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Nossa Sra. das Vocações

Nossa Sra. das Vocações
Senhor que dissestes "a messe é grande e poucos são os operários", nós vos pedimos que envieis muitas e santas vocações sacerdotais e religiosas para nossa Diocese. Necessitamos de sacerdotes que nos dêem o pão da Eucaristia e o Pão da Palavra e assim possamos viver a vossa vida. Virgem Santíssima, Mãe dos sacerdotes, intercedei junto a vossa Divino Filho pela perseverança e santidade de nossos sacerdotes e seminaristas. Amém. Nossa Senhora das Vocações, rogai por nós!

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Guarulhos, São Paulo, Brazil
Somos irmãos no Discernimento Vocacional da Diocese de Guarulhos ( Marcelo, Nilton, Ricardo, Robson, Ítalo e o Bruno ) que, movidos pelo Espírito Santo tivemos a idéia de montar esse blog inspirado nos emails que trocamos. Com um único objetivo: transmitir mensagens de fortalecimento da fé, partilhar de nossa caminhada. Publicar tudo o que é suscitado em nossos corações. As tribulações, as vitórias e as alegrias que alcançamos dia-a-dia com Jesus e Maria. Seguindo a ordem nos dada pelo mestre dos mestres: " Ide pelo mundo e pregai o evangelho a toda criatura" Venha fazer parte conosco dessa missão confiada à todos nós!

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Um coração envelhecido é aquele que desistiu de Amar

    Estamos acostumados aos rituais, às comemorações, às celebrações. Quando um ano se encerra e outro se inicia, celebramos o Dia da Paz, a confraternização entre os povos. Quando um novo ciclo se inicia, somos convidados a renovar algo em nós. Quem sabe, neste novo ano, possamos ter um coração novo.

    O coração é a metáfora dos sentimentos, das intenções. Um coração envelhecido é aquele que desistiu de amar, que não acredita na humanidade e que, consequentemente, se fecha. E é, por isso, solitário. A solidão pela ausência do amor envelhece o coração.

    As desculpas para um coração envelhecido recaem nas decepções com as pessoas que amamos.

    Reclamamos dos erros dos outros, lamentamos as atitudes incorretas de nossos irmãos e, assim, optamos pelo fechamento. Vivemos condenando nossa triste situação. Pais, filhos, amigos, parece que não há ninguém de valor a nosso lado. Pensamos como seria bom se eles mudassem, se eles melhorassem.

    No ano que passou, vivi momentos de muita emoção. Um deles ao lado de meu querido irmão Dunga. Eu fazia uma pregação em um grupo de oração em Presidente Prudente (SP). Enquanto isso, ele compunha o refrão de uma música. A reflexão era sobre as mudanças que temos de fazer para que nosso irmão seja mais feliz. E o refrão diz exatamente isto: "Quem tem que mudar sou eu, para que você seja mais feliz".

    Eu escrevi o restante da música que fala em aprendizado, em perdão, em saber ouvir, em lembrar que não há ninguém perfeito. E que talvez precisemos do tempo da boa ingenuidade de volta, do sorriso leve, dos sonhos dos primeiros encontros.

    O tempo pode ser uma boa escola. Ele nos ensina a tolerância, o respeito às limitações do outro e às nossas próprias limitações, a bondade no julgar. É uma lição de vida a reflexão de Madre Teresa de Calcutá: "Quem julga as pessoas, não tem tempo para amá-las".

    Às vezes, os pais exigem dos filhos algo que não podem dar. O inverso é verdadeiro. E na relação entre o casal também. Cada ser é único. E talvez grande parte dos erros não sejam intencionais.

    Meu irmão, não espere que o outro mude. Mude você. Diga à pessoa que você ama: "Quem tem que mudar sou eu, para que você seja mais feliz". E, se precisar, complete com o pensamento de Madre Teresa: Não vou perder tempo julgando, quero gastar esse tempo amando.

    E é esse o convite para o novo ano. A consciência de que a sua família será melhor se você for melhor. Que o seu trabalho será melhor se você for melhor. Que o mundo, esse grande coração que pulsa, será renovado se o seu coração for renovado.

Feliz ano novo, feliz coração novo.

Gabriel Chalita - Comunidade Canção Nova


Adalberto Lima
Vocacionado Diocesano

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    Nesta sexta-feira, dia 31 de dezembro, data em que a Igreja celebra a memória do Papa São Silvestre, o Papa Bento XVI presidirá às 18h (horário de Roma) as Primeiras Vésperas da Solenidade de Maria Santíssima Santa Mãe de Deus, seguida pela exposição do Santíssimo Sacramento, cantando o tradicional hino Te Deum em ação de graças pelo encerramento do ano. Ao final haverá a benção eucarística.

    Em seguida o Santo Padre visitará o presépio montado na Praça de São Pedro. Para as celebrações do dia 31 de dezembro e 1º de janeiro, será colocada no altar da Confissão dentro da Basílica de São Pedro, a estátua de Nossa Senhora do Sacro Viggiano do Monte, oferecida pelo reitor do Santuário, padre Paolo D'Ambrosio.

    O Santuário do Sacro Monte di Viggiano está localizado nos Alpes de Lucan a 1.700 metros acima do nível do mar, pertencente a Arquidiocese de Potenza Itália. Desde o início do segundo milênio, o Santuário é considerado o mais importante da região cujas origens remontam ao século XI e estão relacionadas à queda da cidade romana de Grumentum.

Fonte: Gaudium Press


Adalberto Lima
Vocacionado Diocesano

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     O nome deste evangelista significa: "Deus é misericordioso": uma profecia que foi se cumprindo na vida do mais jovem dos apóstolos. Filho de Zebedeu e de Salomé, irmão de Tiago Maior, ele também era pescador, como Pedro e André; nasceu em Betsaida e ocupou um lugar de primeiro plano entre os apóstolos.

    Jesus teve tal predileção por João que este assinalava-se como "o discípulo que Jesus amava". O apóstolo São João foi quem, na Santa Ceia, reclinou a cabeça sobre o peito do Mestre e, foi também a João, que se encontrava ao pé da Cruz ao lado da Virgem Santíssima, que Jesus disse: "Filho, eis aí a tua mãe" e, olhando para Maria disse: "Mulher, eis aí o teu filho". (Jo 19,26s).

    Quando Jesus se transfigurou, foi João, juntamente com Pedro e Tiago, que estava lá. João é sempre o homem da elevação espiritual, mas não era fantasioso e delicado, tanto que Jesus chamou a ele e a seu irmão Tiago de Boanerges, que significa "filho do trovão".

    João esteve desterrado em Patmos, por ter dado testemunho de Jesus. Deve ter isto acontecido durante a perseguição de Domiciano (81-96 dC). O sucessor deste, o benigno e já quase ancião Nerva (96-98), concedeu anistia geral; em virtude dela pôde João voltar a Éfeso (centro de sua atividade apostólica durante muito tempo, conhecida atualmente como Turquia). Lá o coloca a tradição cristã da primeiríssima hora, cujo valor histórico é irrecusável.
   
    O Apocalipse e as três cartas de João testemunham igualmente que o autor vivia na Ásia e lá gozava de extraordinária autoridade. E não era para menos. Em nenhuma outra parte do mundo, nem sequer em Roma, havia já apóstolos que sobrevivessem. E é de imaginar a veneração que tinham os cristãos dos fins do século I por aquele ancião, que tinha ouvido falar o Senhor Jesus, e O tinha visto com os próprios olhos, e Lhe tinha tocado com as próprias mãos, e O tinha contemplado na sua vida terrena e depois de ressuscitado, e presenciara a sua Ascensão aos céus. Por isso, o valor dos seus ensinamentos e o peso de das suas afirmações não podiam deixar de ser excepcionais e mesmo únicos.

    Dele dependem (na sua doutrina, na sua espiritualidade e na suave unção cristocêntrica dos escritos) os Santos Padres daquela primeira geração pós-apostólica que com ele trataram pessoalmente ou se formaram na fé cristã com os que tinham vivido com ele, como S. Pápias de Hierápole, S. Policarpo de Esmirna, Santo Inácio de Antioquia e Santo Ireneu de Lião. E são estas precisamente as fontes donde vêm as melhores informações que a Tradição nos transmitiu acerca desta última etapa da vida do apóstolo.

    São João, já como um ancião, depara-se com uma terrível situação para a Igreja, Esposa de Cristo: perseguições individuais por parte de Nero e perseguições para toda a Igreja por parte de seu sucessor, o Imperador Domiciano.

    Além destas perseguições, ainda havia o cúmulo de heresias que desentranhava o movimento religioso gnóstico, nascido e propagado fora e dentro da Igreja, procurando corroer a essência mesma do Cristianismo.

    Nesta situação, Deus concede ao único sobrevivente dos que conviveram com o Mestre, a missão de ser o pilar básico da sua Igreja naquela hora terrível. E assim o foi. Para aquela hora, e para as gerações futuras também. Com a sua pregação e os seus escritos ficava assegurado o porvir glorioso da Igreja, entrevisto por ele nas suas visões de Patmos e cantado em seguida no Apocalipse.

    Completada a sua obra, o santo evangelista morreu quase centenário, sem que nós saibamos a data exata. Foi no fim do primeiro século ou, quando muito, nos princípios do segundo, em tempo de Trajano (98-117 dC).

    Três são as obras saídas da sua pena incluídas no cânone do Novo Testamento: o quarto Evangelho, o Apocalipse e as três cartas que têm o seu nome.

São João Evangelista, rogai por nós!


Adalberto Lima
Vocacionado Diocesano

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    O Papa Bento XVI assomou ao meio-dia deste domingo à janela de seus aposentos – que dá para a Praça São Pedro – para rezar com milhares de fiéis, peregrinos e turistas a oração mariana do Angelus.

    O Pontífice convidou a acolher como "modelo de vida" a Sagrada Família – cuja festa a Igreja celebra neste domingo – para superar no amor as provações e preocupações. Em seguida, ressaltou como é importante que toda criança, vindo ao mundo, seja acolhida pelo amor do pai e da mãe. Por fim, lançou um novo apelo de paz após as violências anticristãs verificadas na Nigéria e nas Filipinas.

    De fato, na alocução que precedeu a oração dominical, o Santo Padre centralizou sua mensagem no tema da Sagrada Família. Partindo do Evangelho de hoje, o Pontífice ressaltou que São Lucas nos fala dos pastores de Belém, que após receberem do anjo o anúncio do nascimento do Messias, "foram então às pressas, e encontraram Maria, José e o recém-nascido deitado na manjedoura" (2, 16).

    O Papa frisou que, portanto, às primeiras testemunhas oculares do nascimento de Jesus se apresentou a cena de uma família; mãe, pai e o recém-nascido. Por isso – explicou – a Liturgia nos propõe, no primeiro domingo após o Natal, a festa da Sagrada Família.

    Ressaltando que este ano essa festa se dá justamente no dia seguinte ao de Natal e que esta prevalece sobre a festa de Santo Estevão, protomártir, o Papa convidou a contemplar a cena da Sagrada Família na Gruta de Belém: "o menino Jesus se mostra no centro do afeto e da ternura de seus pais". Maria e José guardam em seus corações o mistério do nascimento do Filho de Deus:

    "E, no entanto, o nascimento de toda criança traz consigo algo desse mistério! E bem sabem disso os pais que a recebem como um dom e que, comumente, assim falam dela. Já aconteceu com todos nós ouvir dizer a um pai e a uma mãe: "Esta criança é um dom, um milagre!".

    "De fato – afirmou o Santo Padre – os seres humanos vivem a procriação não como mero ato reprodutivo, mas percebem a sua riqueza, intuem que toda criatura humana que vem ao mundo é o "sinal" por excelência do Criador e Pai que está nos céus":

    "Como então é importante que toda criança, vindo ao mundo, seja acolhida pelo calor de uma família! Não importam as comodidades exteriores: Jesus nasceu numa estrebaria e teve uma manjedoura como primeiro berço, mas o amor de Maria e de José o fez sentir a ternura e a beleza de ser amados. As crianças precisam disso: do amor do pai e da mãe. É isso que lhes dá segurança e que, no crescimento, permite a descoberta do sentido da vida."

    O Papa recordou que a Sagrada Família de Nazaré passou muitas provações, como a fuga para o Egito, mas que, confiando na Divina Providência, assegurou a Jesus "uma infância serena e uma sólida educação".

    A Sagrada Família – acrescentou – "é certamente singular e irrepetível, mas, ao mesmo tempo, é "modelo de vida" para toda família" que à luz desse exemplo é chamada a enfrentar problemas e preocupações "com profundo amor e recíproca compreensão".

    Dito isso, o Santo Padre acrescentou:

    "Portanto, confiemos a Nossa Senhora e a São José todas as famílias, afim de que não se desencorajem diante das provações e das dificuldades, mas cultivem sempre o amor conjugal e se dediquem com confiança ao serviço da vida e da educação."

    Após a oração do Angelus, o Pontífice recordou com tristeza as violências que continuaram atingindo também nestes dias de festa os cristãos, como "o atentado numa igreja católica nas Filipinas, no momento em que celebravam os ritos do dia de Natal", e "o ataque a igrejas cristãs na Nigéria". Bento XVI ressaltou que "a terra manchou-se mais uma vez de sangue em outras partes do mundo, como no Paquistão":

    "Desejo expressar o meu profundo pesar pelas vítimas destas absurdas violências, e repito mais uma vez o apelo a que se abandone o caminho do ódio para se encontrar soluções pacíficas aos conflitos e oferecer segurança e serenidade às caras populações. Neste dia em que celebramos a Sagrada Família, que viveu a dramática experiência de ter que fugir para o Egito por causa da fúria homicida de Herodes, recordamos também todos aqueles – em particular as famílias – que são obrigados a abandonar as suas casas por causa da guerra, da violência e da intolerância. Portanto, convido-os a se unirem a mim na oração para pedir com veemência ao Senhor que toque o coração dos homens e leve esperança, reconciliação e paz."

    Após a saudação, em várias línguas, aos diversos grupos de fiéis, peregrinos e turistas presentes na Praça São Pedro, o Pontífice reiterou seus votos de Boas Festas desejando a todos um bom domingo. O Santo Padre concedeu a todos a sua Bênção Apostólica.


Adalberto Lima
Vocacionado Diocesano

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O exemplo de Nazaré...

    Nazaré é a escola em que se começa a compreender a vida de Jesus, é a escola em que se inicia o conhecimento do Evangelho. Aqui se aprende a observar, a escutar, a meditar e a penetrar o significado tão profundo e misterioso desta manifestação do Filho de Deus, tão simples, tão humilde e tão bela. Talvez se aprenda também, quase sem dar por isso, a imitá-la.

    Aqui se aprende o método e o caminho que nos permitirá compreender facilmente quem é Cristo. Aqui se descobre a importância do ambiente que rodeou a sua vida, durante a sua permanência no meio de nós: os lugares, os tempos, os costumes, a linguagem, as práticas religiosas, tudo o que serviu a Jesus para Se revelar ao mundo. Aqui tudo fala, tudo tem sentido. Aqui, nesta escola, se compreende a necessidade de ter uma disciplina espiritual, se queremos seguir os ensinamentos do Evangelho e ser discípulos de Cristo. Quanto desejaríamos voltar a ser crianças e acudir a esta humilde e sublime escola de Nazaré! Quanto desejaríamos começar de novo, junto de Maria, a adquirir a verdadeira ciência da vida e a superior sabedoria das verdades divinas!

    Mas estamos aqui apenas de passagem e temos de renunciar ao desejo de continuar nesta casa o estudo, nunca terminado, do conhecimento do Evangelho. No entanto, não partiremos deste lugar sem termos recolhido, quase furtivamente, algumas breves lições de Nazaré.

    Em primeiro lugar, uma lição de silêncio. Oh se renascesse em nós o amor do silêncio, esse admirável e indispensável hábito do espírito, tão necessário para nós, que nos vemos assaltados por tanto ruído, tanto estrépito e tantos clamores, na agitada e tumultuosa vida do nosso tempo. Silêncio de Nazaré, ensina-nos o recolhimento, a interioridade, a disposição para escutar as boas inspirações e as palavras dos verdadeiros mestres. Ensina-nos a necessidade e o valor de uma conveniente formação, do estudo, da meditação, da vida pessoal e interior, da oração que só Deus vê.

    Uma lição de vida familiar. Que Nazaré nos ensine o que é a família, a sua comunhão de amor, a sua austera e simples beleza, o seu caráter sagrado e inviolável; aprendamos de Nazaré como é preciosa e insubstituível a educação familiar e como é fundamental e incomparável a sua função no plano social.

    Uma lição de trabalho. Nazaré, a casa do Filho do carpinteiro! Aqui desejaríamos compreender e celebrar a lei, severa mas redentora, do trabalho humano; restabelecer a consciência da sua dignidade, de modo que todos a sentissem; recordar aqui, sob este teto, que o trabalho não pode ser um fim em si mesmo, mas que a sua liberdade e dignidade se fundamentam não só em motivos econômicos, mas também naquelas realidades que o orientam para um fim mais nobre. Daqui, finalmente, queremos saudar os trabalhadores de todo o mundo e mostrar-lhes o seu grande Modelo, o seu Irmão divino, o Profeta de todas as causas justas que lhes dizem respeito, Cristo Nosso Senhor.

    João Paulo II, na Carta dirigida à família, por ocasião do Ano Internacional da Família, 1994, escreve:

    A Sagrada Família é a primeira de tantas outras famílias santas. O Concílio recordou que a santidade é a vocação universal dos batizados (LG 40). Como no passado, também na nossa época não faltam testemunhas do "evangelho da família", mesmo que não sejam conhecidas nem proclamadas santas pela Igreja...


    A Sagrada Família, imagem modelo de toda a família humana, ajude cada um a caminhar no espírito de Nazaré; ajude cada núcleo familiar a aprofundar a própria missão civil e eclesial, mediante a escuta da Palavra de Deus, a oração e a partilha fraterna da vida! Maria, Mãe do amor formoso, e José, Guarda e Redentor, nos acompanhem a todos com a sua incessante proteção.

Sagrada Família de Nazaré, rogai por nós!


Adalberto Lima
Vocacionado Diocesano


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    Ressoou, neste dia, o antigo e sempre novo anúncio do Natal do Senhor. Ressoou para quem está alerta, como os pastores de Belém há mais de dois mil anos; também ressoa para quem aderiu ao apelo do Advento e, permanecendo atento, está pronto a acolher a mensagem feliz que canta a liturgia: “Hoje nasceu o nosso Salvador”.

    Neste dia o tempo abre-se ao Eterno, pois vós, ó Cristo, nascestes entre nós vindo do Alto. Do seio de uma mulher, de todas a mais bendita, vós viestes à luz, Filho do Altíssimo. A vossa Santidade purificou, de uma vez por todas, o nosso tempo: os dias, os séculos, os milênios. Com o vosso nascimento, fizestes do tempo um “hoje” de salvação.

    Celebramos, nesta dia, o mistério de Belém, o mistério que está, de certa forma, no tempo e para além do tempo. Do seio da Virgem nasceu um Menino, uma manjedoura serviu de berço para a Vida imortal.

    Natal é a festa da vida, porque Jesus, vindo à luz como cada um de nós, abençoou a hora do nascimento. Uma hora que, simbolicamente, representa o mistério da existência humana, unindo a aflição à esperança, a dor à alegria. Tudo isso aconteceu em Belém: uma Virgem Mãe deu à luz: “veio ao mundo um homem” (cf. Jo 16,21), o Filho de Deus, o Filho do Homem. Mistério de Belém!

    O Verbo chora numa manjedoura. Chama-se Jesus, que significa “Deus salva”, porque Ele “salvará o povo dos seus pecados” (cf. Mt 1,21).

    Não é em um palácio que nasce o Redentor, que vem instaurar o Reino eterno e universal. Ele nasce em um estábulo e, permanecendo entre nós, acende no mundo o fogo do amor de Deus (cf. Lc 12,49). Este fogo nunca mais se apagará.

    Que possa este fogo arder nos corações como chama de caridade ativa, que dê acolhimento e apoio a tantos irmãos provados pela necessidade e pelo sofrimento!

    Senhor Jesus, que contemplamos na pobreza de Belém, faça-nos testemunhas de Sua verdade e de Seu amor que O levou a despojar-se da glória divina, a fim de nascer entre os homens e morrer por nós.

    O que diremos sobre a Encarnação do Verbo Divino? Esse evento é o supremo ato de amor de Deus, que assume a condição humana, transformando-a pelo dom do amor pleno. Em Jesus não é assumida apenas a Sua corporeidade individual, mas a condição corpórea de toda a humanidade, integrada em todos os valores de dignidade, justiça e verdade, que, no amor, são revestidos de eternidade. “Deus é amor, e aquele que permanece no amor, permanece em Deus, e Deus, nele” (1Jo 4,16).

    A Encarnação do Filho de Deus é a revelação da presença real, amorosa e terna, vivificante e eterna do Pai entre homens e mulheres, pequenos e humildes.

    O prólogo do Evangelho de João apresenta a origem divina de Jesus, como a Palavra eterna que procede de Deus, faz-se carne, morando entre nós, e, por graça, torna-nos Seus filhos eternos. Renascidos no batismo, como Ele, reinaremos eternamente.

Padre Bantu Mendonça K. Sayla - Canção Nova

Adalberto Lima
Vocacionado Diocesano

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    Desde a infância, começamos a aprender como conviver bem com os outros. Em nossos lares descobrimos que para se conseguir conviver bem com as pessoas à sua volta é preciso antes de tudo respeitar o direito do outro, independente de quem ele seja, se um filho, um irmão, um amigo ou um vizinho.

    A regra é antiga e clara: nosso direito termina onde começa o do outro. Assim, por exemplo, eu posso fazer uma festa e ouvir música alta, desde que as outras pessoas, que também a estiverem ouvindo, gostem de som alto e do estilo da música. Nesse momento, é bom pensarmos nos nossos vizinhos e não só naquele que se encontra no mesmo ambiente onde a música está tocando.

    Se vivêssemos como ermitões, não precisaríamos nos preocupar. Porém, como vivemos em comunidade é um pouco diferente. Precisamos aprender a agir de forma a não prejudicar o outro. É importante, também, nos acostumarmos a tratar a todos educadamente.

    As leis tratam de assuntos mais graves, tais como matar e roubar. Porém, todos têm outros direitos além do direito à vida e à suas propriedades. Quando falamos de vida precisamos incluir o machucar o outro e não só matar, portanto ninguém tem o direito de bater em outra pessoa. E quando falamos de propriedade é bom lembrar que estragar de qualquer forma, aquilo que não é seu, inclui, por exemplo, pichar um muro, arranhar um carro, e várias outras coisas.

    Também é preciso que tratemos os outros não da forma que queremos ser tratados, mas sim da forma que eles gostariam de ser tratados. Pode ser que o gosto dos outros seja diferente do nosso.


    Se possível, procure seguir algumas regras de boa convivência no seu dia a dia:

 • Não economize sorriso: de todas as moedas circulantes no comércio da vida, o sorriso é a que compra maior porção de alegria pelo menor preço.

 • Por falar nisso, não compre briga porque sai caro.

 • Seja otimista. Quem vê tudo na existência pelo lado sombrio do derrotismo raramente cruza com amigos na rua, porque a maioria deles dobra a esquina para escapar do encontro.

 • Seja alegre e comunicativo. Um “bom dia”, um “alô” custa pouco e rende muito.

 • Seja simples e modesto. Se você possui qualidades “notáveis”, cedo ou tarde as pessoas notarão isso, como também descobrirão suas imperfeições.

 • Seja um bom conversador deixando com que os outros falem mais.

 • Procure ouvir as pessoas ou avaliar a situação antes de emitir um julgamento.

 • Interesse-se pelos outros. Só assim eles acharão você interessante.

 • Tenha coragem para assumir decisões. Principalmente assuma o que fez.

 • Assegure-se que as informações sejam claras, completas, transparentes e bem recebidas pelo outro.

 • Compreenda que as pessoas que pensam de outra forma, estão sinceramente convencidas de que o errado é você.

 • Faça aos outros, em lugar de críticas, quantos elogios puder fazer honestamente. As pessoas de um modo geral adoram ouvi-los e quando os recusam talvez no fundo esperem ser elogiados por isso.

 • Com os inimigos, declarados ou gratuitos, mantenha a sobriedade do cavalheirismo. Não fale mal por trás nem perca uma oportunidade de reconciliação, dando o primeiro passo, pois nada lhe garante que no dia seguinte um deles não seja a única pessoa capaz de “salvar a sua vida”.


    Para concluir, deixo mais uma dica: pergunte-se: como você gostaria de ser lembrado quando não estiver mais aqui? O que dirão de você? Pense no que disse Chico Xavier: Comece, hoje, a escrever um novo roteiro para sua vida, porque se não podemos voltar atrás e fazer um novo começo, podemos começar, agora, a fazer um novo fim.

Sonia Jordão (Jornalista, especialista em liderança, palestrante e consultora organizacional. Autora de diversos livros)


Adalberto Lima
Vocacionado Diocesano.
























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