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Nossa Sra. das Vocações

Nossa Sra. das Vocações
Senhor que dissestes "a messe é grande e poucos são os operários", nós vos pedimos que envieis muitas e santas vocações sacerdotais e religiosas para nossa Diocese. Necessitamos de sacerdotes que nos dêem o pão da Eucaristia e o Pão da Palavra e assim possamos viver a vossa vida. Virgem Santíssima, Mãe dos sacerdotes, intercedei junto a vossa Divino Filho pela perseverança e santidade de nossos sacerdotes e seminaristas. Amém. Nossa Senhora das Vocações, rogai por nós!

Quem somos

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Guarulhos, São Paulo, Brazil
Somos irmãos no Discernimento Vocacional da Diocese de Guarulhos ( Marcelo, Nilton, Ricardo, Robson, Ítalo e o Bruno ) que, movidos pelo Espírito Santo tivemos a idéia de montar esse blog inspirado nos emails que trocamos. Com um único objetivo: transmitir mensagens de fortalecimento da fé, partilhar de nossa caminhada. Publicar tudo o que é suscitado em nossos corações. As tribulações, as vitórias e as alegrias que alcançamos dia-a-dia com Jesus e Maria. Seguindo a ordem nos dada pelo mestre dos mestres: " Ide pelo mundo e pregai o evangelho a toda criatura" Venha fazer parte conosco dessa missão confiada à todos nós!

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Voceê já teve o bastante?
Está pronto agora?
Quer mesmo saber as respostas das suas perguntas?
Você vai me responder?
Você tem feito tantas perguntas. Está irritado e agora eu te pergunto: Quer mesmo saber as respostas das perguntas que está me fazendo ou é só um desabafo?
Eu sei o que está pensando! Eu falo com todo mundo, o tempo todo com suas vozes.
A questão é: Quem me ouve?
Da montanha mais alta foi proclamado. Do lugar mais baixo seu sussuro foi ouvido. Pelos corredores da experiência humana, a verdade ecoou.
O amor é a resposta.

Vocês projetaram um Deus que julga, recompensa e pune em torno do amor e essa realidade do amor, baseado no medo domina sua experiência de amor.

É do medo que precisa para ser, fazer e ter o que é intrisicamente certo?

Tem que se sentir ameaçado para ser bom?

E o que é ser bom? Quem tem a palavra final sobre isso?

Eu te digo: você cria as próprias regras, você dá as diretrizes. Você dá o amor.

Mas nos tempos de tristeza, você prefere esquecer-se disso.

Você devia responder a uma simples pergunta: O que o amor faria agora?

Viver sua vida sem expectativa, sem a necessidade de resultados....isso é a liberdade?

Lembre-se, você está constantemente criando a si mesmo. Está a todo momento decidindo quem e o quer você é. Você decide isso pelas escolhas que você faz, de acordo com quem ou pelo que você se apaixona.

Preocupação é uma atitude da mente, que não entende sua conexão comigo.

Você se lembra da pergunta : o que o amor faria agora? Responda a pergunta...e eu estarei lá, sempre, sob qualquer forma!

Sofrer não tem nada a ver com os acontecimentos, mas sim com suas reações a eles.

O que está acontecendo está apenas acontecendo, mas o que você sente sobre isso....é o quer realmente me importa.

Você nao pode ter tudo o que quer!

Eu deveria então puní-lo por fazer uma escolha que EU mesmo coloquei em sua frente?

Essa é a pergunta que você deve fazer antes de atribuir-me o papel de Deus reprovador.

Sempre você tem me implorado para que eu lhe apareça, que me explique e me revele e é o que estou fazendo claramente em sua vida todos os dias para que compreenda.

Eu estou aqui, bem aqui, neste momento!

Eu não quero nada de você, além que seja feliz mas você acha que está abaixo de mim quando da realidade somos apenas um. Não há separação.

Espero para você simplesmente o que você espera para si mesmo, nada mais, nada menos.

Eu não estou preocupado com o seu sucesso no mundo. Só você está.

Não precisa se preocupar em ganhar a vida. Os mestres são aqueles que escolheram a vida, além de ganhá-la.

Vá em frente! Faça o que realmente gosta, não faça mais nada. Você tem tão pouco tempo. Como pode pensar em perder o momento fazendo algo que não goste de fazer ,só para ganhar a vida?

Isso não é viver. Isso é morrer!

E lembre-se: Não se sinta abandonado, pois estou sempre com você. Não vou deixá-lo, eu não posso deixá-lo, pois você é a minha criação, meu produto, meu filho, minha filha, meu propósito e acima de tudo EU mesmo.
Portanto, me chame, onde e quando você estiver separado da parte que sou eu .....e eu estarei lá, sempre!


Fonte: Filme Conversando com DEUS.


Nilton de Carvalho
Vocacionado - Diocese de Guarulhos

Mãe do Silêncio e da Humildade, tu vives perdida e encontrada
no mar sem fundo do Mistério do Senhor.
Tu és disponibilidade e receptividade.
Tu és fecundidade e plenitude.
Tu és atenção e solicitude pelos irmãos.
Estás revestidas de fortaleza.


Resplandecem em ti a maturidade humana
e a elegância espiritual.
És senhora de ti mesma antes de ser nossa Senhora.
Em ti não existe dispersão.


Em um ato de simples e total, tua alma, toda imóvel,
está paralisada e identificada com o Senhor.
Estás em Deus, e Deus em ti.
O Mistério total te envolve
e te penetra e te possui,
ocupa e entrega todo o teu ser.


Parece que em ti tudo ficou parado,
tudo se identificou contigo: o tempo, o espaço,
a palavra, a música, o silêncio, a mulher, Deus.
Tudo ficou assumido em ti, e divinizado.


Jamais se viu figura humana de tamanha doçura,
nem se voltará a ver nesta terra
uma mulher tão inefavelmente evocadora.
Entretanto, teu silêncio
não é a ausência mas presença.


Estás abismada no Senhor e, ao mesmo tempo,
atenta aos irmãos, como em Caná.
A comunicação nunca é tão profunda como
quando não se diz nada, e o silêncio
nunca é tão eloqüente como quando nada se comunica.


Faze-nos compreender que o silêncio não é
desinteresse pelos irmãos, mas fonte
de energia e de irradiação,
não é encolhimento mas projeção.
Faze-nos compreender que,
para derramar, é preciso preencher-se.


Afoga-se o mundo no mar da dispersão,
e não é possível
amar os irmãos com um coração disperso.
Faze-nos compreender que o apostolado,
sem silêncio, é alienação, e que o silêncio,
sem apostolado, é comodidade.


Envolve-nos em teu manto de silêncio e comunica-nos
a fortaleza de tua FÉ, a altura de tua Esperança
e a profundidade de teu Amor.
Fica com os que ficam e vem com os que partem.
Ó Mãe Admirável do Silêncio!


Autor: Inácio Larrañaga.


Luiz Marcelo Gonçalves
Vocacionado Diocesano


“Eu tentei muitas vezes calar e não dar nem respostas, eu tentei na fuga esconder-me e ir longe de ti, mas tua força venceu-me ao final e fiquei seduzido, é difícil agora viver sem saudade de Ti”.
Experiência tem apenas aquele que já viveu, e o jovem não sabe e nem tem a certeza de tudo, é extremamente normal que em toda a nossa história de vida tenhamos coisas a aprender, pois todos os dias nos são dado à possibilidade de viver e aprender novas coisas. Sabemos que o próprio Cristo Jesus foi ensinado por sua catequista, professora e Mãe, Maria.
São João Damasceno diz: “- Oh Mãe! Ser teu devoto, ó virgem santa é uma arma de solução que Deus dá aos que quer salvar”.
Sabemos que o papel de Maria na Igreja e no Mundo não é mais que nos revelar Jesus como único Salvador, Caminho, Verdade e Vida, que se não fosse isso não serias nada.
São Bernardo diz: “- Os maiores santos, ou seja, as almas mais ricas em graça e virtude, são as mais assíduas a rezarem a virgem Maria, a contemplá-la continuamente como modelo perfeito a imitar e como poderoso auxílio a quem recorrer”.
Que também nós filhos (as) da Igreja reconhecendo que nada sabemos e muito temos a aprender! Que possamos recorrer a Maria como nossa Protetora, Rainha, Educadora, mas em primeiro lugar como Mãe e Mestra, para que seduzidos no Amor ela possa nos revelar o doce amor que é o Próprio Jesus.
Peço a Virgem Maria Santíssima, como estrela da evangelização, envie toda a Milícia Celeste no comando de São Miguel Arcanjo que nos auxilia e combate em nosso favor contra as forças malignas.
Se você não acredita que Maria é a marca, o ícone, o símbolo e o sinal de entrega a Deus. Não há mais o que se dizer.
Obrigado Mãe por seres quem tu és, Mãe de Deus e nossa, pois teu nome é Maria de Deus!


Nossa Senhora da Natividade. Rogai por nós!

Ricardo Teixeira
Vocacionado-Diocese de Guarulhos


A Natividade de Nossa Senhora é celebrada pelos cristãos do Oriente desde o início do cristianismo. Já no Ocidente, ela passou a constar do calendário litúrgico a partir do século VII. Neste ano, será celebrada no dia 08 de setembro.



Celebrar a natividade de Maria é, em um sentido bastante humano, celebrar a festa de seu aniversário. E como gostamos de celebrar o aniversário daqueles que nos são queridos!... Maria nasceu de uma forma humana como cada um de nós: fruto do amor entre um homem e uma mulher, viveu em família e como toda jovem de seu tempo, um dia sonhou em casar-se e constituir sua própria família.

Celebrar a natividade de Maria é, em um sentido bastante humano, celebrar a festa de seu aniversário. E como gostamos de celebrar o aniversário daqueles que nos são queridos!... Maria nasceu de uma forma humana como cada um de nós: fruto do amor entre um homem e uma mulher, viveu em família e como toda jovem de seu tempo, um dia sonhou em casar-se e constituir sua própria família.

Por isso tudo, celebrar a natividade de Nossa Senhora é celebrar um marco fundamental da história da salvação. Peça fundamental nessa história, Maria é a intercessão que ligará a Trindade à humanidade. Através de seu corpo, por Deus preparado livre do pecado, Jesus vem ao mundo e nele realiza seu mistério salvífico.

Que essa festa nos faça relembrar essa história tão especial, com os olhos agradecidos diante daquela que soube dizer sim e, através disso, tornar-se mãe não somente de Jesus, mas de toda a humanidade.


Uma oração pelo nascimento de Maria:
Abri, ó Deus, para os vossos servos e servas os tesouros da vossa graça; e assim como a maternidade de Maria foi a aurora da salvação, a festa de seu nascimento aumente em nós a vossa paz. Por nosso Senhor Jesus Cristo, na unidade do Espírito Santo. Amém.


Nilton de Carvalho
Vocacionado - Diocese de Guarulhos



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Na vida existem muitas possibilidades, muitos caminhos, muitos rios, muitas escolhas. Todos os dias nossa liberdade é provocada em vista de opções que devemos fazer. Aliás, a pessoa humana não consegue ficar sem optar. Escolher é necessário e, quando a escolha é bem-feita, faz-se a experiência de uma grande liberdade.

Todos buscamos a realização plena como pessoas e como cristãos. São muitas as maneiras de alguém se realizar. São muitos rios que conduzem ao mesmo oceano.

É preciso escolher o melhor, onde as possibilidades de realização são maiores.

Quem não gostaria de ser pessoa sempre mais alegre, lúcida, vibrante, serviçal? O desafio é enfrentar as encruzilhadas da vida: parar, pensar, refletir, rezar e escolher o caminho que mais nos permite viver tais realidades.

O ideal seria admitirmos e contemplamos todas as propostas que se apresentam diante de nossos olhos. Refletir e acolher todas as vocações como possibilidades de realização, como caminhos possíveis para mim. Ora, todas as vocações são boas. Porém, é necessário escolher o caminho por onde Deus nos chama e quer guiar e acompanhar. E, se ele chama, também nos acompanha e dará todas as graças necessárias para bem viver esta vocação. “Eis que estarei conosco todos os dias” (Mt 28,20).

Portanto, você está diante de caminhos diferentes. Todos muito bons. Não há vocação melhor ou pior. O importante é escutar a voz de Deus e a voz de nosso povo para acolher o convite gratuito de Deus. Tenha a certeza: se Deus chama, também acompanha todos os passos daquele que amorosamente chamou. È próprio do amor de Deus acompanhar a caminhada dessa pessoa e dar força para que possa ser forte e fiel como peregrino da esperança neste mundo.


Marcos A. Silva

Vocacionado - Diocese de Guarulhos

Em razão do mês de Setembro ser dedicado a Bíblia, o Idepelomundo homenageia a palavra de DEUS com um artigo completo de como foi composta a Bíblia pela Santa Madre Igreja:

Como a Bíblia foi composta
pela Igreja?

Os textos da Bíblia começaram a ser escritos desde os tempos anteriores a Moisés (1200 aC). Escrever era uma arte rara e cara, pois se escrevia em tábuas de madeira, papiro, pergaminho (couro de carneiro). Moisés foi o primeiro codificador das leis e tradições orais e escritas de Israel. Essas tradições foram crescendo aos poucos por outros escritores no decorrer dos séculos, sem que houvesse uma catalogação rigorosa das mesmas. Assim foi se formando a literatura sagrada de Israel. Até o século XVIII dC, admitia´se que Moisés tinha escrito o Pentateuco (Gen, Ex, Lev, Nm, Dt); mas, nos últimos séculos, os estudos mais apurados mostrou que não deve ter sido Moisés o autor de toda esta obra. A teoria que a Igreja Católica aceita é a seguinte: O povo de Israel, desde que Deus chamou Abrão de Ur na Caldéia, foi formando a sua tradição histórica e jurídica. Moisés deve ter sido quem fez a primeira codificação das Leis de Israel, por ordem de Deus, no séc. XIII aC. Após Moisés, o bloco de tradições foi enriquecido com novas leis devido às mudanças históricas e sociais de Israel. A partir de Salomão (972´932), passou a existir na corte dos reis, tanto de Judá quanto da Samaria (reino cismático desde 930 aC) um grupo de escritores que zelavam pelas tradições de Israel, era os escribas e sacerdotes. Do seu trabalho surgiram quatro coleções de narrativas históricas que deram origem ao Pentateuco:

1. Coleção ou código Javista (J), onde predomina o nome Javé. Tem estilo simbolista, dramático e vivo; mostra Deus muito perto do homem. Teve origem no reino de Judá com Salomão (972´932).

1. O código Eloista (E), predomina o nome Elohim (=Deus). Foi redigido entre 850 e 750 aC, no reino cismático da Samaria. Não usa tanto o antropomorfismo (representa Deus à semelhança do homem) do código Javista. Quando houve a queda do reino da Samaria, em 722 para os Assírios, o código E foi levado para o reino de Judá, onde ouve a fusão com o código J, dando origem a um código JE.

2. O código (D) ´ Deuteronômio (= repetição da Lei, em grego). Acredita´se que teve origem nos santuários do reino cismático da Samaria (Siquém, Betel, Dã,...) repetindo a lei que se obedecia antes da separação das tribos. Após a queda da Samaria (722) este código deve ter sido levado para o reino de Judá, e tudo indica que tenha ficado guardado no Templo até o reinado de Josias (640´609 aC), como se vê em 2Rs 22. O código D sofreu modificações e a sua redação final é do século V aC, quando, então, na íntegra, foi anexado à Torá. No Deuteronômio se observa cinco “deuteronômios” (repetição da lei). A característica forte do Deuteronômio é o estilo forte que lembra as exortações e pregações dos sacerdotes ao povo.

3. O código Sacerdotal (P) – provavelmente o sacerdotes judeus durante o exílio da Babilônia (587´537aC) tenham redigido as tradições de Israel para animar o povo no exílio. Este código contém dados cronológicos e tabelas genealógicas, ligando o povo do exílio aos Patriarcas, para mostrar´lhes que fora o próprio Deus quem escolheu Israel para ser uma nação sacerdotal (Ex 19,5s). O código P enfatiza o Templo, a Arca, o Tabernáculo, o ritual, a Aliança. Tudo indica que no século VaC, um sacerdote, talvez Esdras, tenha fundido os códigos JE e P, colocando como apêndice o código D, formando assim o Pentateuco ou a Torá, como a temos hoje. Se não fosse a Igreja Católica, não existiria a Bíblia como a temos hoje, com os 73 livros canônicos, isto é, inspirados pelo Espírito Santo. Foi num longo processo de discernimento que a Igreja, desde o tempo dos Apóstolos, foi “berçando” a Bíblia, e descobrindo os livros inspirados. Se você acredita no dogma da infalibilidade de Igreja, então pode acreditar na Bíblia como a Palavra de Deus. Mas se você não acredita, então a Bíblia perde a sua inerrância, isto é, ausência de erro. Esta conclusão nos leva a outra também importantíssima, que é a seguinte: se foi a Igreja, que guiada pelo Espírito Santo, compôs a Bíblia, logo, é ela também a única autoridade capaz de a interpretar segundo o que Deus quis nos dizer de fato. Por que a Igreja tem tanta certeza de que ela não erra naquilo que é essencial para levar os seus filhos à salvação? Por causa da grandes promessas que o próprio Senhor lhe fez, garantindo que ela guardaria sem erros o “depósito da fé” que Jesus nos deixou através dos Apóstolos. Demorou alguns séculos para que a Igreja chegasse à forma final da Bíblia. Em vários Concílios, alguns regionais outros universais, a Igreja estudou o cânon da Bíblia; isto é, o seu índice. Alguns desses concílios foram:

Muitos fazem esta pergunta: Por que a Bíblia dos protestantes tem menos livros do que a nossa?

A resposta vem de longe, antes mesmo de Cristo, passando é claro por Martinho Lutero e seus seguidores após a ´revolução´ protestante.

Garante-nos o Catecismo da Igreja e o Concílio Vaticano II que:

Foi a Tradição apostólica que fez a Igreja discernir que escritos deviam ser enumerados na lista dos Livros Sagrados´(DV 8; CIC,120).

Portanto, sem a Tradição da Igreja não teríamos a Bíblia. Santo Agostinho dizia: ´Eu não acreditaria no Evangelho, se a isso não me levasse a autoridade da Igreja Católica´(CIC,119).

Por que a Bíblia católica é diferente da protestante? Esta tem apenas 66 livros porque Lutero e, principalmente os seus seguidores, rejeitaram os livros de Tobias, Judite, Sabedoria, Baruc, Eclesiástico (ou Sirácida), 1 e 2 Macabeus, além de Ester 10,4´16; Daniel 3,24´20; 13´14.

A razão disso vem de longe.

No ano 100 da era cristã os rabinos judeus se reuniram no ´Sínodo de Jâmnia´ (ou Jabnes), no sul da Palestina, a fim de definirem a Bíblia Judaica. Isto porque nesta época começava a surgir o Novo Testamento com os Evangelhos e as cartas dos Apóstolos, que os Judeus não aceitaram.

Nesse Sínodo os rabinos definiram como critérios para aceitar que um livro fizesse parte da Bíblia, o seguinte:

deveria ter sido escrito na Terra Santa;

escrito somente em hebraico, nem aramaico e nem grego;

escrito antes de Esdras (455´428 a.C.);

sem contradição com a Torá ou lei de Moisés.

Esses critérios eram nacionalistas, mais do que religiosos, fruto do retorno do exílio da Babilônia. Por esses critérios não foram aceitos na Bíblia judaica da Palestina os livros que hoje não constam na Bíblia protestante, citados antes.

Acontece que em Alexandria no Egito, cerca de 200 anos antes de Cristo, já havia uma forte colônia de judeus, vivendo em terra estrangeira e falando o grego. Os judeus de Alexandria, através de 70 sábios judeus, traduziram os livros sagrados hebraicos para o grego, entre os anos 250 e 100 a.C, antes do Sínodo de Jâmnia (100 d.C). Surgiu assim a versão grega chamada ´Alexandrina´ ou ´dos Setenta´. E essa versão dos Setenta, incluiu os livros que os judeus de Jâmnia, por critérios nacionalistas, rejeitaram.

Havia então no início do Cristianismo duas Bíblias judaicas: uma da Palestina (restrita) e a Alexandrina (completa – Versão dos LXX).

Os Apóstolos e Evangelistas optaram pela Bíblia completa dos Setenta (Alexandrina), considerando canônicos os livros rejeitados em Jâmnia. Ao escreverem o Novo Testamento usaram o Antigo Testamento, na forma da tradução grega de Alexandria, mesmo quando esta era diferente do texto hebraico. O texto grego, ´dos Setenta´ tornou´se comum entre os cristãos; e portanto, o cânon completo, incluindo os sete livros e os fragmentos de Ester e Daniel, passou para o uso dos cristãos.

Das 350 citações do Antigo Testamento que há no Novo, 300 são tiradas da Versão dos Setenta, o que mostra o uso da Bíblia completa pelos apóstolos.

Verificamos também que nos livros do Novo Testamento há citações dos livros que os judeus nacionalistas da Palestina rejeitaram. Por exemplo: Rom 1,12´32 se refere a Sb 13,1´9; Rom 13,1 a Sb 6,3; Mt 27,43 a Sb 2, 13.18; Tg 1,19 a Ecls 5,11; Mt 11,29s a Ecls 51,23´30; Hb 11,34 a 2 Mac 6,18; 7,42; Ap 8,2 a Tb 12,15.

Nos séculos II a IV houve dúvidas na Igreja sobre os sete livros por causa da dificuldade do diálogo com os judeus. Finalmente a Igreja, ficou com a Bíblia completa da Versão dos Setenta, incluindo os sete livros.

Por outro lado, é importante saber também que muitos outros livros que todos os cristãos têm como canônicos, não são citados nem mesmo implicitamente citados no Novo Testamento. Por exemplo: Eclesiastes, Ester, Cântico dos Cânticos, Esdras, Neemias, Abdias, Naum, Rute.

Outro fato importantíssimo é que nos mais antigos escritos dos santos Padres da Igreja (patrística) os livros rejeitados pelos protestantes (deutero´canônicos) são citados como Sagrada Escritura. Assim, São Clemente de Roma, o quarto Papa da Igreja, no ano de 95 escreveu a Carta aos Coríntios, citando Judite, Sabedoria, fragmentos de Daniel, Tobias e Eclesiástico; livros rejeitados pelos protestantes. Ora, será que o Papa S. Clemente se enganou, e com ele a Igreja? É claro que não. Da mesma forma, o conhecido Pastor de Hermas, no ano 140, faz amplo uso de Eclesiástico, e do 2 Macabeus; Santo Hipólito (†234), comenta o Livro de Daniel com os fragmentos deuterocanônicos rejeitados pelos protestantes, e cita como Sagrada Escritura Sabedoria, Baruc, Tobias, 1 e 2 Macabeus.

Fica assim, muito claro, que a Sagrada Tradição da Igreja e o Sagrado Magistério sempre confirmaram os livros deuterocanônicos como inspirados pelo Espírito Santo.

Vários Concílios confirmaram isto: os Concílios regionais de Hipona (ano 393); Cartago II (397), Cartago IV (419), Trulos (692). Principalmente os Concílios ecumênicos de Florença (1442), Trento (1546) e Vaticano I (1870) confirmaram a escolha.

No século XVI, Martinho Lutero (1483´1546) para contestar a Igreja, e para facilitar a defesa das suas teses, adotou o cânon da Palestina e deixou de lado os sete livros conhecidos, com os fragmentos de Esdras e Daniel.

Sabemos que é o Espírito Santo quem guia a Igreja e fez com que na hesitação dos séculos II a IV a Igreja optasse pela Bíblia completa, a versão dos Setenta de Alexandria, o que vale até hoje para nós católicos.

Lutero, ao traduzir a Bíblia para o alemão, traduziu também os sete livros (deuterocanônicos) na sua edição de 1534, e as Sociedades Biblícas protestantes, até o século XIX incluíam os sete livros nas edições da Bíblia.

Neste fato fundamental para a vida da Igreja (a Bíblia completa) vemos a importância da Tradição da Igreja, que nos legou a Bíblia como a temos hoje. Disse o último Concílio:

´Pela Tradição torna´se conhecido à Igreja o Cânon completo dos livros sagrados e as próprias Sagradas Escrituras são nelas cada vez mais profundamente compreendidas e se fazem sem cessar, atuantes. Assim o Deus que outrora falou, mantém um permanente diálogo com a Esposa de seu dileto Filho, e o Espírito Santo, pelo qual a voz viva do Evangelho ressoa na Igreja e através da Igreja no mundo, leva os fiéis à verdade toda e faz habitar neles copiosamente a Palavra de Cristo´ (DV,8).

Por fim, é preciso compreender que a Bíblia não define, ela mesma, o seu catálogo; isto é, não há um livro da Bíblia que diga qual é o índice dela. Assim, este só pode ter sido feito pela Tradição dos apóstolos, pela tradição oral que de geração em geração chegou até nós.

Se negarmos o valor indispensável da Tradição, negaremos a autenticidade da própria Bíblia.

É interessante notar que o Papa São Dâmaso (366´384), no século IV, pediu a S.Jerônimo que fizesse uma revisão das muitas traduções latinas que havia da Bíblia, o que gerava certas confusões entre os cristãos. São Jerônimo revisou o texto grego do Novo Testamento e traduziu do hebraico o Antigo Testamento, dando origem ao texto latino chamado de ´Vulgata´, usado até hoje.

Professor Felipe Aquino
Artigo retirado do site www.cleofas.com.br


Nilton de Carvalho
Vocacionado - Diocese de Guarulhos

Dentre tantos outros desafios que passamos no decorrer de nossa caminhada de discernimento vocacional ao sacerdócio, sem dúvida alguma, nossa família é uma peça fundamental para o término do grande “quebra-cabeças” de nossas vidas.

Nos debruçamos sobre nossos pensamentos, sobre nossas angustias, dúvidas e sobretudo, nos debruçamos sobre o Evangelho para ficarmos ainda mais próximos, na medida em que discernimos, da vida e testemunho de nosso mestre Jesus Cristo.

Jesus, o sumo sacerdote, o filho único de Deus, o próprio Deus e Aquele que, por amor, se fez humano em tudo, exceto no pecado.

Ao olharmos a vida de Jesus, os desígnios de DEUS, é inevitável percebermos que, a Sagrada Família de Jesus, foi essencial para a realização do projeto de Deus.

É claro que Deus, com seu imenso poder, poderia fazer-se cumprir seu projeto sozinho, Mas não, da mesma forma em que DEUS é poder, ele também é amor e este não seria O AMOR, se fosse coercitivamente imputados à humanidade. Deus agiu, assim como hoje age, no SIM de cada um de nós, nos dando o livre arbítrio para nos entregarmos inteiramente a seus desígnios. E se não fosse assim, nosso SIM não seria escolha, não teria o mesmo sentido.

Pois bem, o Evangelho nos mostra que foi através do SIM da Sagrada Família que salvação chegou até nós.

Logo no inicio, o céu esperou pelo SIM de Maria para que o sagrado fruto fosse gerado em seu ventre. Foi importante também o SIM de José, para aceitar Maria na situação em que se encontrava , a amasse e acreditasse nela e no poder de DEUS para que Jesus pudesse nascer.

Podemos imaginar o quanto foi difícil para Maria e José entenderem toda aquela situação, afinal, também eram humanos e assim como nós, não nos damos conta de todo o projeto que DEUS tem para nossas vidas.

Imaginemos que foi difícil para Maria, a mãe de Jesus, dizer Sim ao seu filho quando es te começou sua vida publica, pois assim como todas as mães, ela também conhecia seu filho e sabia que a partir daquele momento Jesus caminharia a cada dia rumo a Glória, mas que esta não seria alcançada se não através de muitas dificuldades e sofrimento.

Eu acredito que Maria sentia, mesmo que não entendendo, que Jesus passaria por tudo o que passou e seu coração de mãe certamente se angustiou quando viu que o momento de Jesus se afastar estava próximo. Mas ela disse O SIM novamente e soube entender que o momento era de separação, mas que esta não seria eterna.

Maira esteve pressente, senão de corpo, mas certamente em oração, em todos os momentos da vida de Jesus e, imaginemos que na medida em que Jesus recebia o consentimento de Maria para continuar sua missão, este despertava em Jesus, a coragem de continuar e ser firme em todas as suas provações.

No momento mais difícil Maria estava lá, e dois de seus grandes amigos, que hoje, em comunidade chamamos de irmãos também estavam: Maria Madalena e João.

Naquele momento mais difícil, no ápice de todas as provações, a família estava presente na pessoa de Maria sua mãe, e de seus “irmãos”.

Jesus, segurando sua cruz, transfigurado por suas chagas, caiu e levantou-se três vezes e imagino que em cada um delas Jesus sentiu a força também dos três que estavam ali com ele, e o seguiram até o fim.

Do alto da Cruz, Jesus não mediu forças ao formalizar a importância da família na vida daqueles que se despojam a viver os desígnios do pai, tanto que, mesmo em agonia, ele apresentou sua própria Mãe a João nos ensinando que para caminhar e cumprir-se os desígnios do Pai, é necessário que caminhemos com nossas famílias até o fim.

Família, nós precisamos do SIM de vocês!

O chamado é nosso. Cada vocacionado tem o seu chamado, tem sua experiência com DEUS, mas precisamos do SIM de vocês família, precisamos do despojamento e da fé de vocês para que assim, a exemplo de nosso Mestre, tenhamos também a coragem e a fortaleza para chegarmos ao projeto final.

Sabemos que é difícil para a maioria das mães, pais, irmãos e irmãs, compreenderem nossa ausência em alguns momentos importantes, do nosso compromisso nas pastorais, romarias, reuniões e encontros, mas precisamos do vossos SIM , precisamos do olhar de Maria em vossos olhos, para podermos também, mergulhados em nossas dúvidas e medos, também podermos entender o nosso chamado.

Família, o nosso SIM também é vosso! Ajude-nos a chegar lá!


Nilton de Carvalho

Vocacionado - Diocese de Guarulhos

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