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Nossa Sra. das Vocações

Nossa Sra. das Vocações
Senhor que dissestes "a messe é grande e poucos são os operários", nós vos pedimos que envieis muitas e santas vocações sacerdotais e religiosas para nossa Diocese. Necessitamos de sacerdotes que nos dêem o pão da Eucaristia e o Pão da Palavra e assim possamos viver a vossa vida. Virgem Santíssima, Mãe dos sacerdotes, intercedei junto a vossa Divino Filho pela perseverança e santidade de nossos sacerdotes e seminaristas. Amém. Nossa Senhora das Vocações, rogai por nós!

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Guarulhos, São Paulo, Brazil
Somos irmãos no Discernimento Vocacional da Diocese de Guarulhos ( Marcelo, Nilton, Ricardo, Robson, Ítalo e o Bruno ) que, movidos pelo Espírito Santo tivemos a idéia de montar esse blog inspirado nos emails que trocamos. Com um único objetivo: transmitir mensagens de fortalecimento da fé, partilhar de nossa caminhada. Publicar tudo o que é suscitado em nossos corações. As tribulações, as vitórias e as alegrias que alcançamos dia-a-dia com Jesus e Maria. Seguindo a ordem nos dada pelo mestre dos mestres: " Ide pelo mundo e pregai o evangelho a toda criatura" Venha fazer parte conosco dessa missão confiada à todos nós!

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Queridos irmãos.
Recebi ontem um email referente a um carta que o Prof° Felipe Aquino enviou a um determinado Sr. que está fazendo sérias críticas ao Santo Padre e também à Igreja Católica.

Não bastasse toda a educação e sabedoria do Prof° ao se manifestar, me surpreendeu a riqueza catequética que ele apresenta na carta e que, nós católicos, temos a obrigação de conhecer para também aprendermos a defender nossa fé.
O vocacionado Ricardo e eu tivemos a grandioza oportunidade de participarmos de um "curso" com o Prof° Felipe Aquino na Canção Nova de Valinhos. Podemos aprender um pouco mais sobre a História da Nossa Santa e Madre Igreja e percebemos o quanto nós não conhecemos de nossa fé.

Segue abaixo mencionada carta e, peço aos nossos visitantes que leiam até o final, embora seja extensa, mas acho que vale a pena pelo aprendizado como por exemplo: da igreja ter fundado as universidades no mundo, as grandes catedrais, trazer às mulhers o direito assim como legalizar, ou seja, trazer normas para a Santa Inquisiação que até hoje somos tão criticados por ela ter existido sendo que mal sabemos que foi a Igreja Católica que levou, ao menos,  normas para que uma pessoa fosse julgada herege, pois isso nao existia ....simplesmente achavam-se que a pessoa era herege sem critério alguem e a partir disto, matavam-se ou torturavam-se as pessoas sem mérito algum. A Igreja Catolica instituiu então o Tribunal do Santo Ofício, no qual, a pessoa considerada herege, teria o direito de ser ao menos julgada, coisa que não acontecia.

Segue abaixo a carta. Boa leitura!





Carta ao Dr. Saramago


Sei que o Dr. José Saramago, Prêmio Nobel de literatura (1998), não
lerá essa Carta, mas ao menos ela será um desagravo às palavras
ofensivas com que se dirigiu ao Papa Bento XVI e à Igreja, derramando
em suas palavras amargas toda a sua bílis raivosa contra Deus e sua
Santa Igreja, mais uma vez.

Saramago, em Roma, fez o lançamento do seu novo livro "Caim", no qual
volta a tratar da religião. Na verdade a religião e a fé põem os
supostos ateus em crise, por isso essa reação destemperada do
escritor.

Os jornais e a internet noticiaram amplamente que em 14 de outubro
(EFE) o escritor português José Saramago, em um colóquio com o
filósofo italiano Paolo Flores D'Arcais, chamou o Papa Bento XVI de
"cínico", e disse que a "insolência reacionária" da Igreja precisa ser
combatida com a "insolência da inteligência viva".

Numa pesadíssima crítica destrutiva se referiu ao Papa como
“neo-medievalista”, acusando-o de “cinismo intelectual”. Além disso,
disse a Flores D'Arcais, que sempre foi um ateu "tranqüilo", mas que
agora está mudando de idéia, porque, segundo ele “as insolências
reacionárias da Igreja Católica precisam ser combatidas com a
insolência da inteligência viva, do bom senso, da palavra responsável.
Não podemos permitir que a verdade seja ofendida todos os dias por
supostos representantes de Deus na Terra, os quais, na verdade, só tem
interesse no poder.” Segundo Saramago, a Igreja não se importa com o
destino das almas e sempre buscou o controle de seus corpos.

Dr. Saramago, antes de tudo quero lhe dizer que não temos ódio do
senhor e de suas palavras, pois Nosso Senhor nos ensinou a “pagar o
mal com o bem” (Rm 12, 14), a amar os inimigos e a abençoar os que nos
amaldiçoam. Nossos mártires morreram e morrem perdoando os seus
assassinos. Na verdade temos pena do senhor, pois, se de um lado o sr.
é doutor nas Letras humanas, por outro lado ainda desconhece os
primeiros rudimentos das Letras divinas e eternas.

Dr. Saramago, por que investir tão raivosamente contra o nosso Pedro
de hoje, e contra a Santa Igreja?

Que mal eles fazem? Será que são os culpados pelas guerras do mundo;
pela miséria de tantos, pelas catástrofes da natureza? Será que o sr,
qual novo Nero, quer nos culpar pelo incêndio de Roma?

Fiquei pensando Dr. Saramago, onde poderia estar a causa mais profunda
desse ódio que há tanto tempo o sr. destila contra a Igreja? Faz-nos
lembrar do que disse o Salmista: “Por que tumultuam as nações? Por que
tramam os povos vãs conspirações? Erguem-se, juntos, os reis da terra,
e os príncipes se unem para conspirar contra o Senhor e contra seu
Cristo” (Sl 2, 1-2).

Será que o sr. sofreu algum trauma religioso na infância ou na
juventude por parte de alguém da Igreja que lhe deu um contra
testemunho? É possível. Ou será que o sr. foi educado nos bancos da
escola marxista eivada de ateísmo, materialismo e um laicismo anti
católico tão difundido nas universidades?

O destempero de suas palavras nos dão o direito de fazer muitas
indagações desse tipo; pois não são racionais, mas passionais; não
precisamos ser psicólogos para ver que são influxos da sensibilidade
ferida e recalcada sobre a razão.

Dr. Saramago, por que ferir tão injustamente o nosso grande Pastor
universal? O senhor sabe que ele é considerado um dos melhores
teólogos atuais. Sua eleição para Papa se deu num dos Conclaves mais
rápidos da história. Sua santidade é notável, sua humildade explícita,
como ele disse: “um humilde servo da vinha do Senhor”. Por que atacar
a ele e a Igreja com tanta fúria? Saiba que atinge a todos nós seus
filhos. Mas temos consciência que quando a sensibilidade cegou a
razão, e a brutalidade venceu o argumento, a razão foi sufocada.

Será que o senhor ainda não reconheceu o que os historiadores modernos
tem repetido: que foi a Igreja quem salvou e moldou a nossa rica
Civilização Ocidental da qual nos orgulhamos, onde se preza a
liberdade, os direitos humanos, o respeito pela mulher e por cada
pessoa? Sem o trabalho lento e paciente da Igreja durante cerca de dez
séculos, após a queda do Império Romano (476) e a ameaça dos bárbaros,
o Ocidente não seria o mesmo.

O senhor sabe que nossa Civilização foi gerada no bojo do Cristianismo
que nos deu as ciências modernas, a saudável economia de livre
mercado, a segurança das leis, a caridade como uma virtude, o
esplendor da Arte e da Música, uma filosofia assentada na razão, a
agricultura, a arquitetura, as universidades, as catedrais e muitos
outros dons. O sr. sabe que nenhuma outra Instituição fez tanto pela
caridade no mundo em todos os tempos.

O senhor sabe que foi a Igreja que fundou as Universidades, inclusive
a de Coimbra, a famosa de sua Portugal. Sem elas o senhor não teria
chegado ao Prêmio Nobel.

O que há de “cínico” em nosso Pastor maior?

Sabemos que os sofistas, quando não conseguem derrubar os argumentos
do seu opositor, procuram, então, atingir sua pessoa, sua imagem,
atirando-lhe sarcasmo. Ora, será que essas setas envenenadas contra
Bento XVI não são conseqüência da falta de argumentos perante o que
ele e a Igreja defendem há vinte séculos: o respeito à vida desde a
geração até a morte natural, o não ao aborto, à eutanásia, à
manipulação de vidas embrionárias, o não às tais “famílias
alternativas”, etc.?

Ora, doutor Saramago, o senhor já é bastante vivido e conhecedor da
História para saber o que afirmava Spalding, que as nações não perecem
por falta de saber ou de riquezas, mas por falta de princípios morais.

O senhor acusa nosso Pai espiritual de cinismo intelectual; ora, o sr.
sabe que ele é um dos maiores e melhores teólogos de nosso tempo,
catedrático reconhecido no mundo todo. Portanto, atingindo a ele o sr.
nos atinge a todos nós.

Onde pode haver cinismo em um líder mundial que só trabalha em favor
da paz, do desarmamento dos povos, da fraternidade das nações, da
defesa dos mais desvalidos? Exatamente quando ele se reúne no Sínodo
da África, debatendo as misérias desse Continente tão sofrido e o modo
de saná-las, o senhor fere o nosso Pastor tão injustamente! O que o
senhor tem dito sobre os outros chefes de Estado que não fazem o mesmo
pela humanidade?

O senhor acusa o Papa de "insolência reacionária". Ora, o sr. sabe que
o que ele defende não é a “sua” Verdade, mas a Daquele que mudou o
mundo, e que disse a Pilatos: “eu vim para dar testemunho da verdade”;
“Eu sou a Verdade”. O sr. sabe que a Verdade não pode mudar, senão não
é verdade. O mesmo princípio de Arquimedes, do empuxo, descoberto dois
séculos antes de Cristo, ainda hoje é ensinado nas melhores
universidades do mundo, porque é verdade.

Bem disse o então cardeal Ratzinger na missa “pro elegendo pontífice”,
que o mundo está dominado pelo “relativismo religioso” que quer
eliminar a existência de uma verdade absoluta, querendo fazer tudo
relativo, ao gosto de cada um. Por não aceitar essa “ditadura do
relativismo” o sr. conjura o nosso Papa e a nossa Igreja. Eles não
podem trair o Cristo, Caminho, Verdade e Vida.

O sr. diz ainda que agora vai partir para o ataque ateísta contra a
Igreja. Gostaria apenas de relembrar-lhe que a Igreja não pode ser
vencida por um poder meramente humano. Não perca seu tempo. Cristo lhe
prometeu que as portas do inferno, que movem o coração dos que a
perseguem, jamais prevalecerão contra ela.

Seria bom o sr. examinar os últimos dois mil anos da História para
constatar a veracidade dessa Promessa. Onde está o Império Romano que
quis destruí-la e que ceifou tantos mártires? Onde está a fúria de
Napoleão que mandou prender Pio VII? Onde está a União Soviética de
Stalin que perguntou “quantas legiões de soldados tem o papa?”. Onde
está o nazismo, o comunismo, que tentaram eliminar a Igreja e a fé
católica desde as suas raízes, e que fizeram tantos mártires?

Ora Dr. Saramago, será que o sr. ainda não entendeu que todos aqueles
que se atiraram insanamente contra  a Rocha de Pedro caíram para trás
desolados? Será que precisamos de mais exemplos?

O sr. acusa o Papa também de querer apenas agir por “interesse e
poder”. O interesse que ele procura é o bem das almas e das pessoas.
Gostaria que o sr. lesse o que disse o Concilio Vaticano II: “Nenhuma
ambição terrestre move a Igreja. Com efeito, guiada pelo Espírito
Santo ela pretende somente uma coisa: continuar a obra do próprio
Cristo que veio ao mundo para dar testemunho da verdade (Jo 18,37),
para salvar e não para condenar, para servir e não para ser servido”
(Mt 20,28), (GS,3).

O poder do Papa é aquele que vem de Deus, não do povo, e que está
ancorado nos corações dos seus filhos que o amam como dizia Catarina
de Sena, “o Doce Cristo na Terra”.

Meu irmão Saramago, não o odiamos, ao contrário, o perdoamos; queremos
repetir as palavras de Santo Estevão: “Senhor, não leve em conta as
suas ofensas”. E mais: “Pai, perdoai-lhe não sabe o que faz”. Pedimos
ao Senhor que lhe conceda, antes de fechar os olhos para este mundo, a
graça da conversão. É tudo o que desejamos e pedimos ao Senhor da
Glória.



Prof. Dr. Felipe Rinaldo Queiroz de Aquino

Fonte: www.cleofas.org.br
Data da publicação: 16.10.2009.


Nilton de Carvalho
Vocacionado - Diocese de Guarulhos







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