
“Eu tentei muitas vezes calar e não dar nem respostas, eu tentei na fuga esconder-me e ir longe de ti, mas tua força venceu-me ao final e fiquei seduzido, é difícil agora viver sem saudade de Ti”.
Experiência tem apenas aquele que já viveu, e o jovem não sabe e nem tem a certeza de tudo, é extremamente normal que em toda a nossa história de vida tenhamos coisas a aprender, pois todos os dias nos são dado à possibilidade de viver e aprender novas coisas. Sabemos que o próprio Cristo Jesus foi ensinado por sua catequista, professora e Mãe, Maria.
São João Damasceno diz: “- Oh Mãe! Ser teu devoto, ó virgem santa é uma arma de solução que Deus dá aos que quer salvar”.
Sabemos que o papel de Maria na Igreja e no Mundo não é mais que nos revelar Jesus como único Salvador, Caminho, Verdade e Vida, que se não fosse isso não serias nada.
São Bernardo diz: “- Os maiores santos, ou seja, as almas mais ricas em graça e virtude, são as mais assíduas a rezarem a virgem Maria, a contemplá-la continuamente como modelo perfeito a imitar e como poderoso auxílio a quem recorrer”.
Que também nós filhos (as) da Igreja reconhecendo que nada sabemos e muito temos a aprender! Que possamos recorrer a Maria como nossa Protetora, Rainha, Educadora, mas em primeiro lugar como Mãe e Mestra, para que seduzidos no Amor ela possa nos revelar o doce amor que é o Próprio Jesus.
Peço a Virgem Maria Santíssima, como estrela da evangelização, envie toda a Milícia Celeste no comando de São Miguel Arcanjo que nos auxilia e combate em nosso favor contra as forças malignas.
Se você não acredita que Maria é a marca, o ícone, o símbolo e o sinal de entrega a Deus. Não há mais o que se dizer.
Obrigado Mãe por seres quem tu és, Mãe de Deus e nossa, pois teu nome é Maria de Deus!
Nossa Senhora da Natividade. Rogai por nós!
Ricardo Teixeira
Vocacionado-Diocese de Guarulhos
A Natividade de Nossa Senhora é celebrada pelos cristãos do Oriente desde o início do cristianismo. Já no Ocidente, ela passou a constar do calendário litúrgico a partir do século VII. Neste ano, será celebrada no dia 08 de setembro.
Celebrar a natividade de Maria é, em um sentido bastante humano, celebrar a festa de seu aniversário. E como gostamos de celebrar o aniversário daqueles que nos são queridos!... Maria nasceu de uma forma humana como cada um de nós: fruto do amor entre um homem e uma mulher, viveu em família e como toda jovem de seu tempo, um dia sonhou em casar-se e constituir sua própria família.
Celebrar a natividade de Maria é, em um sentido bastante humano, celebrar a festa de seu aniversário. E como gostamos de celebrar o aniversário daqueles que nos são queridos!... Maria nasceu de uma forma humana como cada um de nós: fruto do amor entre um homem e uma mulher, viveu em família e como toda jovem de seu tempo, um dia sonhou em casar-se e constituir sua própria família.
Por isso tudo, celebrar a natividade de Nossa Senhora é celebrar um marco fundamental da história da salvação. Peça fundamental nessa história, Maria é a intercessão que ligará a Trindade à humanidade. Através de seu corpo, por Deus preparado livre do pecado, Jesus vem ao mundo e nele realiza seu mistério salvífico.
Que essa festa nos faça relembrar essa história tão especial, com os olhos agradecidos diante daquela que soube dizer sim e, através disso, tornar-se mãe não somente de Jesus, mas de toda a humanidade.
Na vida existem muitas possibilidades, muitos caminhos, muitos rios, muitas escolhas. Todos os dias nossa liberdade é provocada em vista de opções que devemos fazer. Aliás, a pessoa humana não consegue ficar sem optar. Escolher é necessário e, quando a escolha é bem-feita, faz-se a experiência de uma grande liberdade.
Todos buscamos a realização plena como pessoas e como cristãos. São muitas as maneiras de alguém se realizar. São muitos rios que conduzem ao mesmo oceano.
É preciso escolher o melhor, onde as possibilidades de realização são maiores.
Quem não gostaria de ser pessoa sempre mais alegre, lúcida, vibrante, serviçal? O desafio é enfrentar as encruzilhadas da vida: parar, pensar, refletir, rezar e escolher o caminho que mais nos permite viver tais realidades.
O ideal seria admitirmos e contemplamos todas as propostas que se apresentam diante de nossos olhos. Refletir e acolher todas as vocações como possibilidades de realização, como caminhos possíveis para mim. Ora, todas as vocações são boas. Porém, é necessário escolher o caminho por onde Deus nos chama e quer guiar e acompanhar. E, se ele chama, também nos acompanha e dará todas as graças necessárias para bem viver esta vocação. “Eis que estarei conosco todos os dias” (Mt 28,20).
Portanto, você está diante de caminhos diferentes. Todos muito bons. Não há vocação melhor ou pior. O importante é escutar a voz de Deus e a voz de nosso povo para acolher o convite gratuito de Deus. Tenha a certeza: se Deus chama, também acompanha todos os passos daquele que amorosamente chamou. È próprio do amor de Deus acompanhar a caminhada dessa pessoa e dar força para que possa ser forte e fiel como peregrino da esperança neste mundo.
Marcos A. Silva
Vocacionado - Diocese de Guarulhos

escrito somente em hebraico, nem aramaico e nem grego;
escrito antes de Esdras (455´428 a.C.);
sem contradição com a Torá ou lei de Moisés.
Acontece que em Alexandria no Egito, cerca de 200 anos antes de Cristo, já havia uma forte colônia de judeus, vivendo em terra estrangeira e falando o grego. Os judeus de Alexandria, através de 70 sábios judeus, traduziram os livros sagrados hebraicos para o grego, entre os anos 250 e 100 a.C, antes do Sínodo de Jâmnia (100 d.C). Surgiu assim a versão grega chamada ´Alexandrina´ ou ´dos Setenta´. E essa versão dos Setenta, incluiu os livros que os judeus de Jâmnia, por critérios nacionalistas, rejeitaram.
Havia então no início do Cristianismo duas Bíblias judaicas: uma da Palestina (restrita) e a Alexandrina (completa – Versão dos LXX).
Os Apóstolos e Evangelistas optaram pela Bíblia completa dos Setenta (Alexandrina), considerando canônicos os livros rejeitados em Jâmnia. Ao escreverem o Novo Testamento usaram o Antigo Testamento, na forma da tradução grega de Alexandria, mesmo quando esta era diferente do texto hebraico. O texto grego, ´dos Setenta´ tornou´se comum entre os cristãos; e portanto, o cânon completo, incluindo os sete livros e os fragmentos de Ester e Daniel, passou para o uso dos cristãos.
Verificamos também que nos livros do Novo Testamento há citações dos livros que os judeus nacionalistas da Palestina rejeitaram. Por exemplo: Rom 1,12´32 se refere a Sb 13,1´9; Rom 13,1 a Sb 6,3; Mt 27,43 a Sb 2, 13.18; Tg 1,19 a Ecls 5,11; Mt 11,29s a Ecls 51,23´30; Hb 11,34 a 2 Mac 6,18; 7,42; Ap 8,2 a Tb 12,15.
Nos séculos II a IV houve dúvidas na Igreja sobre os sete livros por causa da dificuldade do diálogo com os judeus. Finalmente a Igreja, ficou com a Bíblia completa da Versão dos Setenta, incluindo os sete livros.
Por outro lado, é importante saber também que muitos outros livros que todos os cristãos têm como canônicos, não são citados nem mesmo implicitamente citados no Novo Testamento. Por exemplo: Eclesiastes, Ester, Cântico dos Cânticos, Esdras, Neemias, Abdias, Naum, Rute.
Outro fato importantíssimo é que nos mais antigos escritos dos santos Padres da Igreja (patrística) os livros rejeitados pelos protestantes (deutero´canônicos) são citados como Sagrada Escritura. Assim, São Clemente de Roma, o quarto Papa da Igreja, no ano de 95 escreveu a Carta aos Coríntios, citando Judite, Sabedoria, fragmentos de Daniel, Tobias e Eclesiástico; livros rejeitados pelos protestantes. Ora, será que o Papa S. Clemente se enganou, e com ele a Igreja? É claro que não. Da mesma forma, o conhecido Pastor de Hermas, no ano 140, faz amplo uso de Eclesiástico, e do 2 Macabeus; Santo Hipólito (†234), comenta o Livro de Daniel com os fragmentos deuterocanônicos rejeitados pelos protestantes, e cita como Sagrada Escritura Sabedoria, Baruc, Tobias, 1 e 2 Macabeus.
Fica assim, muito claro, que a Sagrada Tradição da Igreja e o Sagrado Magistério sempre confirmaram os livros deuterocanônicos como inspirados pelo Espírito Santo.
Vários Concílios confirmaram isto: os Concílios regionais de Hipona (ano 393); Cartago II (397), Cartago IV (419), Trulos (692). Principalmente os Concílios ecumênicos de Florença (1442), Trento (1546) e Vaticano I (1870) confirmaram a escolha.
No século XVI, Martinho Lutero (1483´1546) para contestar a Igreja, e para facilitar a defesa das suas teses, adotou o cânon da Palestina e deixou de lado os sete livros conhecidos, com os fragmentos de Esdras e Daniel.
Sabemos que é o Espírito Santo quem guia a Igreja e fez com que na hesitação dos séculos II a IV a Igreja optasse pela Bíblia completa, a versão dos Setenta de Alexandria, o que vale até hoje para nós católicos.
Lutero, ao traduzir a Bíblia para o alemão, traduziu também os sete livros (deuterocanônicos) na sua edição de 1534, e as Sociedades Biblícas protestantes, até o século XIX incluíam os sete livros nas edições da Bíblia.
Neste fato fundamental para a vida da Igreja (a Bíblia completa) vemos a importância da Tradição da Igreja, que nos legou a Bíblia como a temos hoje. Disse o último Concílio:
´Pela Tradição torna´se conhecido à Igreja o Cânon completo dos livros sagrados e as próprias Sagradas Escrituras são nelas cada vez mais profundamente compreendidas e se fazem sem cessar, atuantes. Assim o Deus que outrora falou, mantém um permanente diálogo com a Esposa de seu dileto Filho, e o Espírito Santo, pelo qual a voz viva do Evangelho ressoa na Igreja e através da Igreja no mundo, leva os fiéis à verdade toda e faz habitar neles copiosamente a Palavra de Cristo´ (DV,8).
Por fim, é preciso compreender que a Bíblia não define, ela mesma, o seu catálogo; isto é, não há um livro da Bíblia que diga qual é o índice dela. Assim, este só pode ter sido feito pela Tradição dos apóstolos, pela tradição oral que de geração em geração chegou até nós.
Se negarmos o valor indispensável da Tradição, negaremos a autenticidade da própria Bíblia.
É interessante notar que o Papa São Dâmaso (366´384), no século IV, pediu a S.Jerônimo que fizesse uma revisão das muitas traduções latinas que havia da Bíblia, o que gerava certas confusões entre os cristãos. São Jerônimo revisou o texto grego do Novo Testamento e traduziu do hebraico o Antigo Testamento, dando origem ao texto latino chamado de ´Vulgata´, usado até hoje.
Artigo retirado do site www.cleofas.com.br
Dentre tantos outros desafios que passamos no decorrer de nossa caminhada de discernimento vocacional ao sacerdócio, sem dúvida alguma, nossa família é uma peça fundamental para o término do grande “quebra-cabeças” de nossas vidas.
Nos debruçamos sobre nossos pensamentos, sobre nossas angustias, dúvidas e sobretudo, nos debruçamos sobre o Evangelho para ficarmos ainda mais próximos, na medida em que discernimos, da vida e testemunho de nosso mestre Jesus Cristo.
Jesus, o sumo sacerdote, o filho único de Deus, o próprio Deus e Aquele que, por amor, se fez humano em tudo, exceto no pecado.
Ao olharmos a vida de Jesus, os desígnios de DEUS, é inevitável percebermos que, a Sagrada Família de Jesus, foi essencial para a realização do projeto de Deus.
É claro que Deus, com seu imenso poder, poderia fazer-se cumprir seu projeto sozinho, Mas não, da mesma forma em que DEUS é poder, ele também é amor e este não seria O AMOR, se fosse coercitivamente imputados à humanidade. Deus agiu, assim como hoje age, no SIM de cada um de nós, nos dando o livre arbítrio para nos entregarmos inteiramente a seus desígnios. E se não fosse assim, nosso SIM não seria escolha, não teria o mesmo sentido.
Pois bem, o Evangelho nos mostra que foi através do SIM da Sagrada Família que salvação chegou até nós.
Logo no inicio, o céu esperou pelo SIM de Maria para que o sagrado fruto fosse gerado em seu ventre. Foi importante também o SIM de José, para aceitar Maria na situação em que se encontrava , a amasse e acreditasse nela e no poder de DEUS para que Jesus pudesse nascer.
Podemos imaginar o quanto foi difícil para Maria e José entenderem toda aquela situação, afinal, também eram humanos e assim como nós, não nos damos conta de todo o projeto que DEUS tem para nossas vidas.
Imaginemos que foi difícil para Maria, a mãe de Jesus, dizer Sim ao seu filho quando es te começou sua vida publica, pois assim como todas as mães, ela também conhecia seu filho e sabia que a partir daquele momento Jesus caminharia a cada dia rumo a Glória, mas que esta não seria alcançada se não através de muitas dificuldades e sofrimento.
Eu acredito que Maria sentia, mesmo que não entendendo, que Jesus passaria por tudo o que passou e seu coração de mãe certamente se angustiou quando viu que o momento de Jesus se afastar estava próximo. Mas ela disse O SIM novamente e soube entender que o momento era de separação, mas que esta não seria eterna.
Maira esteve pressente, senão de corpo, mas certamente em oração, em todos os momentos da vida de Jesus e, imaginemos que na medida em que Jesus recebia o consentimento de Maria para continuar sua missão, este despertava em Jesus, a coragem de continuar e ser firme em todas as suas provações.
No momento mais difícil Maria estava lá, e dois de seus grandes amigos, que hoje, em comunidade chamamos de irmãos também estavam: Maria Madalena e João.
Naquele momento mais difícil, no ápice de todas as provações, a família estava presente na pessoa de Maria sua mãe, e de seus “irmãos”.
Jesus, segurando sua cruz, transfigurado por suas chagas, caiu e levantou-se três vezes e imagino que em cada um delas Jesus sentiu a força também dos três que estavam ali com ele, e o seguiram até o fim.
Do alto da Cruz, Jesus não mediu forças ao formalizar a importância da família na vida daqueles que se despojam a viver os desígnios do pai, tanto que, mesmo em agonia, ele apresentou sua própria Mãe a João nos ensinando que para caminhar e cumprir-se os desígnios do Pai, é necessário que caminhemos com nossas famílias até o fim.
Família, nós precisamos do SIM de vocês!
O chamado é nosso. Cada vocacionado tem o seu chamado, tem sua experiência com DEUS, mas precisamos do SIM de vocês família, precisamos do despojamento e da fé de vocês para que assim, a exemplo de nosso Mestre, tenhamos também a coragem e a fortaleza para chegarmos ao projeto final.
Sabemos que é difícil para a maioria das mães, pais, irmãos e irmãs, compreenderem nossa ausência em alguns momentos importantes, do nosso compromisso nas pastorais, romarias, reuniões e encontros, mas precisamos do vossos SIM , precisamos do olhar de Maria em vossos olhos, para podermos também, mergulhados em nossas dúvidas e medos, também podermos entender o nosso chamado.
Família, o nosso SIM também é vosso! Ajude-nos a chegar lá!
Nilton de Carvalho
Vocacionado - Diocese de Guarulhos



