalberto Lima
Vocacionado Diocesano
Diante da realidade, vejo que não existe só fanático religioso ou de futebol. São muitos e mais graves os fanatismos que nos rodeiam, fazendo de nós objetos de joguetes nas mãos de alheios, escravos das máquinas. O nosso ser gente, pessoa, com coração e sentimentos humanos para humanizar as relações, é substituído pela frieza da técnica cada vez mais ágil e cheia de surpresas.
A civilização da máquina, dos computadores traz um ingrediente tremendamente perigoso, chamado fanatismo. Os relacionamentos entre pessoas acabam acontecendo online. O Orkut, MSN, Twitter, blogs etc. vem substituindo o contato humano de coração a coração.
O fanatismo tecnológico acaba com a vida de pessoas que necessitam de afeto, carinho, calor humano. Caminhamos para uma desumanização cada vez maior. O ser humano cercado de botões e automatis mos perde o sentido profundo de ser gente; isso tem sabor de morte.
Outro fanatismo, não menos pior, é o fanatismo político. As comunidades marcadamente cristãs são levadas a viver, não só durante o pleito eleitoral, mas depois e por muito tempo, as chagas da divisão, do ódio, da inimizade.
A luta por partidos, a defesa ferrenha de candidatos, por puro fanatismo, como se fosse a única verdade, o único candidato verdadeiro e justo na face da terra, cria e continua criando verdadeiro clima de guerra.
Pessoas amigas, parentes e vizinhos já não se conhecem mais depois das eleições. Essa é a consequência mais forte e lamentável que fica na sociedade e na Igreja. Por mais cristão que seja, por mais abertura que se tenha, por mais liberdade que se promova, sempre fica a marca diabólica do fanatismo político sem razão e muito menos coração.
Não de hoje e nem de amanhã, assistimos verdadeiras guerras promovidas pe lo fanatismo religioso. Como entender que pelo fato de eu crer de modo diferente, de cultivar um sentido religioso que foge às convicções de outros, ou até do que é mais sagrado para mim, eu tenha que ser exorcizado da face da terra?
Como entender hoje que, em nome de Deus, se deve matar ou morrer? No meu pobre entender, não tem outra explicação do que o fanatismo criado pela visão obtusa da verdade para mim. Com que direito, em base a que verdade se justifica a exclusão, o preconceito, o julgamento de quem se salva ou não, e até o direito de matar ou morrer só porque me fechei em uma única e pura verdade para mim?
Certamente não existem parâmetros para justificar na nossa cultura, que alguém seja tomado pelo poder do fanatismo religioso, e comece a estabelecer aqui na terra o julgamento dos homens e do mundo. Só tem um único e eterno Juiz. Aliás, Ele é a Justiça.
Diante deste quadro que poderia continuar a ladainha dos fanatismos, quero aqui recordar que fomos criados homens e mulheres à imagem e semelhança de Deus, para sermos livres, a fim de viver a vida na sua dimensão mais humana possível.
Podemos estabelecer critérios, normas, estilos de vida, jeitos de viver sem ignorar tudo o que existe de mais moderno e técnico.
Porém, o resgate cada vez mais urgente do valor da pessoa, do humanismo cristão, que tem sua raiz no amor humano, no afeto, no carinho, no sentir o outro como gente, fará com que, na força do amor gratuito e generoso, que vem daquele que é o Amor, se viva a verdadeira vida.
Assim teremos um mundo onde a cultura da vida triunfará sobre a cultura da morte. Sem fanatismos, com a mente e o coração abertos, podemos começar a amar de verdade.
Dom Anuar Battisti - Acebispo de Maringá
Adalberto Lima
Vocacionado Diocesano
Hoje nosso calendário lembra o Dia dos Professores. Nada melhor recordar, ou seja trazer ao coração, aqueles homens e mulheres que marcaram a nossa vida desde a infância até a idade adulta nos bancos escolares. Não por saudosismo e muito menos por dizer que o passado era perfeito, mas sim para agradecer aqueles que no passado, marcaram o rumo de nossas vidas.
Tempos imemoráveis aqueles, em que rodeados de toda a precariedade, éramos envolvidos em um clima de confiança e bem querer, de um relacionamento onde os professores eram mestres, educadores, amigos, companheiros.
A autoridade era respeitada. A relação de professor aluno era, em muitas vezes, melhor que a de pai e mãe. Agradeço os puxões de orelhas, os deveres de casa multiplicados, as conversas ao pé de ouvido aconselhando e incentivando a vencer os limites. Tempos que não v oltam mais.
Penso que ensino e paixão, ensino e vocação, ensino e dedicação, ensino e sacrifícios sempre formam binômios inseparáveis. Ninguém é feliz ao realizar um trabalho por mera recompensa financeira, ou por que não tem outra coisa a fazer.
A realização pessoal em qualquer setor da vida humana vem de um chamado interior, de um desejo em ser alguém, deixando marcas não em livros, mas nos corações. Isso é vocação. Na prática de cada dia se sente logo quando alguém faz as coisas por vocação ou por uma profissão. Quem tem vocação sempre tem tempo, dedica-se a servir mesmo perdendo-se no tempo.
O profissional cumpre tarefas, o vocacionado cumpre uma missão.
Assim entendo a vida dos professores e professoras. Na missão de educar, todos vocês professores e mestres, mais do que nunca são desafiados a resgatar a vossa vocação e continuar cumprindo a vossa missão que é semear valores humanos e cristãos, mesmo tendo a im pressão de perder tempo.
Acredite: um é que semeia e outro é que colhe. Não cansar jamais de lançar as sementes da educação feita por amor, mesmo em tempos difíceis como os nossos. Para ser um bom educador se deve pensar na paciência de um agricultor. Para ter dias felizes não se pode esperar resultados imediatos. Quantas vezes os pais, ao educar, têm a impressão de semear em terreno árido e sem futuro.
Não fixem o olhar nos erros e sim nas pessoas. Com a sutileza de quem lança sementes de qualidade vê brotar, aos poucos, belos sinais de personalidade d e pessoa amada e com capacidade de amar.
O que será do mundo se os desafios e obstáculos que a Escola apresenta hoje vos vencerem pelo medo e pela angustia? Como vamos construir um futuro melhor se, no presente, não plantarmos valores pelos quais vale a pena lutar? Mesmo que tudo possa parecer ruína, ali pode nascer um novo ser humano através da educação feita por amor.
Certamente não podemos fazer tudo, e nem mesmo ser a solução de tudo. Mas ao menos teremos a consciência tranqüila de termos cumprido o nosso dever. Essa é missão de quem foi chamado a ser operário na construção de um mundo melhor.
Neste dia elevemos ao Senhor da vida e da história um hino de gratidão por todos vocês, homens e mulheres que incansavelmente dedicam tempo e inteligência para aprimorar as mentes e moldar os corações dos pequenos e dos grandes. Obrigado professores! Deus vos fortaleça nesta missão de educadores, que jamais deixem as salas de aula por medo ou angústia.
Sejam corajosos. O mundo da educação precisa de vocês. As famílias precisam de vocês. A sociedade precisa de vocês. As igrejas precisam de vocês. Como diz a Palavra de Deus: "Vocês são preciosos aos olhos de Deus". Deus vos abençoe sempre!
Dom Anuar Battisti - Arcebispo de Maringá
Adalberto Lima
Vocacionado Diocesano
A vocação, seja qual for ela, objetivamente é o maior valor que podemos possuir, pois ela é o caminho da plenitude, da felicidade e da realização de cada um de nós. Por meio dela se manifesta o plano do amor de Deus na vida de cada um de nós. No entanto, subjetivamente, a partir de cada um de nós, a vocação terá o valor e a qualidade para cada um, fundamentados naquilo que viemos a deixar, para que pudéssemos viver esta vocação. Explico.
Objetivamente: a vocação é o grande dom de Deus para nós; é o chamado do Senhor feito a nós, para que, percorrendo um caminho específico, venhamos a nos realizar plenamente em todos os sentidos da nossa vida.
Subjetivamente, o que deixamos para seguir este caminho frente o convite de chamado do Senhor? Deixamos muitas ou poucas coisas? Isso que deixamos possui um valor incomensurável? Quanto mais valioso é aquilo que deixamos, tanto mais valioso vai se tornar a vocação para nós.
Nunca me esqueço daquilo que fui convidado a deixar para seguir o caminho do sacerdócio: estava prestes a me casar quando tive de sublimar um relacionamento com uma noiva maravilhosa; um futuro brilhante no exército. Fui para o seminário, deixei o meu pai, que estava canceroso, em casa; tive que deixar a minha família e tantas outras coisas, minhas “riquezas”, para ir em busca do tesouro de maior valor, aquele “terreno” do Evangelho.
Hoje, percebo que seria muito feliz e realizado se não tivesse dado meu “sim” para Deus e tivesse constituído uma família no Senhor. Todavia, não seria plenamente feliz e realizado; plenamente feliz e realizado estou hoje: como pessoa, como sacerdote, como missionário na Canção Nova, pelo fato de estar na vontade de Deus.
Muitas vezes, tive vontade de desistir, mas por que não consegui fazê-lo? Porque tudo aquilo que me impulsionava a desistir era infinitamente menor aos valores que deixei, fazendo com que minha vocação se tornasse o maior tesouro, maior até mesmo que tudo o que havia deixado.
Aquilo que deixamos com amor e de forma generosa, quando fazemos para alegrar o Coração de Deus, é justamente isso que dará valor para nós à vocação a qual o Senhor nos chama. Para dizer que vale a pena deixar nossas preciosidades para adquirirmos a riqueza por excelência: Deus e Sua vontade em nossa vida.
Quantos resolveram optar pelas suas preciosidades e as deixaram de trocar pelo tesouro maior que é Deus e Sua vontade e, por isso, trazem por toda vida uma decepção profunda de não poder estar no lugar certo, sendo aquilo para o qual o Senhor os chamou. Sim, são felizes. Por isso, não são plenos; sempre trazem consigo a certeza de que se tivessem respondido de forma diferente seriam plenamente felizes.
Vocação acertada é certeza absoluta de vida plenamente feliz e realizada! Como sabermos se estamos na vocação certa e qual a nossa vocação? Sendo de Deus, íntimos d’Ele! Como consequência desta intimidade acontecerá a manifestação de um Deus que é Pai e que manifesta Seu plano de amor para cada um de nós.
Por que acabo de escrever tudo isso a vós, em relação ao evangelho de hoje? Porque, meus irmãos e irmãs, quando acertamos a nossa vocação, nos tornamos instrumentos de Deus para a salvação das almas e a nossa salvação; do contrário, a exemplo dos escribas, fariseus e doutores da Lei, quando não estamos dentro do chamdo de Deus - vocação - nos tornamos instrumentos de perseguição e morte na vida dos outros; não entramos e não deixamos ninguém entrar no Reino de Deus. Deus nos livre de estarmos fora do chamado de Dele, a exemplo dos fariseus, escribas e doutores da Lei.
Padre Pacheco - Comunidade Canção Nova
Adalberto Lima
Vocacionado Diocesano




