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Nossa Sra. das Vocações

Nossa Sra. das Vocações
Senhor que dissestes "a messe é grande e poucos são os operários", nós vos pedimos que envieis muitas e santas vocações sacerdotais e religiosas para nossa Diocese. Necessitamos de sacerdotes que nos dêem o pão da Eucaristia e o Pão da Palavra e assim possamos viver a vossa vida. Virgem Santíssima, Mãe dos sacerdotes, intercedei junto a vossa Divino Filho pela perseverança e santidade de nossos sacerdotes e seminaristas. Amém. Nossa Senhora das Vocações, rogai por nós!

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Guarulhos, São Paulo, Brazil
Somos irmãos no Discernimento Vocacional da Diocese de Guarulhos ( Marcelo, Nilton, Ricardo, Robson, Ítalo e o Bruno ) que, movidos pelo Espírito Santo tivemos a idéia de montar esse blog inspirado nos emails que trocamos. Com um único objetivo: transmitir mensagens de fortalecimento da fé, partilhar de nossa caminhada. Publicar tudo o que é suscitado em nossos corações. As tribulações, as vitórias e as alegrias que alcançamos dia-a-dia com Jesus e Maria. Seguindo a ordem nos dada pelo mestre dos mestres: " Ide pelo mundo e pregai o evangelho a toda criatura" Venha fazer parte conosco dessa missão confiada à todos nós!

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    Cada um de nós é riquíssimo no seu ser. Fomos feitos à imagem de Deus; o que mais poderíamos desejar? O Todo-poderoso entrou dentro de Si mesmo para, lá, ir buscar o nosso molde.

   Como, então, você pode ficar reclamando das qualidades que você não tem? Não seria isso ser ingrato com o Senhor?

    Antes de lamentar e lamuriar o que você não tem, agradeça o que você já tem e tudo o que recebeu gratuitamente de Deus Pai. Olhe primeiro para as suas mãos perfeitas… e diga: "Muito obrigado, Senhor!" Pense nos seus olhos que enxergam longe; seus ouvidos que ouvem o cantar dos pássaros, e diga mais uma vez: "Obrigado, Senhor!" Da mesma forma, olhe para a beleza e o vigor da sua juventude e agradeça ao bom Pai, de quem procede toda dádiva boa.

    A pior qualidade de um filho é a ingratidão diante do pai. Jesus ficou muito aborrecido quando curou dez leprosos (uma doença incurável na época!), mas só um (samaritano) voltou para agradecer. E este não era judeu, isto é, o único que não era considerado pertencente ao povo de Deus.

    Você recebeu uma grande herança de Deus, que está dentro de você: sua inteligência, sua liberdade, vontade, capacidade de amar, sua memória, consciência, etc., enfim, seus talentos, que o Senhor espera que você os faça crescer para o seu bem e o dos outros. A primeira coisa a fazer, para que você possa multiplicar esses talentos, é aceitar-se como você é, física e espiritualmente.
    Não fique apenas olhando para os seus problemas, numa espécie de introspecção mórbida, porque senão você acabará não vendo as suas qualidades; e isso o tornará escravo do seu complexo de inferioridade.

    São Paulo disse que somos como que "vasos de barro", mas que trazemos um tesouro de Deus escondido aí dentro (cf. I Cor 4, 7).

    Eu não estou dizendo que você deva se esconder dos seus problemas nem fazer de conta que eles não existem; não é isso. Reconheça-os e aceite-os; e, com fé em Deus, e confiança em você, lute para superá-los, sem ficar derrotado e lamuriando a própria sorte.

    Saiba que é exatamente quando vencemos os nossos problemas e quando superamos os nossos limites, que crescemos como pessoas humanas.

    Não tenha medo dos seus problemas, eles existem para serem resolvidos. Um amigo me dizia que todo problema tem solução; e que, quando um deles não a tem [solução], então, deixa de ser problema. “O que não tem remédio, remediado está”, diz o povo. Não adianta ficar chorando o leite derramado.

    É na crise e na luta que o homem cresce. É só no fogo que o aço ganha têmpera. É sob as marteladas do ferreiro que a lâmina vira um espada. Por isso, é importante eliminar as suas atitudes negativas.

    Deus tem um desígnio para você e para cada um de nós; uma bela missão a ser cumprida, e você pode estar certo de que Ele lhe deu os talentos necessários para cumpri-la.

    Deus Pai quer que você seja um aliado d'Ele, um cooperador d'Ele, na obra da construção do mundo. O Senhor não nos entregou o mundo acabado, exatamente para poder nos dar a honra e a alegria de sermos Seus colaboradores nesta bela obra. Ele precisa de nossas mãos e de nossa inteligência, pois quer usar os nossos talentos. Por essa razão, o homem mais infeliz é aquele que se fecha em si mesmo e não usa os seus talentos para o bem dos outros. Este se torna deprimido.

    Na "Parábola dos Talentos", Jesus mostrou que só foi pedido um talento a mais àquele que tinha ganhado um; mas que foi pedido dez novos talentos ao que tinha dado dez. Deus é coerente.

    Você sabe que é “único” aos olhos d'Ele, irrepetível; logo, você recebeu talentos que só você tem; então, o Senhor espera que você desenvolva esta bela herança, sendo aquilo que você é.

    É um ato de maturidade ter a humildade de reconhecer os seus limites e aceitá-los; isso não é ser menor ou menos importante; é ser real.

    Aceite suas limitações, seus problemas, seu físico, sua família, sua cor, sua casa, também seus pais e seus irmãos, por mais difíceis que sejam… e comece a trabalhar com fé e paciência, para melhorar o que for possível.

    Se você não começar por aceitar o seu físico, aquilo que você vê, também não aceitará os defeitos que você não vê. Você corre o risco de não gostar de você se não aceitar o seu corpo. Muitos se revoltam contra si mesmos e contra Deus por causa disso. Você só poderá gostar de você - amar a si mesmo - se aceitar-se como é física e espiritualmente. Caso contrário não será feliz.

    É claro que é bom aprender as coisas boas com os outros, mas não podemos querer imitá-los em tudo. Você não pode ficar se comparando com outra pessoa, e quem sabe, ficar até deprimido porque não tem o mesmo sucesso dela. Cada um é um diante de Deus Pai. Também não se deixe levar pelo julgamento que as pessoas fazem de você. Saiba de uma coisa: você não será melhor porque as pessoas o elogiam, mas também não será pior porque elas o criticam. Como dizia São Francisco, “sou, o que sou diante de Deus.”

    Certa vez, iam por uma estrada um velho, um menino e um burro.
    O velho puxava o burro e o menino estava sobre o animal.
    Ao passarem por uma cidade, ouviram alguém dizer:
    “Que menino sem coração, deixa o velho ir a pé.
    Devia ir puxando o burro e colocar o velho sobre este!”
    Imediatamente o menino desceu do burro e colocou o velho lá em cima,
    e continuaram a viagem.
    Ao passar por outro lugar, escutaram alguém dizer:
    “Que velho folgado, deixa o menino ir a pé, e vai sobre o burro!”
    Então, eles pararam e começaram a pensar no que fazer:
    O velho disse ao menino:
    "Só nos resta uma alternativa:
    irmos a pé carregando o burro nos nossos braços!…"
    Moral da história: é impossível agradar a todos!
    (Do livro – "Jovem, levanta-te!" – Editora Cléofas)

Prof. Felipe Aquino - Canção Nova


Adalberto Lima
Vocacionado Diocesano

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    Segundo o que presenciamos no Evangelho de Lucas, ou seja, a revelação do Pai – e o Pai se revela no Filho – saboreamos um Deus, que é tomado de compaixão, misericórdia e amor por cada um de nós. Presenciamos um Deus com entranhas de misericórdia, sempre disposto a correr ao nosso encontro e nos encher de beijos e abraços, independentemente de nossas misérias e pecados, desde que estejamos dispostos a mudar de vida.

    Frente a tanto amor, a tanta misericórdia, a tanta compaixão, por que não conseguimos agir com piedade, compaixão e misericórdia com aqueles que nos ofendem e nos machucam? Ninguém dá o que não tem. Ora, se recebemos amor, misericórdia, compaixão de Deus, por que não conseguimos ser isso tudo para os nossos irmãos e irmãs?

    Queiramos ou não, somos obrigados a admitir: somos especialistas em tirar ciscos dos olhos dos outros, enquanto que uma floresta existe dentro dos nossos [olhos]. É duro admitir, mas esta é a verdade. Mas por que isso se o Senhor não age assim conosco? Como podemos ter estas reações? De onde vem essa predisposição para agir assim: cheios de compaixão para conosco e tão cruéis para com os outros? Será que somos maus? Será que somos impossibilitados de agir com misericórdia diante dos que erram?

    Na verdade, é preciso que entendamos uma coisa muito importante: tudo que existe é bom, pois tudo foi criado por Deus e de Deus não pode vir nada que não seja bom. O ser humano não é bom, mas muito bom, como disse Deus no início da criação, logo após criar o ser humano. Para dizer: não existe ser humano ruim; existe ser humano com atitudes ruins, com índole ruim, com uma criação ruim, mas, essencialmente, bom, por ter sido criado por Deus!

    Em nossos relacionamentos – sejam com quem for – sempre depararemos com pessoas que, diante de posturas, nos deixarão tristes e algumas nos deixarão sem paz interior, com verdadeira raiva. Também nossas reações diante delas podem ser completamente diferentes. Entendamos. Não existe uma vacina na face da terra que nos deixe indiferentes com relação a tudo que as pessoas fazem de errado – fruto da fraqueza – em relação a nós ou aos outros. Nós vamos sentir e muito. Nossa reação será imediata. Até aí tudo bem.

    O problema nunca estará naquilo que viermos a sentir, porque não temos domínio sobre os nossos sentimentos; a questão-chave estará no que vamos fazer com tais sentimentos, sejam quais forem eles: bons, ruins; maravilhosos, péssimos, santos ou profanos. Sentir nunca foi pecado; pecado é consentir com algo que não condiz com a nossa vida de cristãos, principalmente o julgar e o condenar as pessoas, querendo arrancar o cisco do olho do outro. Cego não guia cego!

    Quando observamos algo na vida de uma pessoa – algo de ruim que o outro tenha feito – será uma virtude de profunda caridade se formos ao encontro dela, com misericórdia, propondo-nos a ajudá-la; se isso que observo não me tira a paz. Agora, quando observo defeito na vida do meu irmão e isso me tira a paz e não me controlo, no sentido de não deixar de ir e meter o “dedo na ferida”, na verdade, o que quero é combater no outro o defeito que não tenho coragem de combater em mim, pois o mesmo defeito que o outro tem eu também tenho; contudo, dói menos combatê-lo no outro. Então, ao agir assim, deixo a “trave” em meu olho e vou ao encontro do “cisco” do olho do outro.

    Quando algo no meu irmão me tira a paz e me impede de fazer a caridade, aí há um grande sintoma daquilo que tenho de mudar em mim, ou seja, a trave que tenho que arrancar do meu olho e que quero retirar do olho dele.

    O irmão possui a capacidade de nos mostrar as nossas enfermidades sem nos dizer uma palavra; basta percebermos nele aquilo que nos tira a paz! Se o “cisco” do olho do outro me tira a paz, é ele me dizendo que tenho de arrancar a “trave” no meu olho.

    Padre Pacheco - Comunidade Canção Nova




Adalberto Lima
Vocacionado Diocesano

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Amor comprometido é amor gratuito

    O amor é sempre um ato da pessoa humana, que, tocada pelo Amor de Deus, se decide por assumir uma postura nova, uma nova forma de viver: amar sempre. Deus se ocupa em derramar a Sua graça e Sua ternura em toda criatura, e a cada instante podemos tocar nesta realidade: Ele demonstra o Seu amor por nós. A Carta de São Paulo aos Romanos apresenta a ideia do ser humano conhecer a Deus pela Suas obras (cf. Rm 1,20) e a maior obra do Altíssimo é a entrega do Seu Filho como prova de amor pela humanidade.

    Jesus é o amor do Pai personificado e pessoalizado. Quero destacar o fato de esse amor ser comprometido, isto é, Deus em Jesus Cristo vai até as últimas consequências para provar que nos ama de verdade. Um amor comprometido com o futuro, com a salvação, com a eternidade de cada um de nós.

    Esta também é a forma que devemos buscar para amar: comprometendo-nos com o outro e nos derramando em seu favor a cada instante.

    Vemos que hoje as pessoas estão mais ligadas a outras por conta de seus interesses pessoais, buscando desfrutar aquilo que a outra tem para lhe oferecer. Acredito que isso não é amor, pois o amor é ato da minha pessoa para a outra sem esperar retribuição ou qualquer forma de recompensa. Amor comprometido é amor gratuito.

    Os relacionamentos humanos necessitam se espelhar no amor de Deus para que exista o amor verdadeiro neles. Quem ama se esforça para que o outro cresça e seja feliz. Comprometer-se com o outro é a forma mais autêntica de amar.

    Quando falo de esforço isso quer dizer que requer renúncia de si próprio, mas se Deus é quem dá sentido a este amor, ele é grandioso. Faça uma reflexão hoje sobre a forma de amar que você tem adotado em seus relacionamentos. E se for preciso adote o modelo do comprometimento, de assumir o outro em todas as situações, enfim, de amar como Jesus nos amou.

    Deus o abençoe!

Diácono Paulo Lourenço - Comunidade Canção Nova


Adalberto Lima
Vocacionado Diocesano

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    Se as coisas estão indo de mal a pior é porque nossa vida e nossa casa não têm sido um lugar de oração. Pelo contrário, têm sido um local onde todo mundo xinga, briga, se ofende; onde há muita pornografia, adultério. E onde, infelizmente, não se reza.

    Chegamos ao ponto de ver pais que têm vergonha de abençoar seus filhos. E filhos que não sabem pedir a bênção aos genitores. As pessoas têm vergonha até de fazer o sinal-da-cruz.

    Adoram assistir aos programas de televisão e passam horas diante dela e toda espécie de sujeira entra pelos olhos, ouvidos e coração. Com tudo isso, é claro, não se consegue tempo para rezar um terço, para unir a família em oração, ler a Bíblia. Tem-se vergonha de Deus! Por isso as coisas vão de mal a pior.

    Tudo vai depender de você. Se os outros não querem rezar, disponha-se e reze você! E saiba: além da existência dos anjos de Deus, infelizmente, a Palavra nos diz que existe uma multidão de espíritos malignos, de anjos decaídos – desobedientes e rebeldes – que estão também ao nosso redor. Por isso temos de nos manter vigilantes e orantes.

    Deus abençoe você!

Monsenhor Jonas Abib - Comunidade Canção Nova
(Trecho do livro "Anjos, companheiros no dia a dia")



Adalberto Lima
Vocacionado Diocesano

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    O entusiasmo e a alegria marcaram o encerramento do 3º Congresso Vocacional do Brasil, realizado pela CNBB, através da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada. O encontro começou na sexta-feira, 3, na Casa de Retiros Vila Kostka, em Itaci, município de Indaiatuba (SP).

    “Pudemos experimentar de novo como Deus vem ao encontro de cada um de nós. Se somos amados, se a medida de Deus é transbordante com cada um de nós, como não corresponder a este amor?”, disse o presidente do Congresso, dom Leonardo Ulrich Steiner na cerimônia de envio que marcou o encerramento do evento.

    “Partimos daqui rendendo graças por que fomos cumulados da graça de Deus. Quando cada um de nós se sentir um discípulo missionário a serviço das vocações estamos enriquecendo nossa igreja da presença do crucificado-ressuscitado”, acrescentou o bispo. “Onde há transparência da bondade do amor de Deus não faltam vocações. Neste tempo de luzes e sombras, talvez falte a percepção de como somos amados”, acrescentou.

    Participaram do Congresso 386 animadores vocacionais, sendo 75 leigos e leigas, 122 religiosas, 2 freis, 12 diáconos, 159 padres e 16 bispos. Os congressistas aprovaram, na manhã de hoje, um documento que será divulgado brevemente pela Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB.

    O documento tem uma estrutura simples e faz uma síntese das três conferências feitas pelos assessores, além de sugestões dos congressistas para o Serviço de Animação Vocacional e Pastoral Vocacional (SAV/PAV).

 
Adalberto Lima
Vocacionado Diocesano

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    Hoje, com toda a Igreja, celebramos a Natividade de Nossa Senhora, ou seja, queremos louvar e bendizer a Deus pela Encarnação do Seu Filho que, assumindo nossa humanidade, nos salva verdadeiramente do pecado e da morte; após esse evento, – por meio da Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus – o pecado e a morte não possuem mais a última palavra na vida de todo ser humano.

    Todavia, para isso, Deus quis contar com uma pessoa, uma criatura, que pudesse vir ao mundo; veja, o Altíssimo quis precisar dela, pois essencialmente, Ele não precisa de nada e nunca precisou, pois é Deus. A Encarnação de Cristo, por meio de uma mulher, foi a forma mais viável, agradável e querida pela Trindade Santa. Sendo assim, Deus Pai quis contar com uma mulher para ser a Mãe de Seu Filho: a Santíssima Virgem Maria.

    Por causa da missão – não por ser maior ou menor que qualquer outra criatura – a Virgem Maria é considerada em si mesma e no lugar que ocupa na história da salvação como a escolhida para ser a Mãe de Deus e Mãe de todos os homens. Por essa razão, o Todo-poderoso dotou-a de prerrogativas especiais e únicas, de acordo com a missão para a qual ela fora destinada, ou seja: a)criatura única e irrepetível; b) ocupa lugar único na história da salvação; c) maternidade divina; d) maternidade do gênero humano; e) perfeição de Maria.

    Todavia, nesta liturgia de hoje, também somos convidados a agradecer à pessoa de Maria, nossa Mãe, por tão grande amor à humanidade aceitando a missão dada pelo Pai de ser a Mãe do Redentor e, por isso, é corredentora. E em que sentido Nossa Senhora é corredentora? Maria é corredentora na obra da salvação, da redenção de Deus, pois pela maternidade divina tem uma ação conjunta, mas subordinada a Cristo redentor. Sua corredenção corresponde à sua maternidade física a Cristo e mística aos cristãos.

    Por sua maternidade divina, a Virgem Maria participa de maneira subordinada na função mediadora de Cristo, participa como intercessora; daí os títulos atribuídos a ela: Advogada, Auxiliadora, Onipotência Suplicante e Mediadora. Mediadora, refere-se a multiforme intercessão de Maria, por se distinguir dos demais por sua maternidade, tendo uma intercessão única e singularmente eficaz.

    Em Maria aprendemos algumas características fundamentais para que nossa vida atinja a santidade tão querida e desejada por Deus. Ela é modelo de Igreja, ou seja, no exemplo da Mãe de Jesus e nossa, aprendemos como chegar à vontade de Cristo, a santidade perfeita. A Virgem Santíssima é a mulher do silêncio, guardava tudo em seu coração e sempre se perguntava e perguntava ao Pai qual seria o ensinamento que ela precisava adquirir frente a tudo que acontecia. Não murmurava nem se queixava pelos reveses da vida, mas procurava ver o que Deus Pai queria ensinar-lhe e falar-lhe, independentemente do que vinha a acontecer. Maria é a mulher do olhar unifocal, ou seja, tinha olhar somente para Deus e à Sua santa vontade.

    Nossa Senhora nos ensina a ver a vida não “a partir” do sofrimento, das cruzes, mas “além” do sofrimento, das cruzes… numa profunda confiança no Pai. Maria é a mulher atenta, serviçal, aquela que está sempre pronta para servir; serviço este cuja essência não é fazer algo, mas ser, ou seja, ser portadora do mistério e levar outros a saborear o mistério que é Deus por excelência. A Santíssima Virgem Maria, quando vai à casa de Isabel, vai para levar o mistério àquela mulher que está sedenta de Deus. Quando ela chega, aonde chega, tudo se estremece – como o seio de Isabel – pois está chegando, na verdade, o mistério contido nela.

    Que possamos, como a Virgem Maria, ser portadores e anunciadores – com o testemunho de vida – do mistério, que é Jesus Cristo, na vida das pessoas, especialmente àqueles que mais sofrem.

Homilia de: Padre Pacheco - Comunidade Canção Nova


Adalberto Lima
Vocacionado Diocesano

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    Era uma vez dois amigos que foram criados juntos. Com o passar do tempo foram se distanciando, como acontece com todos os amigos ao saírem para a vida.

    O primeiro conseguiu descobrir o prazer em aprender. Assim, investia boa parte do seu tempo nessa atividade. Nos estudos e em tudo que fazia se determinava a aprender. Fixava-se em seu propósito, fazendo primeiro o que era preciso e depois o que queria.


    O segundo resolveu que não era preciso dedicar-se com tanto cuidado. Passava na escola, mas estudava pouco. Obedecia sempre a sua voz interior, fazendo primeiro o que queria e, depois, no tempo que lhe sobrava, o que realmente era preciso.

    Certo dia o reinado abriu concurso para prestadores de serviços ao rei. Os dois amigos passaram. A sorte maior apareceu para o primeiro. Foi contratado como conselheiro do rei. Já o segundo conseguiu serviço como remador no navio da realeza.

    Um dia o rei e seus conselheiros embarcaram para uma viagem no mar. Falavam de negócios enquanto aproveitaram a brisa que soprava do mar.


    Enquanto isto, mas próximo da popa, os remadores suavam para fazer o navio seguir adiante. O remador, vendo seu amigo de infância bem à vontade em companhia do rei, ficou abalado, e, quanto mais pensava, mais furioso ficava. Ao anoitecer, já cansado de tanto remar, não se conteve e começou a resmungar para outro amigo remador:

    - Olhe aqueles inúteis. Intitulam-se conselheiros estratégicos, mas ficam à toa, jogando conversa fora. Por que é que temos que suar tanto para levar o navio deles adiante? Isto não é justo! Afinal, não somos filhos de Deus?

    Ao ancorarem o navio para pernoitar, o remador foi acordado no meio da noite por uma mão que lhe sacudia. Era o rei em pessoa, e lhe pediu, falando baixo:


    - Há um barulho esquisito vindo daquela direção – disse, apontando para a terra. – Não consigo dormir, imaginando o que seja. Por favor, vá e descubra o que é.

    O remador pulou do navio e subiu para o alto de um morro. Voltou pouco depois com a informação.

    - Não é nada, Vossa Majestade. São alguns lenhadores cortando árvores, por isso há tanto barulho na floresta.

    - Remador, quantos lenhadores são?

    O remador não tinha se dado ao trabalho de olhar com mais cuidado. Pulou do navio. Nadou até a praia. Correu morro acima. Voltou.


    - Vinte e um, Vossa Majestade.


    - Remador, que tipo de árvore é?

    Ele esqueceu de reparar. Lá voltou e retornou, dizendo:


    - Pinheiros, Vossa Majestade.

    - Remador, por que estão cortando as árvores?

    Lá foi ele de novo...


    - Para vender, Vossa Majestade.


    - Remador, quem é o dono das árvores?

    De novo ele teve que voltar.


    - Disseram que é um homem muito rico, Vossa Majestade.

    - Remador, obrigado. Agora venha comigo, por favor.


    Os dois, o rei e o remador foram até a proa do navio e o rei acordou o amigo da infância do remador.

    - Conselheiro, há um barulho esquisito vindo daquela direção – disse, apontando para a terra. – Não consigo dormir, imaginando o que seja. Por favor, vá e descubra o que é.


    O Conselheiro desapareceu rumo a terra e voltou pouco depois.

    - É uma equipe de lenhadores, Vossa Majestade.

    - Conselheiro, quantos são?

    - Vinte e um, Majestade.

    - Conselheiro, que tipo de árvore é?

    - São pinheiros, Majestade. Excelentes para construir casas.

    - Conselheiro, por que estão cortando as árvores?

    - Para negociar, Majestade. O reflorestamento de pinheiros é do prefeito do vilarejo. Ele realiza o corte a cada dois anos. O corte é autorizado, me mostrou o ofício. Ele pede desculpas pelo barulho e convida Vossa Majestade para o café da manhã, que será preparado especialmente para recebê-lo.


    O rei olhou para o remador:

    -Remador ouviu seus resmungos. Sim, todos nós somos filhos de Deus. Mas todos os filhos de Deus têm seu trabalho para executar. Precisei mandá-lo quatro vezes a terra para obter respostas. Meu conselheiro foi uma vez só. E é por isso que ele é meu conselheiro estratégico, e você fica com os remos do navio.

    Pois é, qualquer semelhança com o mundo corporativo não é mero acaso, encontramos todos os dias uma porção de pessoas que vivem reclamando da sorte, do destino que atribuem seus fracassos aos outros. São estes que vivem tendo iniciativas, mas não tem “acabativas”, prendem se nas regras e normas, falta de tempo e no azar do destino, outros vão e fazem. Esta é a grande diferença... Fazer.
  
Portanto Just do It, ou seja, Faça Já.


Sucesso Sempre!



FONTE: Cláudio Tomanini - 26/08/2010.
 
 
Adalberto Lima
Vocacionado Diocesano

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